'Transamerica' explora as contradições da moral americana  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

Globo Online - 'Transamerica' explora as contradições da moral americana com desempenho magnífico de Felicity

17/07/2006 - 12h29m
'Transamerica' explora as contradições da moral americana com desempenho magnífico de Felicity Huffman

Jamari França -Globo Online

RIO - Felicity Huffman ganhou o Globo de Ouro por “ Transamérica ”, mas perdeu o Oscar para Reese Witherspoon por "Johnny e June". Injustiça. Ela dá um extraordinário banho de interpretação com nuances que Reese não chega nem perto. O filme estreou sexta-feira com seis meses de atraso, depois de boa performance para um longa independente na América do Norte, onde arrecadou US$ 8,7 milhões para um custo de US$ 1 milhão. O diretor e roteirista Duncan Tucker estréia muito bem num longa que trata do desajuste familiar e social com bom humor. Felicity é o transexual desesperado Sabrina Bree Osbourne, vítima de disforia de gênero, distúrbio causado pela inadequação entre o aspecto físico e a personalidade. Ela não parece nem de longe a Lynette de "Desperate housewives", devidamente 'barangada' pela maquiagem, adquirindo uma aparência dúbia e uma voz grave abafada. Em entrevistas, ela explicou que os hormônios usados pelos transexuais não mudam a voz, daí uma dificuldade em achar uma voz feminina. Ela conviveu com alguns transexuais para fazer o papel e teve uma consultora no set de filmagem. Bree nasceu Stanley Osbourne, se descobriu mulher e está às vésperas de cirurgia que vai emasculá-lo, completando uma transformação que se arrasta por anos com tratamento de hormônios. De repente, o inesperado bate à porta com um telefonema em busca de Stanley por um jovem chamado Toby (Kevin Zegers), que diz ser filho dele e estar num reformatório em Nova York, de onde precisa ser resgatado. Bree vive em Los Angeles e não tinha a menor idéia de que tinha um filho, nascido de um relacionamento na faculdade descrito como “pateticamente lésbico”. Ele tenta ignorar o filho, mas a psicóloga que deve liberar a cirurgia se recusa a autorizá-la sem que ele se acerte com seu passado. Daí Bree vai a Nova York com intenção de se livrar de Toby, sem revelar a paternidade. Mas o jovem lhe diz que a mãe morreu de enfarte e que deseja ir para Los Angeles trabalhar em filmes pornográficos, a partir da prática como garoto de programa nas ruas de Nova York. Daí, Bree e Toby começam uma jornada de carro que
atravessa o país rumo a Los Angeles,expondo as contradições da moral puritana da América. Um transexual conservador escandalizado com o filho prostituto e mal educado, é discriminado por sua família do Meio Oeste, uma mãe caricatural em luta contra os estragos da idade, um pai largadão e submisso e uma irmã trintona sócia de carteirinha dos Alcoólicos Anônimos. Imperdível.

Notícias sobre o 3º Seminário Nacional GLBT  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

Tempo Real - 12/7/2006 12h23

Deputado alerta para crime contra homossexuais na internet
O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), observou que as leis penais brasileirais ainda não prevêem como crime a discriminação por orientação sexual. No entanto, ele alertou para a vinculação de uma série de crimes praticados na internet a partir da discriminação contra orientação sexual, principalmente na rede de relacionamentos Orkut. Os crimes foram denunciados em representação da organização não-governamental Safernet Brasil.
Greenhalgh, que participa do 3º Seminário Nacional Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (GLBT), destacou que a discriminação é comumente acompanhada pela incitação à violência. "Em diversas páginas da internet, principalmente no Orkut, são discutidas abertamente as melhores formas de matar um homossexual", lamentou. "Os criminosos chegam a confessar crimes bárbaros. Até agora não há uma ação contra isso."
A Comissão de Direitos Humanos, destacou Greenhalgh, trabalha junto com o grupo contra crimes cibernéticos do Ministério Público Federal em São Paulo para tentar obter a identidade dos criminosos a partir da empresa Google, que administra o Orkut. No entanto, a empresa se defende afirmando que os provedores estão localizados nos Estados Unidos, cuja legislação garante a privacidade na internet. Greenhalgh encaminhou ontem documento ao Google para negociar o repasse dessas informações.

