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Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

Recebi hoje por correio os exemplares do livro "Educação e sexualidade: identidades, famílias, diversidade sexual, prazeres, desejos, preconceitos, homofobia..." organizado por Paula Regina Costa Ribeiro, Juliana Lapa Rizza, Joanalira Corpes Magalhães e Raquel Pereira Quadrado (2008). O livro foi publicado pela Editora da FURG e produzido pelo Grupo de Pesquisas Sexualidade e Escola (GESE). O grupo foi responsável por organizar o 4o. Seminário Corpo, Gênero e Sexualidade (os Anais do evento podem ser baixados AQUI).


O livro já se encontra na biblioteca setorial do Centro de Educação (CED) da UFSC. Clique aqui para ser direcionad@ ao link da catalogação.

Vai uma foto (de péssima qualidade, eu confesso) da capa do livro em que publiquei o capítulo intitulado, "Precisamos discutir as homossexualidades na escola?".


Debate e Pesquisa: Diversidade Sexual e Homofobia no Brasil  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes


Vídeo Homofobia, Lesbofobia, Transfobia é exibido na Mostra Audiovisual do Fazendo Gênero 8  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

Documentário analisa categorias usadas pelo movimento de lésbicas e travestis

O documentário "Homofobia, Lesbofobia, Transfobia" aborda as categorias usadas por ativistas lésbicas e travestis para falarem sobre as expressões da violência e discriminação contra suas identidades. Com direção de Felipe Bruno Martins Fernandes, doutorando da área de Estudos de Gênero do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina, o vídeo busca preencher uma lacuna no campo dos Estudos de Gênero que se refere as categorias para se falar das violências que sofrem homossexuais e transgêneros, que são, geralmente, abordadas como uma unidade no campo da política sexual e das políticas públicas.

“Fazer ativistas falarem sobre suas vivências com a violência e com a discriminação é uma importante ferramenta para clarearmos alguns conceitos que, de tão falados por ativistas e gestores do poder público, podem parecer bem definidos e dados no campo da política”, afirma o diretor.

Felipe Bruno Martins Fernandes também ressalta que, “a homofobia é uma categoria que provém da psicologia e foi apropriada pelo movimento LGBT e por setores progressistas do poder público. Entretanto, há uma necessidade de deslocar esta categoria para que ela se torne uma categoria teórica e, então, um instrumento a ser usado por políticas públicas e pelo judiciário. A localização quase exclusiva desta categoria na trama discursiva do movimento LGBT, com seus conflitos e dinâmica própria, pode ser tanto um obstáculo para a efetivação de políticas públicas para esta população como um motor criativo de novas possibilidades de entendimento do fenômeno das homossexualidades e das vivências das masculinidades e feminilidades contemporâneas”.

O documentário foi produzido em junho de 2008 durante a Conferência Nacional GLBT, organizada pelo governo federal, em Brasília/DF. Conta com a participação de personalidades representativas do campo dos Estudos de Gênero e da política sexual no Brasil. Compõe o quadro de interlocutores deste filme o Prof. Wiliam Siqueira (UNESP/Assis), Carmen Luiz (Liga Brasileira de Lésbicas), Keila Simpson (Articulação Nacional de Transgêneros), Jenifer Alamino (Deusas da Noite/SC), além de Noyr Marques e Carmen Geraldo, casal de lésbicas educadoras que foram afastadas da docência no município de Campo Grande/MS por, segundo elas, serem lésbicas e manterem um relacionamento “homo-afetivo”.

Homofobia, Lesbofobia, Transfobia (Brasil, 2008; 8min).
Direção: Felipe Bruno Martins Fernandes
Filiação Institucional: Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades / Universidade Federal de Santa Catarina

Felipe B. M. Fernandes – diretor do filme
Nascido em Belo Horizonte em 1981, Felipe Bruno Martins Fernandes formou-se em Ciências Biológicas pela PUC-MG. Concluiu o Mestrado em Educação Ambiental na Fundação Universidade Federal do Rio Grande (Rio Grande/RS). Atualmente é doutorando do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas da UFSC, em que trabalha em uma pesquisa sobre as políticas públicas da educação vinculadas ao programa federal Brasil Sem Homofobia.
“Homofobia, Lesbofobia, Transfobia” é seu primeiro filme.

