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Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes


História da Loucura
Na Idade Clássica
Foucault, Michel

A História da Loucura, hoje um clássico da filosofia, continuamente refocalizada em toda a parte, vem mantendo a condição de obra que expressa aspectos fundamentais do pensamento hodierno. Mais do que isso, deve-se ressaltar o efeito revolucionário de seu discurso, que pôs em xeque concepções longamente firmadas sob o rótulo de verdades científicas, como no campo da medicina psiquiátrica, onde sua análise crítica atingiu gravemente a operacionalidade terapêutica das noções tradicionais de sanidade e loucura.

Michel Foucault  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

Michel Foucault (Poitiers, 15 de outubro de 1926 — Paris, 26 de junho de 1984) foi um filósofo e professor da cátedra de História dos Sistemas de Pensamento no Collège de France desde 1970 a 1984.

Suas obras, desde a História da Loucura até a História da sexualidade (a qual não pôde completar devido a sua morte) situam-se dentro de uma filosofia do conhecimento. Suas teorias sobre o saber, o poder e o sujeito romperam com as concepções modernas destes termos, motivo pelo qual é considerado por certos autores, contrariando a sua própria opinião de si mesmo, um pós-moderno. Seus primeiros trabalhos (História da Loucura, O Nascimento da Clínica, As Palavras e as Coisas, A Arqueologia do Saber) seguem uma linha estruturalista, o que não impede que seja considerado geralmente como um pós-estruturalista devido a obras posteriores como Vigiar e Punir e A História da Sexualidade. Além desses livros, são publicadas hoje em dia transcrições de seus cursos realizados no Collège de France e inúmeras entrevistas, que auxiliam na introdução ao pensamento deste autor.

Foucault trata principalmente do tema do poder, rompendo com as concepções clássicas deste termo. Para ele, o poder não pode ser localizado em uma instituição ou no Estado, o que tornaria impossível a "tomada de poder" proposta pelos marxistas. O poder não é considerado como algo que o indivíduo cede a um soberano (concepção contratual jurídico-política), mas sim como uma relação de forças. Ao ser relação, o poder está em todas as partes, uma pessoa está atravessada por relações de poder, não pode ser considerada independente delas. Para Foucault, o poder não somente reprime, mas também produz efeitos de verdade e saber, constituindo verdades, práticas e subjetividades.

Para analisar o poder, Foucault estuda o poder disciplinar e o biopoder, e os dispositivos da loucura e da sexualidade. Para isto, em lugar de uma análise histórica, realiza uma genealogia, um estudo histórico que não busca uma origem única e causal, mas que se baseia no estudo das multiplicidades e das lutas. Também abriu novos campos no estudo da história e da epistemologia.


Obras
" Doença Mental e Psicologia " , (1954)
História da loucura na idade clássica, 1961.
Nascimento da clínica, 1963;
As palavras e as coisas, 1966;
Arqueologia do saber, 1969;
Vigiar e punir, 1975;
História da sexualidade:
A vontade de saber, 1976;
O uso dos prazeres, 1984;
O Cuidado de Si, 1984;

Cursos do Collége de France (1970-1984)
A vontade de saber; (1970-1971)
Teorias e instituições penais"; (1971-1972)
A sociedade punitiva; (1972-1973)
O poder psiquiátrico; (1973-1974)
Os anormais; (1974-1975)
Em defesa da sociedade; (1975-1976)
Segurança, território e população; (1977-1978)
Nascimento da biopolítica; (1978-1979)
Do governo dos vivos; (1979-1980)
Subjetividade e verdade; (1980-1981)
A hermenêutica do sujeito; (1981-1982)
Le gouvernement de soi et des autres; (1983)
Le gouvernement de soi et des autres: le courage de la vérité (1984)

Pós-Estruturalismo  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

O pós-estruturalismo pode ser caracterizado como um modo de pensamento, um estilo de filosofar e uma forma de escrita, embora o termo não deva ser utilizado para dar qualquer ideia de homogeneidade, singularidade ou unidade.