Compromisso
O secretário especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, ministro Paulo Vannuchi, reafirmou o compromisso do governo com as demandas da comunidade GLBT, que, segundo ele, devem ser atualizadas constantemente. "Ao discutir o direito à cidadania GLBT, afirma-se a exigência do respeito aos direitos humanos, concebidos como afirmação e reconhecimento da dignidade do ser humano, na pluralidade e diversidade", declarou.
Vannuchi apontou para a necessidade de criar uma força suprapartidária para o combate à homofobia, como já se fez nas áreas de saúde e educação. O ministro destacou o trabalho da Frente Parlamentar pela Livre Expressão Sexual, que já conta com quase 100 parlamentares. No entanto, ele ainda considera baixo o número de participantes.

Ataques do PCC
O ministro ainda prestou solidariedade às famílias dos policiais e agentes penitenciários mortos em ataques da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Para Vannuchi, a crise resulta de anos de erros na política de segurança e no afastamento dos direitos humanos da segurança pública. "A segurança pública é o direito humano em primeira grandeza", definiu.

O seminário continua no auditório Freitas Nobre, com debate sobre a falta de leis de cidadania GLBT 18 anos após a promulgação da Constituição.


Aconteceu - 12/7/2006 17h38

ONG critica falta de orçamento para combate à homofobia
O assessor-técnico do Instituto de Estudos Sócio-Econômicos (Inesc) Caio Varella disse há pouco que o principal problema do programa do governo federal Brasil Sem Homofobia é a falta de dotação orçamentária específica. De acordo com ele, todos os recursos para o programa são previstos por emendas parlamentares que estão alocadas como apoio ao fomento. "Em linguagem orçamentária, isso significa que essas ações são temporárias; no próximo orçamento essas emendas podem não constar mais", afirmou.
Varela, que participou do III Seminário Nacional Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros, que terminou há pouco, criticou a pouca utilização do dinheiro para o programa. Segundo ele, dos R$ 200 mil previstos em 2004, foram gastos apenas R$ 90 mil.



Tempo Real - 12/7/2006 17h26

Militante gay elogia programa contra homofobia
O secretário de Direitos Humanos da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT), Cláudio Nascimento, disse há pouco que o programa Brasil Sem Homofobia, do governo federal, "é um divisor de águas das políticas públicas para a população GLBT no Brasil". Nascimento, que também coordena organização não governamental (ONG) que avalia o programa, acrescentou que o Brasil Sem Homofobia constitui parâmetro oficial de avaliação dos processos e políticas públicas voltadas a esse segmento. "Agora nós podemos exigir a execução de um programa", completou.
Também durante o III Seminário Nacional Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros, Nascimento observou que políticas específicas para a população GLBT são necessárias devido à exclusão e à violência a que muitos homossexuais estão submetidos. Como exemplos, ele citou pesquisas segundo as quais a cada dois dias um homossexual é assassinado no Brasil. Nascimento acrescentou que estudos apontam que 60% deles já sofreram violência devido à sua orientação.

Organizadores
O seminário é organizado pelas comissões de Legislação Participativa; de Educação e Cultura; e de Direitos Humanos e Minorias, em conjunto com a Frente Parlamentar Mista pela Livre Expressão Sexual (FPMLES) e a ABGLT. O encontro tem o apoio ainda da Secretaria Especial de Direitos Humanos; do Conselho Nacional de Combate à Discriminação; e do Programa Nacional de DST/Aids.

O evento ocorre no plenário 3.