Contatos:
Florianópolis:
E-mail: complex.lipe@gmail.com

Homossexual é espancado por três jovens em Niterói  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes


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Ato Anti-Homofobia, Floripa/SC, 11/10/2007  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes





ATO ANTI-HOMOFOBIA, FLORIPA/SC


Na madrugada do dia 28/09 um grupo de 4 meninas e 2 meninos foram espancados no bar MIDNIGHT, próximo à UFSC, por serem bissexuais, gays e lésbicas. O fato de verem os casais homoeróticos se beijando, não agradou os DONOS DO BAR, que agrediram brutalmente os jovens no momento em que pagavam a conta. Uma das meninas, após agressão, já caída no chão, e impossibilitada de se defender, teve a cabeça chutada pelos donos, o que provocou seu desmaio. Ao ser golpeada por um taco de sinuca, a outra menina teve um corte profundo aberto na cabeça. Um dos meninos foi imobilizado e espancado por homens vinculados aos donos. Ao contrário do que se esperava com a chegada da polícia – a proteção dos direitos dos agredidos – uma das meninas acabou por levar um tapa no rosto de um PM, que afirmou: “EU NÃO TENHO QUE RESPEITAR MULHER, BAIXA A BOLA!”.

Este caso não é isolado já que o Brasil é considerado um dos países mais intolerantes aos GLBTTT ´s, com um número altíssimo de assassinatos e espancamentos. Esse ato covarde ocorrido no Midnight, tem que ser repudiado e denunciado amplamente. Os agressores não podem sair impunes desse crime. Por isso exigimos:

1) Cadeia para os agressores homofóbicos e machistas do bar Midnight!
2) Aprovação em nível nacional, estadual e municipal de leis que defendam os direitos eróticos das pessoas que não se guiam pela heteronormatividade!
3) Curso e preparação da Guarda Municipal e das Polícias para a defesa de GLBTTT’s. E punições para aqueles que em seu efetivo manifestem homofobia, machismo e racismo!
4) Reconhecimento de que não somos apenas um mercado consumidor! Queremos direitos sociais!
5) DIREITOS AFETIVO-SEXUAIS SÃO DIREITOS HUMANOS!

Ato Anti-Homofobia
Dia: 11/10 (quinta-feira)
Horário: 17h30min
Local: Em frente ao Midnight (Rua Lauro Linhares, n. 1628)

Em caso de violência ou discriminação por homofobia, lesbofobia etransfobia contate o Centro de Referência de Combate a ViolênciasGLBTTT pelo fone: 3028-0317 ou pelo e-mail: atendimento.adeh@gmail.com

Organização:
FRENTE DE GAYS, LÉSBICAS, BISSEXUAIS, TRAVESTIS, TRANSEXUAIS E SIMPATIZANTES PELA PUNIÇÃO DOS ENVOLVIDOS E PELA APROVAÇÃO DE LEIS QUE CRIMINALIZEM A HOMOFOBIA, A LESBOFOBIA E A TRANSFOBIA
Maiores informações: http://frenteglbtttfloripa.blogspot.com/
Colaborador@s: Centro de Referência de Combate à Violências GLBTT da Grande Fpólis; NIGS/UFSC; Rede de Pesquisas Parceria Civil, Conjugalidades e Homoparentalidade no Brasil, Adeh Nostro Mundo.

