Novo DVD da ILGA  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes


Com mais de 30 participações em festivais internacionais, o novo documentário RAINBOW'S END (em cooperação com ILGA Mundial) se converteu na revisão mais acertada e mais completa do mundo do ativismo LGBT. Participei da equipe de tradutores do documentário para o português e para aquelas pessoas que comprarem uma cópia na nossa língua vai ver o meu nome nos créditos. O DVD custa 20 euros para entidades filiadas mais a taxa de envio.

Mais informações clique aqui

Revista da ILGA: vale a pena conferir!  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

Queridos amigos e amigas,

O último número da revista da ILGA (International Gay and Lesbian Association), LUTANDO, já se encontra disponível na rede em espanhol.

Para ver os artigos clique aqui

GES participará do Fazendo Gênero  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

El Grupo de Estudios sobre Sexualidades - GES, que comenzó sus actividades en marzo de 2006 y colabora con el área de investigaciones del CLAM, funciona dentro del área de Salud y Población del Instituto de Investigaciones Gino Germani de la Facultad de Ciencias Sociales, Universidad de Buenos Aires. Varios de sus integrantes han comprometido su presencia en el VII Seminario Internacional “Fazendo Gênero” a realizarse en Florianópolis, Brasil, del 28 al 30 de agosto.

Cuatro miembros del GES participarán del simposio temático “Género, cuerpo y diversidades sexuales”: Renata Hiller con “La unión civil: discursos instituidos”, María Aluminé Moreno “Cuando la diversidad es desigualdad: notas sobre el análisis de las relaciones de opresión”, Laura Zambrini con “Travestismo e identidad” y Lucía Ariza con “La experiencia de la infertilidad en mujeres que optan por tratamientos de reproducción asistida: ¿fracaso de género o triunfo inexorable?”.

Daniel Jones presentará el artículo “Siempre se recuerda la primera vez: Iniciación sexual de adolescentes de la provincia del Chubut, Argentina” en el simposio temático “Sexualidad, género y reproducción en la juventud”, organizado por Maria Luiza Heilborn (IMS/UERJ-CLAM), Daniela Knauth (UFRGS) y Elaine Reis Brandão (UFRJ y CLAM).

La ponencia de Josefina Brown, “Entre el silencio y el escándalo. El aborto como asunto de debate político en la Argentina”, que será presentada en el simposio temático “Aborto: conquistas y desafíos”, encara un tema de actualidad en la agenda pública argentina. En dicho texto expone, a través de un trabajo enfocado en el discurso periodístico, el tratamiento dado al aborto como foco de debate público entre 1994 y 2004.

En el simposio “Articulando género y generación de estudios de salud y sexualidad” se presentará el trabajo “La ciudadanización de la salud. La noción de autonomía en el caso de la salud sexual y reproductiva” de Josefina Brown, Cecilia Tamburrino y Mario Pecheny. Los autores analizan en él tipos ideales de paciente en salud sexual y reproductiva.

Carlos Fígari, desde la perspectiva de la sociología histórica, presentará “Experiencias de mujeres lesbianas en Argentina en la década de 1960” en el simposio temático “Homosexualidades feministas: subjetividades y política”. Patricia Schwarz presentará “Las lesbianas frente al dilema de la maternidad”. A partir de entrevistas con mujeres en edad fértil, período en el cual generalmente se toman decisiones respecto de la maternidad, son revelados asuntos tales como el temor a planificar la maternidad con una mujer.

El GES está compuesto por investigadores con diferentes grados de formación. Si bien ya trabajaban en distintas instituciones sobre temáticas relativas a sexualidades, explica Daniel Jones, “decidimos generar un espacio de trabajo. Ahora estamos discutiendo artículos para un libro sobre diversidad sexual para publicar el año próximo”. Sus intereses están enfocados en el desarrollo de investigaciones en áreas tales como ciudadanía sexual (derechos sexuales no reproductivos, unión civil, adopción de parejas del mismo sexo); identidades, prácticas y significados sexuales; sexualidades disidentes; movimientos GLTTTBI; maternidades, y tecnologías reproductivas.