O termo "pós-estruturalismo" é, ele próprio, questionável.O pós-estruturalismo não pode ser simplesmente reduzido a um conjunto de pressupostos compartilhados, a um método, a uma teoria ou até mesmo a uma escola. E melhor referir-se a ele como um movimento de pensamento - uma complexa rede de pensamento – que corporifica diferentes formas de prática crítica. O pós-estruturalismo é, decididamente, interdisciplinar, apresentando-se por meio de muitas e diferentes correntes.

Como uma atividade francesa e predominantemente parisiense, o pós-estruturalismo de primeira geração é inseparável do milieu intelectual imediato que predominou na França do pós-guerra, em uma história dominada por forças intelectuais variadas: o legado das interpretações "existencialistas" da Fenomenologia de Hegel, feitas por Alexander Kojéve e Jean Hyppolite; a fenomenologia do Ser de Heidegger e o existencialismo de Sartre; a redescoberta e a "leitura" estruturalista de Freud, feitas por Lacan; a onipresença de Georges Bataille e Maurice Blanchot; a epistemologia radical de Gaston Bachelard e os estudos da ciência de Georges Canguilhem. Provavelmente o mais importante é que o pós-estruturalismo inaugura e registra a recepção francesa de Nietzsche, o qual forneceu as fontes de inspiração para muitas de suas inovações teóricas. E também decisiva para a emergência do pós-estruturalismo, sem dúvida, a interpretação que Martin Heidegger (1991/1961) fez de Nietzsche, bem como as leituras de Nietzsche feitas por Deleuze, Derrida, Foucault, Klossowski e Koffman, desde o início dos anos 60 até os anos 70 e 80.

O pós-estruturalismo é inseparável também da tradição estruturalista da lingüística baseada no trabalho de Ferdinand de Saussure e de Roman Jakobson, bem como das interpretações estruturalistas de Claude Lévi-Strauss, Roland Barthes, Louis Althusser e Michel Foucault (da primeira fase). O pós-estruturalismo, considerado em termos da história cultural contemporânea, pode ser compreendido como pertencendo ao amplo movimento do formalismo europeu, com vínculos históricos explícitos tanto com a linguística e a poética formalista e futurista quanto com a avant-garde artística europeia.

Foi, sem dúvida, central para a emergência do pós-estruturalismo a redescoberta, por um grupo de pensadores franceses, da obra de Friedrich Nietzsche. Foram importantes também a interpretação que Martin Heidegger fez dessa obra, bem como as leituras estruturalistas tanto de Freud quanto de Marx. Considerava-se que, enquanto Marx havia privilegiado a questão do poder e Freud havia dado prioridade à ideia de desejo, Nietzsche era um filósofo que não havia privilegiado qualquer um desses conceitos em prejuízo do outro. Sua filosofia oferecia uma saída que combinava poder e desejo.

A recepção estadunidense da desconstrução e a formulação do conceito de "pós-estruturalismo" no mundo de fala inglesa coincidem com o momento em que Derrida apresenta seu ensaio "A estrutura, o signo e o jogo no discurso das ciências humanas", no Colóquio Internacional sobre Linguagens Críticas e Ciências do Homem, na Universidade Johns Hopkins, em outubro de 1966. Richard Macksey e Eugenio Donato descreveram a conferência como "a primeira vez, nos Estados Unidos, em que o pensamento estruturalista foi considerado como um fenômeno interdisciplinar". Mesmo antes do término da conferência, havia claros indícios de que o reinante paradigma transdisciplinar do estruturalismo tinha sido superado, embora apenas um parágrafo das "Observações conclusivas" de Macksey assinalasse as "reavaliações radicais de nossos presssupostos [estruturalistas]" feitas por Derrida .