01.10.07 SEDH financia projetos para combater a homofobia  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

A Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH) lança hoje (1) um edital para propostas de apoio a projetos de Capacitação em Direitos Humanos para o Combate a Homofobia, aberto a participação de órgãos da Administração Pública Federal, estaduais ou municipais e organizações não-governamentais. As propostas podem ser enviadas até o dia 25 outubro. O edital tem como objetivo criar espaços de discussões sobre os Direitos Humanos da população GLBT, enfrentar a homofobia e sensibilizar quanto ao tema da diversidade afetiva-sexual. As capacitações devem ser apresentadas, preferencialmente, como seminários, oficinas e cursos, que agreguem em um mesmo espaço a sociedade civil e órgãos públicos. Serão financiados até cinco projetos nacionais, com recursos de no máximo R$ 80 mil e 30 projetos regionais no valor de até R$ 30 mil. Para o assessor do Programa Brasil Sem Homofobia da SEDH, Eduardo Santarelo Lucas, é necessário levar à sociedade informação sobre temas que levam à ausência ou redução de direitos, como é o caso da população GLBT, que possui os mesmos deveres do resto da população, mas tem mais dificuldade de acessar seus direitos. Mais informações podem ser obtidos no site www.sedh.gov.br, no link Editais, pelos telefones (61) 3429-9283 ou 3429-9893 ou pelo e-mail: brasilsemhomofobia@sedh.gov.br.

DENÚNCIA DO ESPANCAMENTO HOMOFÓBICO E MACHISTA NO BAR MIDNIGHT  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes


NA CIDADE DE FLORIANÓPOLIS NA NOITE DO DIA 27 PARA O DIA 28 DE SETEMBRO DE 2007

Na madrugada do dia 27 para o dia 28 de setembro um grupo de 6 pessoas (4 garotas e 2 rapazes) foram espancados no bar Midnight, reduto tradicional da juventude universitária da UFSC no bairro Trindade, principalmente pelo fato do grupo ser composto majoritariamente por bissexuais, gays e lésbicas. O fato de verem os casais de meninas e o casal de meninos se beijando, parece não ter agradado aos donos do bar, pois quando o grupo foi questionar o valor exorbitante que estava sendo cobrado na conta final, os donos, assim como funcionários e colegas dos donos deixaram aflorar todo o seu ódio homofóbico espancando brutalmente as garotas e os rapazes. Só para se ser uma dimensão do que se deu, a maior selvageria se manifestou com as garotas: uma delas, já caída no chão e completamente impossibilitada de se defender teve a cabeça chutada covardemente pelos donos do bar, o que provocou seu desmaio por vários minutos. Outra das garotas teve um corte profundo aberto na cabeça após um dos funcionários do bar tê-la golpeado – pasmem! - com um taco de sinuca. Quanto aos rapazes, um deles foi imobilizado e espancado covardemente por homens ligados aos donos. Esse ato absolutamente covarde tem que ser repudiado e denunciado amplamente. Os agressores não podem sair incólumes desse crime.
O que é mais absurdo é que com a chegada da polícia, que em teoria deveria proteger os direitos civis dos agredidos, uma das garotas, ao tentar explicar o que se havia passado e alterada pela inacreditável agressão, acabou por levar um tapa no rosto de um dos PM’s, que, por fim, soltou uma pérola machista: “eu não tenho que respeitar mulher, baixa a bola!”. Por causa dessa atitude homofóbica e absurdamente machista, o grupo de garotas e de rapazes, intimidado e corretamente com receio da PM, acabou por não registrar Boletim de Ocorrência e por dirigir-se apenas ao Hospital Universitário, onde foram medicados.
O Brasil é considerado um dos países mais intolerantes aos homossexuais, assim como às travestis e transexuais, com um número altíssimo de assassinatos e espancamentos de homossexuais (vide dados do Grupo Gay da Bahia). Outra questão, igualmente grave que se manifesta na maioria desses casos de homofobia e de machismo é a impunidade. A esmagadora maioria dos casos de espancamentos e assassinatos de homossexuais (e também de mulheres) permanece sem solução. E na cidade de Florianópolis, que tem o irônico título de “paraíso gay” do Brasil, e que tem muito do seu turismo sustentado diretamente pelo “dinheiro rosa” dos GLBTTT’S (gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais), os casos de agressões, espancamentos e até assassinatos não param de aumentar na cidade. Frente a estes casos, o poder público tem se omitido completamente da proteção desses sujeitos que têm todo o direito de exercerem sua orientação ou identidade sexual, afinal de contas, o movimento homossexual luta no mundo inteiro há muitos anos para reconhecer que direitos eróticos são direitos humanos!
O governo municipal, o setor hoteleiro e de entretenimento (bares e boates), assim como as Forças Armadas só reconhecem a existência de homossexuais, assim como travestis e transexuais quando estes trazem 40 mil pessoas para a beira-mar para a Parada da Diversidade e mais 100 mil pessoas para o carnaval gay do Roma e financiam a riqueza de boa parte da cidade? Esses setores só vêem os homossexuais como consumidores?
Os GLBTTT’s não são apenas um mercado consumidor! E por isso exigem:

1. Cadeia para os agressores homofóbicos e machistas do bar Midnight!
2. Aprovação em nível nacional, estadual e municipal de leis que defendam os direitos eróticos das pessoas que não se guiam pela heteronormatividade!
3. Curso e preparação da Guarda Municipal e das Polícias para a defesa de GLBTTT’s. E punição para aqueles que em seu efetivo manifestem homofobia, machismo e racismo!
4. Reconhecimento de que não somos apenas um mercado consumidor! Queremos direitos sociais!
5. DIREITOS ERÓTICOS SÃO DIREITOS HUMANOS!

FRENTE DE GAYS, LÉSBICAS, BISSEXUAIS, TRAVESTIS, TRANSEXUAIS E SIMPATIZANTES PELA PUNIÇÃO DOS ENVOLVIDOS E PELA APROVAÇÃO DE LEIS QUE CRIMINALIZEM HOMOFOBIA

Criminalização em debate  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes




No momento em que a criminalização da homofobia representa a principal bandeira do movimento LGBTTT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros) brasileiro, o Núcleo de Identidades de Gêneros e Subjetividades da Universidade Federal de Santa Catarina (NIGS/UFSC) sedia, nos dias 5 e 6 de setembro, o Seminário Homofobia, Identidades e Cidadania LGBTTT. O objetivo é ampliar a reflexão científica e o debate sobre a homossexualidade, abordando temas de grande importância política no cenário brasileiro atual, como a homofobia e suas implicações sociais.
Realizada nesta quarta-feira (06/09), a primeira mesa do Encontro – “Homofobia e Segurança Pública” -, coordenada pela professora Miriam Pillar Grossi (NIGS/UFSC), contou com a participação do antropólogo Peter Fry (IFCS/UFRJ), do psicólogo Fernando Teixeira (Universidade Estadual Paulista), do Secretário-executivo do Conselho Nacional de Combate à Discriminação, Ivair Augusto Alves dos Santos, e do major Geovani de Paula, representante da Secretaria de Segurança Pública do Estado de Santa Catarina. Em pauta estava a aprovação do PL 122, projeto de lei que propõe a criminalização da homofobia no país.
“A sociedade como um todo, e também a polícia, têm dificuldade em lidar com a diversidade e a pluralidade”, afirmou o major Geovani de Paula. Para ele, transformar conflitos humanos em fatos criminais não vai resolver o problema da discriminação a pessoas LGBTTT. “A mediação é mais importante que a criminalização. Deixar que o Estado se aproprie de um conflito desta magnitude é um erro. É preciso buscar outras formas de resolver o problema”, disse ele, ressaltando ser preciso trabalhar a área da Educação do país.
“A lei não basta, é preciso mudar a cultura. O policial apreende seus valores e representações da sociedade em que ele vive”, finalizou.
O antropólogo Peter Fry analisou o processo de mudança de valores acontecido na Inglaterra para avaliar o caso brasileiro. “Na Inglaterra, de 1533 a 1861, os crimes de sodomia levavam à pena de morte. Em 1885, a lei passou a punir, com prisão de dois anos, qualquer relação homossexual, o que tornava os gays vítimas constantes de suborno e chantagem”, relatou o professor do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ.