Fue a partir de la organización y realización de la “Primera Encuesta de la Marcha del Orgullo GLTTB de Buenos Aires” en 2004 y 2005, con apoyo del CLAM, que surgió la idea de institucionalizarse como Grupo de Estudios del Instituto Gino Germani. Recientemente fue aprobado por la Facultad de Ciencias Sociales de la Universidad de Buenos Aires un proyecto de investigación del GES sobre sexualidades y parentalidades en Argentina entre 1992 y 2005, que se realizará durante los próximos dos años.

El cuadro completo de integrantes del GES está conformado por los investigadores formados Mario Pecheny (politólogo, IIGG/UBA), Carlos Fígari (sociólogo, UNCa), Graciela Sikos (psicóloga) Hernán Manzelli (sociólogo, CENEP) y Sara Barrón López (socióloga, MORI) y los investigadores que realizan sus tesis de maestría o doctorado como Daniel Jones (politólogo, IIGG/UBA), María Aluminé Moreno (politóloga, IIEG/UBA), Renata Hiller (politóloga, IIGG/UBA), Josefina Brown (socióloga, UNCuyo), Laura Zambrini (socióloga, IIGG/UBA), Micaela Libson (politóloga, IIGG/UBA), Lucía Ariza (socióloga, IIGG/UBA), Martín Boy (sociólogo, IIGG/UBA) y Patricia Schwarz (socióloga, IIGG/UBA). También forman parte del grupo los estudiantes de grado Solange Florio, Lucila Martínez, Gabriela Stivala y Leonardo Rocco.

Tópico Especial: Metodologias Qualitativas da Análise Institucional  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

Fundação Universidade Federal do Rio Grande

A Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação

O Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental




Convidam:

TÓPICO ESPECIAL

METODOLOGIAS QUALITATIVAS DA ANÁLISE INSTITUCIONAL – ETNOGRAFIA DA ESCOLA –IMPLICAÇÃO DO PESQUISADOR NA SUA PESQUISA – DIÁRIO DE BORDO – HISTÓRIAS DE VIDA


Prof. Dr. REMI HESS

UNIVERSIDADE DE PARIS VIII

Prof. Dr. ALFREDO MARTIN

FURG

Data: 28 de Agosto a 01 de setembro de 2006


Matrículas na Secretaria do PPGEA

Pav. 04 - Campus Carreiros

Horário: 08:00h às 12:00h

14:00h às 17:00h

Aula Inaugural do Mestrado em Educação Ambiental  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

Fundação Universidade Federal do Rio Grande

A Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação

O Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental



Convidam:

AULA INAUGURAL


A PRODUÇÃO DA OBRA HUMANA: TESE/DISSERTAÇÃO


Prof. Dr. REMI HESS

UNIVERSIDADE DE PARIS VIII


APRESENTAÇÃO CULTURAL:

MERENDA DE OXUM

Culto à riqueza do saber

Núcleo de Documentação da Cultura Afro-Brasileira ATABAQUE



Dia: 28 de Agosto de 2006

Horário: 09:00h

Local: Anfiteatro 1 – Pavilhão 4

Campus Carreiros

Meu trabalho no III Colóquio franco-brasileiro de filosofia da educação: Foucault 80 anos  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes




Sessão 37. Homossexualidade e estética de si.

ANDERSON FERRARI - UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora), “Quem sou eu? Que lugar ocupo? – Grupos Gays, Educação e a construção do Sujeito Homossexual”.
FELIPE BRUNO MARTINS FERNANDES; PAULA REGINA COSTA RIBEIRO - Fundação Universidade Federal de Rio Grande, “O Monstro Humano em Fragmentos de Discurso de Ativistas Homossexuais”.
ÂNGELA MEDEIROS SANTI - ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing, Rio de Janeiro); UFRJ (Universidade federal do Rio de Janeiro), “Estética de si como prática pedagógica erótica”.

III Colóquio franco-brasileiro de filosofia da educação: Foucault 80 anos


Os Colóquios Franco-Brasileiros de Filosofia da Educação são uma realização do Programa de Pós-Graduação em Educação da UERJ.