O humanismo tendia, como um motivo central do pensamento liberal europeu, a colocar o "sujeito" no centro da análise e da teoria, vendo-o como a origem e a fonte do pensamento e da acção, enquanto o estruturalismo, ao menos em uma leitura althusseriana, via os sujeitos como simples portadores de estruturas. Os pós-estruturalistas continuam, de formas variadas, a sustentar essa compreensão estruturalista do sujeito, concebendo-o, em termos relacionais, como um elemento governado por estruturas e sistemas, continuando a questionar também as diversas construções filosóficas do sujeito: o sujeito cartesiano-kantiano, o sujeito hegeliano e fenomenológico; o sujeito do existencialismo, o sujeito coletivo marxista.


Texto adaptado de Michael Peters "Estruturalismo e Pós-Estruturalismo".

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Globo Online - Parada do orgulho GLBT reúne milhares de pessoas em Belo Horizonte  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

17 de julho de 2006 Versão on line

PLANTÃO

16/07/2006 - 19h53m
Parada do orgulho GLBT reúne milhares de pessoas em Belo Horizonte

Globo Minas

BELO HORIZONTE - Gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e
simpatizantes levaram música e muita cor às ruas do centro de Belo
Horizonte neste domingo, durante a 9ª Parada do Orgulho GLBT. A
concentração começou no fim da manhã, na Praça Sete, e reuniu mais
de 15 mil pessoas, segundo a Polícia Militar.
O evento combinou alegria e reivindicações. Os líderes de movimentos
de vários estados pediram respeito às diferenças e criticaram a
violência que, segundo eles, existe e assusta. A organização pediu a
aprovação do Projeto de Lei 5.003/02, que transforma em crime a
homofobia, que é a aversão aos homossexuais.
Nos trios elétricos, todos cantaram o hino nacional e soltaram
balões brancos para representar a paz e a liberdade de manifestação
e comportamento. Os caminhões percorreram parte da Avenida Afonso
Pena até as ruas da região sul da capital. Manifestantes levaram o
bandeirão com as cores do arco-íris, símbolo do movimento, por todo
o trajeto.

Veja o site

30 de Julho: XI parada do orgulho GLBT Rio de Janeiro 2006  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes



Site do Grupo Arco-Íris

Site da Parada do Rio

Blog do Ativista Cláudio Nascimento

Marco Aurélio, do grupo Oxumaré  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

Meu amigo e companheiro Marco Aurélio do grupo Oxumaré de Goiânia, pioneiro na discussão entre Negritude e Homossexualidade. Ele não estava lindo na Parada de Goiânia? Parabéns a todas as ONGs de Goiânia pela reivindicação tão bonita e colorida!

PBH e Belotur divulgam a IX Parada do Orgulho GLBT de Belô  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

IX Parada do Orgulho GLBT de Belô
Data: 16/07/2006
Local: Concentração na Rua São Paulo
Rua São Paulo, entre Av. Amazonas e Praça Sete - Centro
Promoção: CELLOS/MG - Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual
Tel. 3277-6954 - Fax. 3277-9758
E-mail: cellosmg@bol.com.br
Concentração Rua São Paulo, a partir das 11h, caminhada pela Av. Afonso Pena até a R. Santa Rita Durão, a partir das 16h. A programação que acontece na semana do evento é também um espaço de divulgação das questões GLBT e de mobilização popular: III Seminário - Visibilidade e Saúde, Homossexualidade, dia 14, II Caminhada de Lésbicas de Minas Gerais, dia 15 , II Mostra de Cinema GLBT.

Visite o site da belotur

VII Seminário Internacional Fazendo Gênero  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

O Seminário Internacional Fazendo Gênero 7: Gênero e Preconceitos, que será realizado dias 28, 29 e 30 de agosto de 2006 na Universidade Federal de Santa Catarina é o sétimo encontro do Projeto Fazendo Gênero, que reúne, a cada dois anos, pesquisadoras e pesquisadores do Brasil e de universidades estrangeiras na América Latina, Estados Unidos e Europa com pesquisas e publicações no campo dos estudos de gênero e dos estudos feministas.