Programa do governo contra homofobia deve ser ampliado
O programa Brasil Sem Homofobia, do governo federal, prevê a construção, até o final do ano, de pelo menos mais 30 centros de referência especializados no combate à homofobia. Dezessete dessas unidades já estão em funcionamento, disse há pouco o responsável pela execução do programa, Ivair Augusto, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República.
Durante sua participação em debate sobre os dois anos do plano, promovido pelo III Seminário Nacional Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (GLBT), Augusto acrescentou que os 47 escritórios que atendem o Programa Nacional de Aids também atendem a população GLBT. Por sua vez, o Ministério da Educação criou grupo de trabalho e conta com 16 programas de capacitação em educação contra a homofobia. Esses programas, segundo Ivair Augusto, atingem quatro mil pessoas em 10 unidades da Federação.

Capacitação
O representante do governo anunciou que, a partir de outubro, serão realizados seminários nas cinco regiões do País, a fim de capacitar os operadores do direito (juízes, advogados e integrantes do Ministério Público) a atuar em ações de combate à homofobia.
"Até o final deste ano, teremos a maior rede de defesa das pessoas que só querem ter o direito de ter afeto por outra do mesmo sexo", previu Ivair Augusto.

O seminário prossegue no plenário 3.


Recomeça seminário GLBT na Câmara
Recomeçaram há pouco os trabalhos do III Seminário Nacional Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (GLBT). A segunda mesa do encontro, que teve início pela manhã, tem como tema "Dois Anos do Programa Brasil Sem Homofobia: balanço e desafios sobre a perspectiva do orçamento da União". Deverão participar o secretário de Direitos Humanos da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT) e coordenador do Observatório do Brasil Sem Homofobia, Cláudio Nascimento; o assessor-técnico do Instituto de Estudos Sócio-Econômicos (Inesc) Caio Varella; e o subsecretário de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, Perly Cipriano. A mesa é coordenada pelas deputadas Iriny Lopes (PT-ES) e Fátima Bezerra (PT-RN).

Organizadores
O seminário é organizado pelas comissões de Legislação Participativa; de Educação e Cultura; e de Direitos Humanos e Minorias, em conjunto com a Frente Parlamentar Mista pela Livre Expressão Sexual (FPMLES) e a ABGLT. O encontro tem o apoio ainda da Secretaria Especial de Direitos Humanos; do Conselho Nacional de Combate à Discriminação; e do Programa Nacional de DST/Aids.

As atividades ocorrem no plenário 3.


Associação cobra leis contra discriminação de homossexuais
O presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT), Marcelo Nascimento, apontou há pouco como principal demanda do movimento a aprovação de lei contra a discriminação. "O Congresso ainda tem uma dívida gigantesca com a comunidade GLBT no Brasil", afirmou, na abertura do 3º Seminário Nacional Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (GLBT).
Nascimento observou que a realização de seminários na Câmara tem aberto um espaço necessário para a discussão com parlamentares comprometidos com direitos humanos e cidadania. O presidente da associação também elogiou o Programa Brasil sem Homofobia, do governo federal, mas ponderou que é necessário avançar mais. Para ele, faltam recursos para que o programa saia do papel.

Heróis anônimos
O deputado Fernando Ferro (PT-PE), que coordena a mesa como representante da Comissão de Legislação Participativa, definiu a luta pela igualdade por parte da comunidade GLBT como "uma história com vários heróis anônimos". Ele destacou o respeito e a admiração pela vontade política de levar adiante esse trabalho, que se consolidou como um movimento social dinâmico e forte.
Ferro ressaltou ainda o papel da Câmara na agenda política do grupo. "Graças à pressão política foi possível quebrar as barreiras do preconceito e do silêncio e dar legitimidade a essas demandas."

O seminário continua no auditório Freitas Nobre.