A terceira edição do Colóquio busca homenagear o filósofo francês Michel Foucault, no mês em que serão comemorados os 80 anos de seu nascimento. Ao longo desse período é inegável a presença das contribuições do pensamento foucaultiano no Brasil, acentuada a partir da década de 1970, o que pode ser atestado na formação de pesquisadores, nas leituras apropriadas em diversos domínios, nas recentes traduções e nos comentários produzidos em torno de sua obra e/ou de categorias a ele associadas. Neste sentido, o Colóquio será um espaço propício ao debate já instalado nos vários saberes em que ele vem se manifestando, filosofia, história, direito, letras medicina, sociologia, antropologia e pedagogia.


Um pouco de história

A segunda edição do Colóquio, em novembro de 2004, foi organizada sob o tema “O devir-mestre: entre Deleuze e a Educação”. A riqueza e o aprofundamento das discussões mostraram o quanto as duas áreas – Filosofia e Educação – têm a ganhar com esta proximidade. As sessões de comunicações reuniram mais de quarenta trabalhos e o Colóquio foi acompanhado pela apresentação da Exposição “Gilles Deleuze”.

Antes, em junho de 2002, teve lugar o I Colóquio Franco-Brasileiro de Filosofia da Educação, «O valor do mestre – igualdade e alteridade na educação», com a presença, dentre outros convidados, de Jacques Rancière. Entre os mais de 500 inscritos, destacou-se, para nossa satisfação, a ampla participação de professores das redes públicas de ensino básico e médio – nesta que se constituiu, para nós, uma bem-sucedida iniciativa de colocar a filosofia da educação a serviço da prática da educação pública em nosso país.

VEJA O SITE E TODA A PROGRAMAÇÃO

O Macho Abatido  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

"Domados", de Susan Faludi, e "Feito Homem", de Norah Vincent, invertem a equação feminista e pedem mais direitos ao sexo masculino

PEDRO PAULO DE OLIVEIRA
ESPECIAL PARA A FOLHA

Dois livros que abordam a questão da masculinidade chegam ao mercado editorial brasileiro. Trata-se de "Domados -Como a Cultura Traiu o Homem Americano", de Susan Faludi, e "Feito Homem - A Jornada de uma Mulher ao Universo Masculino", de Norah Vincent. Algumas circunstâncias os aproximam. Ambos são escritos por mulheres que se dizem feministas, as autoras são jornalistas americanas e, o mais importante, tratam o homem contemporâneo como vítima de sua condição de gênero. Nos Estados Unidos, durante a década de 1970, emergiu, paralelamente ao então reflorescente movimento feminista, os chamados "men's movements", que já apontavam para as demandas sociais restritivas postas aos agentes do sexo masculino. No Brasil, esse tipo de discurso, que qualifiquei como "discursos vitimários" sobre a masculinidade, se fez perceber principalmente a partir da década de 1990. Constitui ainda hoje o principal mote para os estudos e ensaios (acadêmicos ou não) sobre essa temática. Os livros aqui mencionados apenas atestam essa percepção. "Domados" é composto por reportagens publicadas durante a década de 1990 em vários periódicos americanos e reeditadas no livro. São mais de 640 páginas, em que a autora investiga episódios e fatos recentes da vida norte-americana, como o massacre em Waco [no Texas, em 1993, quando mais de 80 pessoas morreram queimadas em um incêndio], o surgimento dos "Promise Keepers" (movimento de homens cristãos), as demissões em massa em empresas e estaleiros norte-americanos etc.

Mal estar da cultura
Isso já seria suficiente para causar estranheza ao leitor brasileiro, pois uma série de eventos que não nos são conhecidos aparecem em extensas reportagens, assumindo o fato de que os leitores conhecem suficientemente alguns personagens e dados fundamentais, o que nem de longe é o caso. Esse não é, no entanto, o maior problema. O que une essas caudalosas incursões jornalísticas é a idéia de que a cultura, vista como uma entidade metafísica, pode ser responsabilizada pelo mal-estar da masculinidade americana. Para a autora, os homens foram traídos por promessas feitas pela cultura daquele país no pós-guerra: "Os pais tinham feito seus filhos senhores do universo e parecia (...) que aquilo que eles haviam criado duraria para sempre". "A nação reivindicou uma ascendência sobre o mundo; os homens, uma ascendência sobre a nação; e um certo tipo de persona masculina, a ascendência sobre os homens."

