Filha lésbica de vice-presidente dos Estados Unidos anuncia que terá bebê com companheira  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

Filha lésbica do vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, Mary Cheney, 37 anos,  declarou ao Washginton Post, nesta quarta (06/12), que está grávida e que ela e sua companheira de 15 anos, Heather Poe, 45, estão ansiosas pela chegada do bebê.

O casal se conheceu durante uma partida de hockey, em 1988, e começou a namorar 4 anos depois. Mary se refere a seu relacionamento com Heather como casamento, colocando na maior saia justa seu pai conservador que, integrante do governo Bush, é contra o casamento homossexual.

Resta agora saber como ficarão os direitos de Heather sobre a criança. Os ativistas LGBT americanos dizem que a questão do casamento entre pessoas do mesmo sexo voltará agora com força total.

Na foto, Mary e Heather (à esquerda e direita respectivamente).
 
 

Pérolas na Globo no caso de adoção homossexual  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

Fonte: comentários em http://www.epoca453.globolog.com.br/
 
¨G*** são tão HUMANOS quanto qualquer HÉTERO"
 
estou esboçando um livro sobre o assunto, como adotante g**
 
até mesmo a criançpa flagre g** ou lesbicas transando como será a criação desta criança o destino será ser um futuro g** ou lesbica
 
gostaria de colocar neste dados demográficos, contexto social do universo g**.
 
esta situação conflituosa que é a da adoção de crianças por casais g***.
 
Por isso sou contra a a Adoção de crianças pelos (casais)g*** ou L***.
 
DEVE-SE FUGIR DAS POÇAS DE LAMA DA HOMOSSEXUALIDADE: BOATES G***, PORNOGRAFIA G**, LOJAS DE VIDEO G**, PASSEATA G**, ETC.
 
AOS CASAIS G** QUE SE DIZEM CRENTES EM JESUS
 
AOS G** QUE SE DIZEM CRENTES
 
a tendencia deste menino quando criança e se torna um g**,
 
Como os casais g*** são minoria, e o nº de crianças é demasiadamente grande, e já que você fala tanto de amor ao próximo, pergunto-lhe : vc já adotou alguma criança de rua ?
 
Estariam, os que se mostram a favor, assumindo à defesa da adoção por g***,
 
não só por g*** e lésbicas ,mas também, por qualquer pessoa
 
É por esta razão que ¨casais¨ g*** estão usando um pretexto legítimo
 
a criança adotada vira g**.será que os pais do cazuza eram?
 
a grande maioria das opiniões contrárias ao relacionamento entre g***,
 
eu acho legal g*** ter esse direito
 
esse direito que g*** e lésbicas conceberão!!
 
É natural a relacao sexo a*** ou sexo v*****? (que isso?)
 
SER MAIOR JESUS CRISTO, ilumine os G***, HETEROS E AFINS
 
Não sou a favor de casais....g*** adotarem crianças!!!
 
é inconcebível que os meios de comunicação da GLOBO percam tempo discutindo se um casal de g*** devem adotar filhos.
 

Blog "Famílias Gays" da Revista Época esta semana  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes


Durante esta semana, Toni Reis, David Harrad, Miriam Grossi e Elizabeth Zambrano estarão moderando um Blog da Revista Época sobre Famílias Gays.


Para ler as colocações, os comentários e inclusive postar um comentário, acesse: http://www.epoca453.globolog.com.br/


Eu não consegui postar de jeito nenhum! Mas vale a pena tentar!