Segundo ele, os britânicos só aboliram a lei contra a homossexualidade em 1967. E em 2004 aprovaram a lei de Parceria Civil para relações entre pessoas do mesmo sexo. “Muita coisa mudou em 40 anos: existe até mesmo uma ala da polícia gay, a qual participa da Parada LGBTTT de Londres”, observou Peter, lembrando que a Constituição brasileira, desde o início, nunca criminalizou a homossexualidade. Porém, segundo ele, embora não haja tal lei, é a sociedade civil quem discrimina os homossexuais, mais ainda do que o Estado, principalmente os que apresentam maior visibilidade, como as travestis e os casais gays. Uma vez que a projeto de lei de criminalização da homofobia foi elaborado nos moldes da lei Caó, que penaliza casos de racismo, Peter Fry comparou as discriminações por raça e por orientação sexual. “Os dois preconceitos são semelhantes porque ambos são baseados na aparência, mas também são muito diferentes porque, hoje em dia, emitir um xingamento racista é bem menos comum do que um xingamento por orientação sexual. A lei Caó pune com dois anos de retenção, mas dificilmente alguém cumpre essa pena. Os casos de racismo muitas vezes não seguem o rito criminal, mas sim o cível. A questão é: em relação à homofobia, seria por esse caminho que deveríamos seguir?”, questionou o pesquisador.
Segundo ele, na Inglaterra primeiramente houve a extinção da lei punitiva para depois haver a abertura de direitos. “A lei da Parceria Civil teve um enorme efeito sobre a sociedade. No Brasil, existem valores e representações na sociedade como um todo que precisam ser mudados. A saída seria criminalizar, punir? Pelos resultados obtidos na Inglaterra e em outros países da Europa, o sentido tem que ser o da mudança de valores e da percepção sobre o que é gostar de pessoas do mesmo sexo”, concluiu o antropólogo.
Para o psicólogo Fernando Teixeira Filho, da Universidade Estadual Paulista da cidade de Assis, é importante aliar a questão da discriminação e da homofobia a outros elementos, como a raça, a etnia, a classe social e o nível educacional. “Em relação às pessoas com um nível educacional maior, o preconceito fica restrito ao universo familiar e ao emprego. Por sua vez, as travestis nem sequer conseguem um emprego. Esta é, aliás, a fatia da população LGBTTT mais atingida pela violência”, lembrou o pesquisador.
Segundo ele, uma política LGBTTT de Segurança Pública deve entender a ética que sustenta a homofobia. “Tem de haver o diálogo com os setores envolvidos na produção da violência”, disse Fernando. Em relação ao PL 122, o pesquisador foi enfático: “Se não criminalizar tais atos, as mortes vão continuar acontecendo”.
O Secretário-executivo do Conselho Nacional de Combate à Discriminação, Ivair Augusto Alves dos Santos, concordou que o momento é de aliar forças. “Nesse debate, é preciso envolver todos os atores. Se o movimento LGBTTT não conseguir se aliar a outros segmentos, será difícil aprovar o PL 122. O diálogo entre a universidade, os movimentos sociais e os órgãos de Segurança Pública – onde, em geral, o tema da violência contra homossexuais não está em pauta – pode contribuir enormemente no processo de combate à homofobia”, ressaltou Ivair.
Homofobia: uma questão de saúde pública
Na mesa “Movimento LGBTTT e Políticas de Saúde e de Prevenção de DST/Aids”, especialistas discutiram as implicações da homofobia no direito da população LGBTTT ao acesso à Saúde. Segundo o ativista Alexandre Bôer, coordenador da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros (ABGLT) para a região Sul, no Rio Grande do Sul a maior parte das ações que tramitam atualmente no Ministério Público do estado dizem respeito à saúde, devido à fragilidade do sistema público de saúde brasileiro.