O que une as duas obras é a idéia de que a cultura é responsável pelo mal-estar da masculinidade americana


As análises ali contidas são inconsistentes e esdrúxulas, pois, subjacentes às traições públicas, que vagam na incoerência de um discurso de um e outro personagem importante (para nós, meros desconhecidos), está presente a deserção dos pais que prometeram aos filhos um mundo que nunca existiu. Ao lado desse "motivo", temos o que ela chama de "cultura ornamental", que abriu mão da utilidade em favor da exibição pessoal e da idéia de celebridade.

Travesti às avessas
Os homens são hoje, segundo ela, escravos do glamour, sendo a mídia aquela que molda esses "papéis ornamentais". Essas são as supostas razões para a crise da masculinidade e para a fragilização dos homens. Em "Feito Homem", Norah Vincent narra a sua experiência de ter se "travestido" de homem e, por meio dessa metamorfose, auxiliada por um especialista em maquiagem, relata a sua incursão por nichos masculinos: uma liga masculina de boliche, clubes de striptease e até mesmo um mosteiro masculino, entre outros. O cerne do livro consiste exatamente nessa experiência, pois, como ela diz, "coisas muito reais e profundas podem acontecer sob a capa de uma falsidade". Valorizando seu feito, complementa: "As verdades que aprendi e vivenciei não teriam se revelado de outra maneira".

Sem seriedade
Da mesma forma que Faludi, Vincent insiste em constatar a fragilidade do homem americano contemporâneo: "As pessoas vêem fraqueza numa mulher e querem ajudar. Vêem fraqueza num homem e querem esmagá-la". O livro é recheado de observações sobre essa presumida fragilidade e sobre os fardos que os homens têm que carregar para cumprir seus mandatos e responsabilidades masculinas. Ambos estão bem longe de ser estudos sérios sobre o tema (Vincent tem o mérito de reconhecer isso). Adotam uma perspectiva vitimária e fazem generalizações indevidas. São livros bastante ligados à realidade norte-americana, e, no primeiro deles, torna-se praticamente impossível acompanhar com interesse longas reportagens adensadas de falas e detalhes supérfluos que em pouquíssimos momentos lançam luz, quando o fazem, sobre algo além daqueles episódios específicos. No caso de "Feito Homem", deve-se levar em conta o fascínio que os americanos têm por agentes que se metamorfoseiam em caricaturas e estereótipos e que, ao lado de cenas de tribunais, freqüentemente se apresentam em suas produções cinematográficas. "American obsessions". As autoras pensam que o fato de serem mulheres e de se declararem feministas torna mais legítimas as acusações de que os homens têm sido vítimas de sua própria condição de gênero. Um simples postulado sociológico -de que o decoro associado às posições sociais de poder costuma ser mais restritivo do que aqueles relacionados às posições subalternas- seria suficiente para explicar porque os fardos são maiores para os machos; afinal de contas são eles que ainda hoje detêm a supremacia dentro da hierarquia simbólica de gênero. Ou não? Como se os homens precisassem de mais direitos do que já têm, chega a ser hilário o apelo de Vincent para que eles desencadeiem um movimento análogo ao feminismo: "Os homens ainda não conseguiram seu movimento (...). Eles têm esse direito".

O homem liberta
Nada supera, no entanto, a "idéia" de Susan Faludi, segundo a qual a libertação dos homens é necessária, pois só eles podem ajudar na libertação das mulheres e das populações subordinadas: "É por isso que essas populações têm tanto interesse na libertação da única população em condição extraordinária para descobrir e utilizar um novo paradigma -os homens". Com um feminismo desse tipo, alguém precisa de chauvinismo?
PEDRO PAULO DE OLIVEIRA é professor de sociologia no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e autor de "A Construção Social da Masculinidade" (UFMG/Iuperj).
DOMADOS - COMO A CULTURA TRAIU O HOMEM AMERICANO
Autor: Susan Faludi
Tradução: Talita Rodrigues
Editora: Rocco
Quanto: R$ 77,50 (644 págs.)
FEITO HOMEM
Autor: Norah Vincent
Tradução: Magda Lopes
Editora: Planeta
Quanto: R$ 34,90 (304 págs.)