O Seminário Internacional Fazendo Gênero 7: Gênero e Preconceitos que ora se organiza parte da questões levantadas nos eventos anteriores. A categoria gênero é uma categoria relacional. Isso quer dizer, por um lado, que os gêneros se definem na relação com o outro, mas por outro lado, sendo um aspecto das relações sociais de poder e de subjetivação, o gênero se articula com outros tipos de relações sociais - geração, raça, etnia, classe, profissão, sexualidade - de maneiras cada vez mais diversas. Os preconceitos acompanham o gênero de perto. As identificações de gênero são também representações muito fortes que implicam comportamentos, sentimentos, interdições; e que ajudam a moldar as vidas de homens e mulheres. A superação dos preconceitos pressupõe reconhecimento e entendimento para que a ação política coletiva e individual seja possível.

Além das conferências, painéis e mesas redondas que explorarão os temas-chave do evento, haverá espaço para simpósios temáticos. Está prevista, também, a participação de alunos de graduação no formato de pôster, com prêmio à melhor apresentação. Essa reunião de pesquisadoras de ponta, reconhecidas na área, com pesquisadoras/es em formação possibilitará mais uma vez que o Projeto Fazendo Gênero represente uma oportunidade única de reflexão teórica aprofundada em um ambiente democrático e de mútuo respeito, o qual contribuiu significativamente para um maior aprendizado de todas as pessoas envolvidas. Em função desta consolidação do evento, do seu objetivo interdisciciplinar e do desejo de que cada vez ele se abra mais para o diálogo interinstitucional demos este outro formato a ele, através de simpósios temáticos.

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III Colóquio franco-brasileiro de filosofia da educação: Foucault 80 anos  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

Os Colóquios Franco-Brasileiros de Filosofia da Educação são uma realização do Programa de Pós-Graduação em Educação da UERJ. A terceira edição do Colóquio busca homenagear o filósofo francês Michel Foucault, no mês em que serão comemorados os 80 anos de seu nascimento. Ao longo desse período é inegável a presença das contribuições do pensamento foucaultiano no Brasil, acentuada a partir da década de 1970, o que pode ser atestado na formação de pesquisadores, nas leituras apropriadas em diversos domínios, nas recentes traduções e nos comentários produzidos em torno de sua obra e/ou de categorias a ele associadas. Neste sentido, o Colóquio será um espaço propício ao debate já instalado nos vários saberes em que ele vem se manifestando, filosofia, história, direito, letras medicina, sociologia, antropologia e pedagogia.

Um pouco de história

A segunda edição do Colóquio, em novembro de 2004, foi organizada sob o tema “O devir-mestre: entre Deleuze e a Educação”. A riqueza e o aprofundamento das discussões mostraram o quanto as duas áreas – Filosofia e Educação – têm a ganhar com esta proximidade. As sessões de comunicações reuniram mais de quarenta trabalhos e o Colóquio foi acompanhado pela apresentação da Exposição “Gilles Deleuze”.

Antes, em junho de 2002, teve lugar o I Colóquio Franco-Brasileiro de Filosofia da Educação, «O valor do mestre – igualdade e alteridade na educação», com a presença, dentre outros convidados, de Jacques Rancière. Entre os mais de 500 inscritos, destacou-se, para nossa satisfação, a ampla participação de professores das redes públicas de ensino básico e médio – nesta que se constituiu, para nós, uma bem-sucedida iniciativa de colocar a filosofia da educação a serviço da prática da educação pública em nosso país.

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Homofobia  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

Tema do Brasil das Gerais desta sexta-feira é a Homofobia, intolerância e rejeição aos homossexuais.
Roberta Zampetti recebe duas referências nacionais na luta contra a homofobia, o antropólogo Luiz Mott, que vem da Bahia, e Cláudio Nascimento, que pertence ao grupo Arco-Íris do Rio de Janeiro.
Eles estarão presentes na 9ª Parada do Orgulho Gay de Belo Horizonte, que acontece neste domingo, 16 de julho, a partir das 11 h na Avenida Afonso Pena.

Visite o site do Programa Brasil das Gerais da Rede Minas