Tempo Real - 12/7/2006 10h12

Começa seminário sobre direitos de homossexuais
Começou há pouco o 3º Seminário Nacional Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (GLBT), que vai discutir o compromisso com o respeito e a igualdade de direitos. O evento é promovido pelas comissões de Direitos Humanos e Minorias; de Legislação Participativa; e de Educação e Cultura.
Participam da abertura:
- o secretário especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, ministro Paulo Vannuchi;
- o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP);
- o representante da Comissão de Legislação Participativa e deputado Fernando Ferro (PT-PE);
- a representante da Comissão de Educação e Cultura, deputada Fátima Bezerra (PT-RN)
- o secretário-executivo da Frente Parlamentar Pela Livre Expressão Sexual, deputado Luciano Zica (PT-SP);
- o presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT), Marcelo Nascimento

Programa
Durante o seminário, parlamentares, representantes do governo e de organizações não-governamentais discutirão a garantia de recursos e a implementação do Programa Brasil sem Homofobia. Resultado de uma parceria entre governo e entidades civis, esse programa desenvolve ações nas áreas de saúde, segurança pública, trabalho, educação e cidadania.
Também será debatida a adoção de estratégias para a aprovação de propostas de interesse da comunidade GLBT, a exemplo do Projeto de Lei 5003/01, da deputada Iara Bernardi (PT-SP), que criminaliza o preconceito contra a orientação sexual.

Reportagem - Luciana Mariz
Edição - Francisco Brandão

(Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara')

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Veja o site

Gays protestam contra homofobia  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

Segunda-feira, 17 de Julho de 2006, 00h01 O TEMPO
Gays protestam contra homofobia
FLAVIANE PAIXÃO

Romper o ciclo da impunidade que persiste na sociedade brasileira quanto à discriminação por orientação sexual. Ontem, a luta por essa causa motivou milhares de pessoas a participarem da 9ª Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) de Belo Horizonte, que percorreu a avenida Afonso Pena até a rua Professor Moraes, na região Centro– Sul da capital.
A multidão foi atrás de oito trios elétricos e uma bandeira com as cores do arco-íris e 50 m de comprimento foi carregada por eles durante o percurso. A organização – Cellos/MG, Alem e Asstrav – estimou que cerca de 150 mil pessoas participaram da parada. O palco também foi dividido com políticos em campanha.
Com o tema “Dê uma Goleada no Preconceito: Homofobia é Crime”, o movimento cobra a aprovação do projeto de lei nº 5.003/02 que criminaliza a aversão e violência contra os homossexuais.
“Entre os anos de 1980 e 2005, 106 gays foram mortos no país. Minas ocupa a sétima posição nesse ranking. Temos que erradicar a homofobia institucional, cultural e individual”, disse o decano do Movimento Homossexual Brasileiro (MHB), Luiz Mott.
Dos crimes no Estado, 75% aconteceram em Belo Horizonte. Mais de cem policiais militares acompanharam a manifestação e foram distribuídos cerca de 100 mil preservativos para as pessoas presentes.
Conflitos
Além de empunhar a bandeira pelo respeito e igualdade durante a parada, o estudante Thiago César Tavares de Andrade, 17, tem um grande desafio dentro da própria casa: fazer com que a mãe aceite sua opção sexual.
“Minha mãe é evangélica e a barreira religiosa dificulta nosso diálogo. Ela acredita que o homossexualismo é coisa do diabo e tento mostrar que sou muito feliz com a escolha que fiz”, disse.
A felicidade nos relacionamentos amorosos foi redescoberta por Ezequiel Coelho de Oliveira, 23. Ele rompeu um noivado depois de constatar sua atração por homens. “Hoje não fico com mulher de jeito nenhum”, revelou.