VII Seminário Internacional Fazendo Gênero: está chegando!  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

VEJA O SITE

O Seminário Internacional Fazendo Gênero 7: Gênero e Preconceitos, que será realizado dias 28, 29 e 30 de agosto de 2006 na Universidade Federal de Santa Catarina é o sétimo encontro do Projeto Fazendo Gênero, que reúne, a cada dois anos, pesquisadoras e pesquisadores do Brasil e de universidades estrangeiras na América Latina, Estados Unidos e Europa com pesquisas e publicações no campo dos estudos de gênero e dos estudos feministas.

O Seminário Internacional Fazendo Gênero 7: Gênero e Preconceitos que ora se organiza parte da questões levantadas nos eventos anteriores. A categoria gênero é uma categoria relacional. Isso quer dizer, por um lado, que os gêneros se definem na relação com o outro, mas por outro lado, sendo um aspecto das relações sociais de poder e de subjetivação, o gênero se articula com outros tipos de relações sociais - geração, raça, etnia, classe, profissão, sexualidade - de maneiras cada vez mais diversas. Os preconceitos acompanham o gênero de perto. As identificações de gênero são também representações muito fortes que implicam comportamentos, sentimentos, interdições; e que ajudam a moldar as vidas de homens e mulheres. A superação dos preconceitos pressupõe reconhecimento e entendimento para que a ação política coletiva e individual seja possível.

Além das conferências, painéis e mesas redondas que explorarão os temas-chave do evento, haverá espaço para simpósios temáticos. Está prevista, também, a participação de alunos de graduação no formato de pôster, com prêmio à melhor apresentação. Essa reunião de pesquisadoras de ponta, reconhecidas na área, com pesquisadoras/es em formação possibilitará mais uma vez que o Projeto Fazendo Gênero represente uma oportunidade única de reflexão teórica aprofundada em um ambiente democrático e de mútuo respeito, o qual contribuiu significativamente para um maior aprendizado de todas as pessoas envolvidas. Em função desta consolidação do evento, do seu objetivo interdisciciplinar e do desejo de que cada vez ele se abra mais para o diálogo interinstitucional demos este outro formato a ele, através de simpósios temáticos.

Grupo de Trabalho onde estarei apresentando meu projeto de pesquisa no Fazendo Gênero  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

51. Gênero, Corpo e Diversidade Sexual (Sexualidades)

Coordenadoras:
Anna Paula Vencato (UFRJ) - apvencato@gmail.com
Laura Moutinho (UERJ/CLAM/IMS/UERJ) - lmoutinho@ims.uerj.br
Regina Facchini (UNICAMP) - rfacchini@uol.com.br

Resumo:
Ao longo das últimas décadas várias pesquisadoras e pesquisadores vêm se dedicando ao estudo da produção de feminilidades e masculinidades em situações diversas. Neste contexto, o intercruzamento entre raça, sexualidade, gênero e os cuidados com a saúde precisam ser qualificados e analisados. Não se trata, assim, de se operar somente com uma soma de “prejuízos” ou apenas com um acúmulo de sujeições combinadas. Faz-se necessário, portanto, colocar em diálogo os trabalhos produzidos dentro de determinadas temáticas que apontam para o entrecruzamento entre estas categorias, o qual coloca alguns sujeitos num lugar de desvantagem social ao mesmo tempo em que legitima a outros. Desta forma, a proposta deste Simpósio Temático “Gênero, Corpo e Diversidade Sexual (Sexualidades)” é, centrando-se no aspecto plural, simbólico e relacional das feminilidades e masculinidades, e colocando também em cena os estudos contemporâneos sobre sexualidade, corpo e preconceitos, propor uma agenda de discussão articulando alguns dos eixos desse debate, tais como: 1) práticas e representações relativas às feminilidades, masculinidades, sexualidades, corporalidades e a raça; 2) reprodução e sexualidade; 3) direitos humanos, políticas públicas, cidadania e interseccionalidades; 4) cálculos relativos à prevenção e impactos das DST/Aids; 5) os desafios teóricos e políticos atuais em torno de gênero, raça, corpo e sexualidade.