Ponto de Cultura GLBT do grupo SOMOS RS lança a comédia “Cabeça de Antonieta”  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

 
"Cabeça de Antonieta"
Estréia no próximo dia 29 de janeiro em Porto Alegre, RS uma extraordinária comédia que fala da paixão e da disputa de duas nobres pelo amor de Maria Antonieta – a última rainha da França. O espetáculo mostra a intensidade dos sentimentos de mulheres que amam mulheres, mas fala também sobre o universo gay e a sensação de que na vida ainda continuamos colocando nossas cabeças a prêmio, mesmo sabendo dos riscos que corremos. 
Uma metáfora sobre amor, sexualidade e morte.
              A comédia teatral "Cabeça de Antonieta" é uma das grandes novidades do Porto Verão Alegre, uma das maiores mostras de artes cênicas do sul do país, entra em cartaz no Teatro de Câmara Tulio Piva(República, 575) nos dias 30, 31 de janeiro e 1° de fevereiro e 06, 07 e 08 de fevereiro, sempre às 21h, de terças a quintas-feiras em Porto Alegre.
        
 O espetáculo traz o humor irreverente de Dandara Rangel (prêmio oAçorianos de melhor ator coadjuvante 2004), Felipe Nicolai, que também assina o texto do espetáculo e a participação de Jorge Vasconcellos. Humberto Vieira, que dirige o espetáculo, retorna aos palcos após uma pausa de 15 anos dedicados apenas à direção de trabalhos publicitários. Seu último trabalho como diretor teatral foi em "Memory Motel" inspirado em textos do escritor Charles Bukowski.
               
 Neste trabalho Humberto brinca com a idéia de que todos nós colocamos nossa cabeça à prêmio o tempo inteiro e faz a pergunta - você já colocou a sua? E se não tivermos pães, vamos comer brioches? "Quero inquietar o público e provocar a discussão acerca das sexualidades, dos prazeres e dos riscos a que nos expomos diariamente", afirma o diretor. 
               
 O espetáculo também marca a produção do Ponto de Cultura GLBT produzido pelo SOMOS Comunicação, Saúde e Sexualidade que tem como objetivo promover a cultura GLBT - gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros.
               
Nossas personagens são dois gays a caminho da guilhotina. Real ou simbólica é a dúvida que resta. Ao se prepararem para sair para um grande evento, a Princesa de Lambelle e a Duquesa de Polignac - as favoritas de Maria Antonieta, a última rainha da França - elas se maquiam, colocam suas perucas, dançam e dizem barbaridades lembrando o passado, trocando desaforos disputando o amor pela rainha Antonieta e assim o espetáculo vai evoluindo para o cadafalso, para o grand finalle. Ficção ou realidade?
Confira os pontos de venda de ingressos no site do Porto Verão Alegre

Assessoria de Imprensa:
Alexandre Böer
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Uma família brasileira: Casais gays lutam pelo direito de adotar filhos. A história de Theodora é símbolo dessa batalha  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

"Aqui dorme a princesa Theodora." A placa pendurada na porta do quarto, com a frase escrita em letras cor-de-rosa, anuncia: aquele território é o reino de uma menina. Ela tem 5 anos, cabelos cacheados, pele morena, gosta de doce de leite e não se cansa de assistir ao filme Shrek. A princesa Theodora mora em Catanduva, a 380 quilômetros de São Paulo, e é estrela de um conto de fadas do século XXI. Nascida em uma família pobre, filha de mãe viciada em drogas e pai alcoólatra, ela foi para um orfanato quando contava 1 ano e 6 meses de vida. Ficou por lá durante três anos, sem nunca ter ido à escola e com poucas perspectivas de deixar a instituição.

Um dia, um casal bateu à porta do abrigo querendo adotá-la. Eram Vasco Pedro da Gama Filho, de 35 anos, e Dorival Pereira de Carvalho Júnior, de 43. Companheiros há 14 anos, homossexuais assumidos, sócios numa escola de cabeleireiros, eles completam o elenco deste conto de fadas diferente: formam a primeira família composta de uma criança e dois homens gays reconhecida oficialmente no país. Theodora ainda é pequena para compreender, mas ela é o marco zero de uma nova estrutura que surge no cenário da família brasileira.