Parada do Orgulho Gay movimenta as ruas de BH  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

http://globominas.globo.com/GMinas/0,23716,3399-p-532-177504,00.html

Parada do Orgulho Gay movimenta as ruas de BH

17/07/2006

Segundo a PM, foram 35 mil pessoas; já os organizadores falam em 150 mil
participantes nas ruas de BH Segundo a PM, 35 mil pessoas desfilaram
na Avenida Afonso Pena contra o preconceito e a homofobia Milhares de
pessoas foram às ruas da capital, nesse domingo, para comemorar o Dia do
Orgulho Gay. A concentração começou no fim da manhã, no centro da
capital. Gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e simpatizantes levaram
música, e muita cor às ruas da cidade.
A festa reuniu cerca de 35 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, mas
de acordo com os organizadores, foram 150 mil participantes. Uma
combinação de alegria e reivindicações.
- Uma grande campanha nacional contra a discriminação, no sentido de
transformar corações e mentes para o respeito da adversidade sexual, diz
Cláudio Nascimento, presidente da Associação Brasileira de Grupos Gays.
Os líderes de movimentos de vários estados pediram respeito às
diferenças e criticaram a violência que, segundo eles, existe e assusta.
- É fundamental anunciar para todo mundo: homofobia mata. Chega de
discriminação, falou Luiz Mott, do grupo Gay da Bahia.
A organização pediu a aprovação do projeto de lei que transforma em
crime a homofobia, que é a aversão aos homossexuais. Nos trios elétricos
todos cantaram o Hino Nacional e soltaram balões brancos para
representar a paz e a liberdade de manifestação e comportamento.
Os trios-elétricos percorreram parte da Avenida Afonso Pena até as
ruas da região sul da capital. Manifestantes levaram o bandeirão com as
cores do arco-íris, símbolo do movimento, por todo o trajeto. A Parada
do Orgulho GLBT chamou a atenção de pessoas que observavam das janelas e
nas ruas.
- É muita alegria. Eu acho que vale a pena participar e apoiar esse
pessoal, disse uma professora que estava no local.

Minha mais nova aquisição  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes


História da Loucura
Na Idade Clássica
Foucault, Michel

A História da Loucura, hoje um clássico da filosofia, continuamente refocalizada em toda a parte, vem mantendo a condição de obra que expressa aspectos fundamentais do pensamento hodierno. Mais do que isso, deve-se ressaltar o efeito revolucionário de seu discurso, que pôs em xeque concepções longamente firmadas sob o rótulo de verdades científicas, como no campo da medicina psiquiátrica, onde sua análise crítica atingiu gravemente a operacionalidade terapêutica das noções tradicionais de sanidade e loucura.

Michel Foucault  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

Michel Foucault (Poitiers, 15 de outubro de 1926 — Paris, 26 de junho de 1984) foi um filósofo e professor da cátedra de História dos Sistemas de Pensamento no Collège de France desde 1970 a 1984.

Suas obras, desde a História da Loucura até a História da sexualidade (a qual não pôde completar devido a sua morte) situam-se dentro de uma filosofia do conhecimento. Suas teorias sobre o saber, o poder e o sujeito romperam com as concepções modernas destes termos, motivo pelo qual é considerado por certos autores, contrariando a sua própria opinião de si mesmo, um pós-moderno. Seus primeiros trabalhos (História da Loucura, O Nascimento da Clínica, As Palavras e as Coisas, A Arqueologia do Saber) seguem uma linha estruturalista, o que não impede que seja considerado geralmente como um pós-estruturalista devido a obras posteriores como Vigiar e Punir e A História da Sexualidade. Além desses livros, são publicadas hoje em dia transcrições de seus cursos realizados no Collège de France e inúmeras entrevistas, que auxiliam na introdução ao pensamento deste autor.

Foucault trata principalmente do tema do poder, rompendo com as concepções clássicas deste termo. Para ele, o poder não pode ser localizado em uma instituição ou no Estado, o que tornaria impossível a "tomada de poder" proposta pelos marxistas. O poder não é considerado como algo que o indivíduo cede a um soberano (concepção contratual jurídico-política), mas sim como uma relação de forças. Ao ser relação, o poder está em todas as partes, uma pessoa está atravessada por relações de poder, não pode ser considerada independente delas. Para Foucault, o poder não somente reprime, mas também produz efeitos de verdade e saber, constituindo verdades, práticas e subjetividades.