Programação:
sessão 1 - APRESENTAÇÃO DIA 28/08/06
DIREITO E DIREITOS SEXUAIS
Roderlei Nagib Góes (Unb)
Com quê Direitos? Notas sobre o lugar que [Ou qual lugar] se inscreve a orientação sexual no discurso jurídico
Renata Hiller (fac. de Ciencias Sociales, U.B.A.)
“La Unión Civil: instituyentes e instituidos”
Moisés Alessandro de Souza Lopes (UNB)

Casamento gay, não! Parceria civil, sim! Representações sociais da união entre pessoas do mesmo sexo entre homossexuais masculinos que vivem uma situação de conjugalidade
Marcelo Tavares Natividade (UFRJ)
Notas sobre uma controvérsia: os evangélicos e a cura da homossexualidade
Lorena Tabachi Amado e Pedro Henrique Delocco Alves (UGF)
Discriminação contra os homossexuais: estudo sobre a constitucionalidade da RDC n153/04.
Miriam Steffen Vieira (UFRGS)
Conflitos raciais e relações de gênero

Marli de Araújo Santos (UFAL)
A visita íntima no contexto dos direitos humanos: a concepção das reeducandas do estabelecimento prisional feminino Santa Luzia
Rosângela Digiovanni (UFPR)
Adultério e gênero em narrativas jurídicas
Fernando José Taques (UFSC)
Movimentos Sociais e ONGs: a questão no movimento GLBT
Felipe Bruno Martins Fernandes (furg/rs)
A produção e manutenção das identidades ativistas gays no interior do movimento homossexual no Brasil contemporâneo.

sessão 2 - APRESENTAÇÃO DIA 29/08/06
HOMOSSEXUALIDADES E ESTILOS DE VIDA
Ana Maria Monte Coelho Frota (UFC)

A expressão da homossexualidade em homens e mulheres de Fortaleza
Camilo Albuquerque de Braz (UNICAMP)
Macho versus macho: um olhar antropológico sobre práticas homoeróticas entre homens em São Paulo
Jose Seronni Neto (UFG)
Sentido(s)-reflexões sobre a prática do barebacking
Guilherme Rodrigues Passamani, Rafael Penteado Poerschke (UFSM)
Fronteira platina: a construção de uma identidade (sexual) regional
Nara Moreira dos Santos (UFG)
Visíveis e invisíveis: a afirmação de identidades bissexuais entre jovens universitários goianos
Luiz Henrique Passador (unicamp e cebrap), Sandra Mara Garcia (cebrap), Nádia de Matos BarrosS (usp e cebrap) e Omar Ribeiro Thomaz (unicamp e cebrap)
Territórios e estilos: articulações entre gênero, ‘raça’, classe e orientação sexual na cidade de São Paulo
Isadora Lins França (UNICAMP)
Nem GLS, nem HT: transcendendo o ‘gueto’?

Ana Inés Mallimaci Barral, Aluminé Moreno (Universidad de Buenos Aires)
Cuando la diversidad es desigualdad. Notas sobre el análisis de las relaciones de opresión
sessão 3 - APRESENTAÇÃO DIA 30/08/06
CORPO, HIV/AIDS E SAÚDE REPRODUTIVA
Laura Zambrini (Universidad de Buenos Aires)
Travestismo e identidad
Justina Franchi Gallina (UFSC)
Pipocas nas mãos, sexualidades nas telas: alteridades ininteligíveis em filmes de Pedro Almodóvar
Tatiana Raquel Reis Silva (UFBA)
Prostituição feminina: interação entre sexualidade, corpo, cor e desejo

Liliane Brum Ribeiro (UFSC)
“O diferencial do homem e da mulher é o seio. Bumbum todos têm”: corpo, gênero e subjetividade na experiência da cirurgia plástica estética.
Eduardo Carrascosa (UERJ)

Desinteresse Nu
Rosângela de sousa veras (ufma)
Contracepção Feminina Medicalizada: escolha ou coerção?
Lucía Ariza (Universidad Nacional de General San Martín)
La experiencia de la infertilidad en mujeres que optan por tratamientos de reproducción asistida: ¿fracaso de género o triunfo inexorable?
Ailton da Silva Santos (ISC-UFBA)
Práticas Educativas/Comunicativas e Sentidos atribuídos ao Risco de Contrair HIV/AIDS entre Travestis Profissionais do Sexo: A experiência da Associação de Travestis de Salvador/ATRAS
Alane Michelini Moura (UFMG) e Profa. Dra. Sandra Maria da Mata Azerêdo (ufmg)
A sexualidade e a dupla moral em casais heterossexuais soropositivos para o HIV/Aids
Fernando Seffner (UFRGS), Andréa Fachel Leal (UFRGS), Ana Maria Ferreira Borges Teixeira (UFPEL) e Daniela Riva Knauth (UFRGS)
Modos de construção da masculinidade e vulnerabilidade à aids: um estudo entre caminhoneiros que circulam no Rio Grande do Sul.