INFÂNCIA
Theodora viveu três anos num orfanato em Catanduva. Hoje, ela brinca com os pais Vasco (de laranja) e Júnior, vai à escola, sabe desenhar sua família (abaixo) e já consegue escrever o próprio nome

Atores de Páginas da Vida comentam o direito de casais gays à adoção

ÉPOCA Online

 

Os atores em cena na novela

Uma característica marcante das novelas de Manoel Carlos é a discussão de temas polêmicos. E Páginas da Vida não foge à regra. Depois de trazer à tona a síndrome de Down, bulimia, preconceito racial e aids, o direito de casais gays à adoção promete esquentar a trama e manter a confortável média de audiência de 47 pontos no Ibope, com picos de 60.

O médico Rubens (Fernando Eiras) e o músico Marcelo (Thiago Picchi) são os personagens dessa história. Na novela, eles já conversaram sobre essa possibilidade e até comentaram o caso do casal gay do interior de São Paulo que recentemente conseguiu a dupla paternidade da filha reconhecida pela Justiça. Na última semana, um jovem homossexual contou sua experiência de ter adotado um filho nos tradicionais depoimentos de anônimos no término de cada capítulo.

A 35 capítulos do final da trama, a história do casal deve ir ao ar em breve e trazer todas as atenções à essa questão. Fernando Eiras e Thiago Picchi conversaram com ÉPOCA Online sobre o direito de casais gays à adoção. Leia os depoimentos dos atores.

FERNANDO EIRAS

Se os filhos de heterossexuais que têm um lar sadio crescem e têm suas livres escolhas, o mesmo acontece com os filhos de homossexuais. O importante é que eles sejam bem conduzidos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já declarou oficialmente em documento há mais de uma década que a homossexualidade não é uma doença e sim uma opção sexual. Acho que precisamos ler outra vez o documento da OMS e refletir mais sobre essa questão.

Acredito que cada caso deve ser bem estudado pela justiça, mas ela precisa ser mais ágil. É um absurdo que uma pessoa fique esperando anos para ver concluído seu processo de adoção. Para uma criança crescer com saúde mental e física, ela precisa ser muito amada. Ela não pode passar a adolescência num orfanato. É preciso dar um lar, uma referência afetiva e amparo intelectual. Uma pessoa bem sucedida pode dar esse amparo, independente da sua opção sexual.

O público quer refletir essa questão e a novela pode humanizar o debate sobre esse assunto. Assim pode ajudar a clarear para o grande público questões que ficaram estigmatizadas por um padrão social estabelecido. Se o público assiste todas as noites aos conflitos no Iraque, os problemas na África, os embates entre bandidos do tráfico e os reality shows, por que não refletir sobre algo lícito que é a adoção de uma criança?


THIAGO PICCHI

É saudável a discussão da adoção de crianças por um casal homossexual. Mas devemos ouvir os diferentes pontos de vista, caso contrário se torna uma imposição. Muitos dizem que uma criança precisa das figuras paterna e materna, mas conheço pessoas que foram criadas apenas pelo pai, ou pela mãe, e nem por isso se transformaram em desajustados. Antes de tudo uma criança precisa de amor, de afeto.

Os pais tem de entender que o preconceito é fruto da ignorância, mas não devem deixar de reclamar seus direitos. Preconceito hoje em dia dá cadeia. Por que o mundo não haveria de estar preparado para aceitar duas pessoas que se amam e que querem tirar uma criança do abandono, dando-lhe um lar, afeto e educação?

O Manoel Carlos não se limitou a falar da condição sexual de nossos personagens. O preconceito vem do medo do desconhecido. Ao mostrar nossos personagens como pessoas comuns, o autor joga um pouco de luz nesta questão. Não pesquisei todas as etapas do processo de adoção, prefiro fazer isso quando os personagens realmente tentarem adotar uma criança. Até agora todas as pessoas que me abordaram na rua se mostraram favoráveis à essa questão.