Para analisar o poder, Foucault estuda o poder disciplinar e o biopoder, e os dispositivos da loucura e da sexualidade. Para isto, em lugar de uma análise histórica, realiza uma genealogia, um estudo histórico que não busca uma origem única e causal, mas que se baseia no estudo das multiplicidades e das lutas. Também abriu novos campos no estudo da história e da epistemologia.


Obras
" Doença Mental e Psicologia " , (1954)
História da loucura na idade clássica, 1961.
Nascimento da clínica, 1963;
As palavras e as coisas, 1966;
Arqueologia do saber, 1969;
Vigiar e punir, 1975;
História da sexualidade:
A vontade de saber, 1976;
O uso dos prazeres, 1984;
O Cuidado de Si, 1984;

Cursos do Collége de France (1970-1984)
A vontade de saber; (1970-1971)
Teorias e instituições penais"; (1971-1972)
A sociedade punitiva; (1972-1973)
O poder psiquiátrico; (1973-1974)
Os anormais; (1974-1975)
Em defesa da sociedade; (1975-1976)
Segurança, território e população; (1977-1978)
Nascimento da biopolítica; (1978-1979)
Do governo dos vivos; (1979-1980)
Subjetividade e verdade; (1980-1981)
A hermenêutica do sujeito; (1981-1982)
Le gouvernement de soi et des autres; (1983)
Le gouvernement de soi et des autres: le courage de la vérité (1984)

Pós-Estruturalismo  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

O pós-estruturalismo pode ser caracterizado como um modo de pensamento, um estilo de filosofar e uma forma de escrita, embora o termo não deva ser utilizado para dar qualquer ideia de homogeneidade, singularidade ou unidade.

O termo "pós-estruturalismo" é, ele próprio, questionável.O pós-estruturalismo não pode ser simplesmente reduzido a um conjunto de pressupostos compartilhados, a um método, a uma teoria ou até mesmo a uma escola. E melhor referir-se a ele como um movimento de pensamento - uma complexa rede de pensamento – que corporifica diferentes formas de prática crítica. O pós-estruturalismo é, decididamente, interdisciplinar, apresentando-se por meio de muitas e diferentes correntes.

Como uma atividade francesa e predominantemente parisiense, o pós-estruturalismo de primeira geração é inseparável do milieu intelectual imediato que predominou na França do pós-guerra, em uma história dominada por forças intelectuais variadas: o legado das interpretações "existencialistas" da Fenomenologia de Hegel, feitas por Alexander Kojéve e Jean Hyppolite; a fenomenologia do Ser de Heidegger e o existencialismo de Sartre; a redescoberta e a "leitura" estruturalista de Freud, feitas por Lacan; a onipresença de Georges Bataille e Maurice Blanchot; a epistemologia radical de Gaston Bachelard e os estudos da ciência de Georges Canguilhem. Provavelmente o mais importante é que o pós-estruturalismo inaugura e registra a recepção francesa de Nietzsche, o qual forneceu as fontes de inspiração para muitas de suas inovações teóricas. E também decisiva para a emergência do pós-estruturalismo, sem dúvida, a interpretação que Martin Heidegger (1991/1961) fez de Nietzsche, bem como as leituras de Nietzsche feitas por Deleuze, Derrida, Foucault, Klossowski e Koffman, desde o início dos anos 60 até os anos 70 e 80.

O pós-estruturalismo é inseparável também da tradição estruturalista da lingüística baseada no trabalho de Ferdinand de Saussure e de Roman Jakobson, bem como das interpretações estruturalistas de Claude Lévi-Strauss, Roland Barthes, Louis Althusser e Michel Foucault (da primeira fase). O pós-estruturalismo, considerado em termos da história cultural contemporânea, pode ser compreendido como pertencendo ao amplo movimento do formalismo europeu, com vínculos históricos explícitos tanto com a linguística e a poética formalista e futurista quanto com a avant-garde artística europeia.