“Temos trabalhado no sentido da descentralização do Sistema único de Saúde e da integralidade da atenção à Saúde”, afirmou ele. Dados apresentados por Bôer dão conta de que a incidência da Aids é onze vezes maior entre os gays e os homens que fazem sexo com outros homens (HSH) e que os riscos relativos para a doença nessa população é 18 vezes maior que em outras populações. Segundo o ativista, o investimento na prevenção à doença tem sido baixo. “Na região sul, os PAM têm investido apenas 1% de seu orçamento; na região Sudeste esse índice sobe para 4,2%, na Centro-Oeste o investimento tem sido de 2%, no Nordeste de 1,8% e no Norte 1,7%. Então cabe-nos questionar: por que a prevenção tem sido negligenciada? Em minha opinião a causa é a homofobia institucionalizada”, disse ele.
Para ele, no grau em que a epidemia da Aids se encontra atualmente dentro da população LGBTTT, deveria estar havendo um maior investimento na prevenção à doença. “”Essa situação também nos mostra que o movimento LGBTTT não está fazendo um trabalho de prevenção eficaz”, sublinhou Bôer.
O presidente da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), Veriano Terto Jr, observou que “mesmo com a ausência de políticas destinadas à prevenção, os homossexuais fizeram um movimento em direção à prevenção, apresentando um nível alto de informações sobre o HIV/Aids e o uso de preservativo e usando a negociação como uma estratégia de prevenção”, avaliou ele.
Apesar disso, segundo ele, a Aids ainda é uma preocupação para a maioria. “Paradoxalmente, há ainda a recusa e a rechaça aos parceiros soropositivos. Nos novos trabalhos de prevenção precisamos entender esses paradoxos, considerando o estigma que ainda perpassa a soropositividade, a discriminação existente dentro da própria comunidade LGBTTT e o preconceito que marca as relações sorodiscordantes”, afirmou.
Representante do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde brasileiro, o antropólogo Marcos Benedetti destacou que muitas vezes as dificuldades na operacionalização das políticas públicas se deve à existência de uma multiplicidade de identidades homossexuais. O pesquisador falou sobre os Planos de Enfrentamento da Epidemia da Aids entre gays, lésbicas, travestis e transexuais e citou a medicalização da prevenção do HIV – circuncisão, microbicidas, estratégia ABC e a profilaxia pré-exposição ao HIV com antirretrovirais – como um dos novos desafios no combate à doença.
A presidente da Articulação Nacional de Travestis (ANTRA), Keila Simpson, concordou com Benedetti em relação às especificidades do movimento, e que as políticas de saúde para as travestis devam ser diferentes das direcionadas aos gays. “Poucas pessoas conhecem as diretrizes do Conselho Nacional de Saúde que estabelecem as travestis devem ser tratadas por seus nomes sociais pelos profissionais de saúde”, disse Keila.
A ativista também falou sobre as cirurgias de mudança de sexo e o uso do silicone líquido. “O país ainda carece de centros de referência para lidar com essas questões”, avaliou ela.
O seminário, que tem o apoio da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), da Fundação de Amparo à Pesquisa de Santa Catarina (Fapesc), da Unisul e do CLAM, abordará, nesta quinta-feira, 6 de setembro, os temas da conjugalidade e a adoção de crianças por casais homossexuais.