Rede de Centros e Programas de Estudos da Mulher e de Gênero  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

En diciembre de 2005, con ocasión del Seminario Internacional: Enfoques Feministas y el Siglo XXI. Feminismo y Universidad en Latinoamerica, realizado en Salvador/Bahia/Brasil, nos reunimos, una vez mas, la Red de Centros y Programas de Estudios de la Mujer y de Gênero en las Instituciones de Educación Superior en América Latina. Este fue nuestro VII Encuentro y atendió una recomendación del VI Encuentro realizado en Cuernavaca/Mexico que estableció a Brasil como el país responsable por este encuentro.
Creemos que por el alto costo de los pasajes y las dificultades con el portugues, pocas de nosotras participamos en este encuentro (cerca de 25 latinoamericanas y casi 150 brasileñas).
Este encuentro también se constituyó en la reunión de la Red Feminista Norte y Noreste de Estudios de la Mujer y Género- REDOR y de la Red Brasileña de Estudios y Investigaciones Femenistas - REDEFEM.
En esta ocasión,Gloria Careaga moderó la reunión de la Red y presentó los objetivos y un pequeño relato de los anteriores encuentros.
En las discusiones el punto de mas importante fue la necesidad de tener una estructura que posibilite una articulación mas agil. En el sentido de caminar hacia una mejor estructuración de la Red se han definido las siguientes cuestiones:
1. creación de una coordinacion de dos personas:
Ana Alice Costa de Brasil (analice@ufba.br)
Montserrat Sagot de Costa Rica ( msagot@cu.ucr.ac.cr)
2. Creación de un directorio de investigadoras asociadas y de centros;
3. Realización de un mapeo de los programas, los grados académicos y los centros universitarios de estudios de la mujer, feminismo y género de América Latina y el Caribe y sus caracteristicas
4. Para ayudar en el mapeo se ha distribuido la tarea entre las personas que se han quedado responsable por las siguientes regiones:
* Centroamérica y Caribe - Montserrat, Ligia Arana (aranag@ns.uca.edu.ni y Norma Vasallo (nvasallo@psico.uh.cu);
* Región Andina - Cecilia Jamarrillo (confemec@yahoo.com), Mercedes Prieto y Magdalena Leon ( mleon@flacso.org.ec)
* México - Lourdes Guevara
* Brasil - Ana Alice Costa
5. Utilizar el grupo de discusión electrónica creado por Gloria Careaga como mecanismo de información;
6. Realizar el proximo encuentro de la Red en Costa Rica en abril/mayo de 2008

También se ha decidido implementar las siguientes recomendaciones:
1. Que se amplie la red através de la articulación de proyectos de investigación interinstitucional e interregional;
2. Siempre que sea posible, se establezca como prioridad la invitación de investigadoras de la red para la participación en seminarios, talleres, congresos, etc.
3.Que se use y estimule el uso de la producción academica de las integrantes de la red en las bibliografías de los cursos que se imparten en las instituciones afiliadas a la red

En el sentido de poner en practica estas recomendaciones, solicitamos a todas las interesadas en participar de la Red que manden un mensage a este e-mail ( redestudiosdegeneroyfeminismo@yahoo.com.br) con los siguientes datos:
1. Nombre completo
2. dirección
3. mail
4. Institución y/o Centro al cual pertenece
5. dirección y mail de la institución
6. mas alta titulación
7. area de estudios
8. principales investigaciones de los ultimos 5 años
9. principales publicaciones en los ultimos 5 años (se estan en la web aportar la dirección eletronica)
10. Informaciones sobre el Centro al cual pertenece (dirección, lineas de actuación, si ofrecen grados; y posgrado, si ofrecen titulación, si hacen investigaciones; si tienen vinculo con las organizaciones feministas locales, web)

Atentos Saludos a todas,

Ana Alice Costa y Montserrat Sagot