Foi, sem dúvida, central para a emergência do pós-estruturalismo a redescoberta, por um grupo de pensadores franceses, da obra de Friedrich Nietzsche. Foram importantes também a interpretação que Martin Heidegger fez dessa obra, bem como as leituras estruturalistas tanto de Freud quanto de Marx. Considerava-se que, enquanto Marx havia privilegiado a questão do poder e Freud havia dado prioridade à ideia de desejo, Nietzsche era um filósofo que não havia privilegiado qualquer um desses conceitos em prejuízo do outro. Sua filosofia oferecia uma saída que combinava poder e desejo.

A recepção estadunidense da desconstrução e a formulação do conceito de "pós-estruturalismo" no mundo de fala inglesa coincidem com o momento em que Derrida apresenta seu ensaio "A estrutura, o signo e o jogo no discurso das ciências humanas", no Colóquio Internacional sobre Linguagens Críticas e Ciências do Homem, na Universidade Johns Hopkins, em outubro de 1966. Richard Macksey e Eugenio Donato descreveram a conferência como "a primeira vez, nos Estados Unidos, em que o pensamento estruturalista foi considerado como um fenômeno interdisciplinar". Mesmo antes do término da conferência, havia claros indícios de que o reinante paradigma transdisciplinar do estruturalismo tinha sido superado, embora apenas um parágrafo das "Observações conclusivas" de Macksey assinalasse as "reavaliações radicais de nossos presssupostos [estruturalistas]" feitas por Derrida .

O humanismo tendia, como um motivo central do pensamento liberal europeu, a colocar o "sujeito" no centro da análise e da teoria, vendo-o como a origem e a fonte do pensamento e da acção, enquanto o estruturalismo, ao menos em uma leitura althusseriana, via os sujeitos como simples portadores de estruturas. Os pós-estruturalistas continuam, de formas variadas, a sustentar essa compreensão estruturalista do sujeito, concebendo-o, em termos relacionais, como um elemento governado por estruturas e sistemas, continuando a questionar também as diversas construções filosóficas do sujeito: o sujeito cartesiano-kantiano, o sujeito hegeliano e fenomenológico; o sujeito do existencialismo, o sujeito coletivo marxista.


Texto adaptado de Michael Peters "Estruturalismo e Pós-Estruturalismo".

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Globo Online - Parada do orgulho GLBT reúne milhares de pessoas em Belo Horizonte  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

17 de julho de 2006 Versão on line

PLANTÃO

16/07/2006 - 19h53m
Parada do orgulho GLBT reúne milhares de pessoas em Belo Horizonte

Globo Minas

BELO HORIZONTE - Gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e
simpatizantes levaram música e muita cor às ruas do centro de Belo
Horizonte neste domingo, durante a 9ª Parada do Orgulho GLBT. A
concentração começou no fim da manhã, na Praça Sete, e reuniu mais
de 15 mil pessoas, segundo a Polícia Militar.
O evento combinou alegria e reivindicações. Os líderes de movimentos
de vários estados pediram respeito às diferenças e criticaram a
violência que, segundo eles, existe e assusta. A organização pediu a
aprovação do Projeto de Lei 5.003/02, que transforma em crime a
homofobia, que é a aversão aos homossexuais.
Nos trios elétricos, todos cantaram o hino nacional e soltaram
balões brancos para representar a paz e a liberdade de manifestação
e comportamento. Os caminhões percorreram parte da Avenida Afonso
Pena até as ruas da região sul da capital. Manifestantes levaram o
bandeirão com as cores do arco-íris, símbolo do movimento, por todo
o trajeto.

Veja o site

30 de Julho: XI parada do orgulho GLBT Rio de Janeiro 2006  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes



Site do Grupo Arco-Íris

Site da Parada do Rio

Blog do Ativista Cláudio Nascimento

Marco Aurélio, do grupo Oxumaré  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

Meu amigo e companheiro Marco Aurélio do grupo Oxumaré de Goiânia, pioneiro na discussão entre Negritude e Homossexualidade. Ele não estava lindo na Parada de Goiânia? Parabéns a todas as ONGs de Goiânia pela reivindicação tão bonita e colorida!