Manifestação contra Bento 16: já foi na Itália e estamos preparando uma no Brasil  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

Homossexuais italianos fazem manifestação contra Bento 16
Por Redação
15.01.07

Divulgação
Cerca de 200 militantes da organização não-governamental Arcigay protestaram na Praça de São Pedro no último sábado, dia 13 de janeiro, contra as críticas do papa Bento 16 sobre o casamento de pessoas do mesmo sexo.

A manifestação teve origem após o papa anunciar ser contra o Pacto Civil de Solidariedade, projeto que concede direitos a casais homossexuais na Itália e que se encontra em debate no parlamento. Na semana passada, Bento 16 disse que usaria sua influência pessoal junto aos deputados para derrotar o projeto. O primeiro-ministro Romano Prodi chegou a anunciar, publicamente, que o projeto poderá ser aprovado ainda nesse mês de janeiro.

Durante a manifestação, os participantes carregavam cartazes contra o Vaticano. "Mais autodeterminação, menos Vaticano" e "Não ao Talibã, não ao Vaticano" eram algumas das frases que podiam ser lidas. O poeta gay Alfredo Ormando também foi lembrado durante a manifestação como símbolo do movimento homossexual contra a Igreja Católica.

Brasileiros gays também preparam manifestações contra o papa

A mobilização de gays contra a política anti-gay do Vaticano também está sendo feita por ativistas brasileiros, especialmente devido à visita do papa ao país, prevista para o primeiro semestre de 2007. "É óbvio que, num primeiro momento, é comum pensarmos em algo raivoso e retumbante, pois a ação da Igreja é implacável, em especial os documentos da instituição", diz Beto de Jesus, do Instituto Edson Néris, de São Paulo. "Mas é bom lembrar que o Concilio Vaticano II, com o Papa João XXIII, afirma que a Igreja é o "povo de Deus", ou seja muito mais que a instituição. Temos muitas pessoas que são nossas aliadas e são católicas e uma ação que não seja republicana, mas revanchista, pode ser usado contra nossa luta, contra nosso trabalho de anos. Queremos pensar em algo que marque e que seja pragmático, que possamos utilizar a nosso favor, ou seja de nossas lutas e do avanço dela em nosso país".

Uma das idéias de Beto é levantar uma bandeira do arco-íris durante a visita, com os dizeres: "Mensageiro da Paz, queremos seu apoio contra a homofobia". "É algo que não poderão usar - nem a Igreja, nem a imprensa - contra a gente e colocar mais e mais religiosos e fiéis contra os avanços que precisamos para aprovar as legislações que necessitamos", pondera.

Veja também:
Ativistas preparam manifestos para visita do Papa ao Brasil em maio

Segundo a ABGLT:
O impacto simbólico, político e social no Brasil com a visita dessa liderança
religiosa e a atuação de setores religiosos conservadores, ligados ao Vaticano,
contra os direitos GLBT é grande. Isso nos obriga a defender, promover e
garantir o princípio constitucional brasileiro da laicidade do Estado e a
promoção dos direitos humanos

Fonte: http://gonline.uol.com.br/site/arquivos/estatico/gnews/gnews_noticia_19069.htm

Página homofóbica: "God hates fags"  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

Navegando na internet achei esta página homofóbica. Tem fotos e uma série de discursos fundamentalistas. Achei interessante para aqueles que se interessam em pesquisar estes argumentos. Clique aqui e veja a página homofóbica.

Como eles dizem, essa é A VERDADE GOSPEL, dê uma olhada na disseminação do ódio que prega inclusive a morte de homossexuais:

O argumento bíblico deles para defenderem abertamente a morte aos homossexuais:

ROMANOS (na bíblia):

27 [...] machos com machos, praticando o que é obsceno [...]

32 Embora estes conhecessem muito bem o decreto justo de Deus, de que os que praticam tais coisas merecem a morte, não somente persistem em fazê-las, mas também consentem com os que as praticam.

Fonte das citações bíblicas: http://www.watchtower.org/t/biblia/ro/chapter_001.htm

Que tradução é essa!

Colin Farrell não é homofóbico!  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes


Segundo a imprensa internacional, o ator irlandês Colin Farrell foi acusado de ter maltratado um fã homossexual. O bonitão imediatamente entrou em cena para se defender e desmentir a acusação. Ele alegou que jamais faria isso uma vez que respeita muito os homossexuais, pois seu irmão é gay assumido.

Blog culture... questions qui font débats...  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes


Mon homosexualité n'est pas un problème pour moi, par contre le regard de l'extérieur sur l'homosexualité en est un.
[...] les mots possèdent ce prodigieux pouvoir de rapprocher et de confronter ce qui, sans eux, resterait épars dans le temps des horloges et l'espace mesurable.
Claude Simon, Album d’un amateur, Editions Remagen-Rolandseck, 1988, p. 31

Homossexualidade proibida em Cingapura  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

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Por Redação


O governo de Cingapura manteve proibição do sexo gay, criminalizando "todas as formas de relação sexual não vaginal e que sejam contrárias à natureza". Apesar disso, o país estuda a possibilidade de descriminalizar o sexo oral e anal entre heterossexuais adultos, mas não, claro, entre homossexuais. Sobre o fato de não permitir o sexo entre homossexuais, um funcionário do Ministério do Interior alegou que o "homossexualismo não é amplamente aceito ou tolerado em Cingapura". A proposta de emenda ao Código Penal já foi enviada e deve ser, em breve, discutida pelo parlamento.