Ninguém foi hostil comigo e acho que isso se deve ao jeito sutil que o autor tem conduzido os personagens, a forma como estamos sendo dirigidos e ao fato de o público saber discernir a ficção da realidade. Se bem que algumas mulheres já passaram por mim dizendo: "Ai, que desperdício". Levo na brincadeira.

Fotos: Divulgação

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG76199-6014-453,00.html / http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG76198-5856-453,00.html

Blog da Semana da Revista Época: Famílias Gays  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

Comente, leia, interaja.
 
Escrito por Miriam Grossi - 21/01/2007
Car@s leitor@s
Como pesquisadora e participante de uma rede internacional de estudos sobre parentalidades homossexuais parabenizo a Revista Época pela excelente reportagem a respeito de adoção por casais de gays e lésbicas. Trata-se de reportagem séria, com dados atualizados sobre a família no Brasil e abordagem respeitosa em relação ao desejo de casais de gays e lésbicas de formarem família adotando conjuntamente filhos.
Evidentemente questões que dizem respeito a conjugalidade, família, reprodução e filiação remetem inevitavelmente aos modelos de família que tivemos e/ou nos são apresentadas como corretas e verdadeiras nos grupos sociais onde vivemos.
Os comentários realizados por quase duzentas pessoas em menos de 48 horas no blog da Revista Época apontam para duas grandes posições, presentes hoje na sociedade brasileira a respeito do reconhecimento da cidadania de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transgêneros: a maioria dos comentários emana de posições que reconhecem que todos os brasileiros, independente de orientação sexual deveriam ser iguais perante a lei, e uma minoria dos comentários apelam para um modelo de uma suposta família brasileira tradicional, composta por pai/mãe e filhos biológicos.
Os dados do IBGE, apresentados na reportagem, mostram que menos de 50% da população brasileira vive neste modelo tradicional de família. Com base nestes dados não se pode dizer que haja hoje um único modelo de família no Brasil, uma vez que é imenso o numero de mulheres que cuidam sozinhas de seus filhos (na maior parte das vezes sem receber qualquer ajuda material ou afetiva dos ex-maridos) e já é significativo o numero de pais que fazem o mesmo; sem falar de crianças criadas por avós, tios e madrinhas, pratica corrente tanto em famílias de classes populares como em famílias de camadas médias urbanas.
Alguns questionamentos feitos pelos participantes do blog a respeito da "continuidade da espécie" pela "impossibilidade de reprodução entre pessoas do mesmo sexo" nos remete também ao fato de que hoje, graças ao desenvolvimento das novas tecnologias médicas de reprodução, não são poucos os casais heterossexuais que buscam ter filhos através de reprodução in vitro, dado que mostra que nem todos os filhos de casais heterossexuais são "naturais".
É portanto, no bojo destas transformações da família no Brasil que devemos buscar entender e aceitar o crescente desejo de casais homossexuais em terem filhos e ser respeitados enquanto cidadãos com os mesmos direitos de todos.
Miriam Pillar Grossi – Universidade Federal de Santa Catarina
 
Miriam Grossi é antropóloga, autora do estudo Gênero e Parentesco: Famílias Gays e Lésbicas no Brasil
 
Para ver o Blog acesse: http://www.epoca453.globolog.com.br/

Defesa de um colega de sala  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

Um colega da minha sala irá defender. Divulgo:
 
Fundação Universidade Federal do Rio Grande
Rio Grande/RS

A COMPLEXIDADE NA FORMAÇÃO DO TÉCNICO COMO SUJEITO ECOLÓGICO A PARTIR DAS RELAÇÕES ENTRE TRABALHO, CURRÍCULO E CAPITALISMO NO CEFET-RS 
 

MESTRANDO:

Marco Antônio Simões de Souza 

DATA: 26 de janeiro de 2007, às 14h.

Pav. 04 – Anfiteatro 01 

BANCA EXAMINADORA:

Profª. Drª. Débora Pereira Laurino(Orientadora)

Profª. Drª. Maria do Carmo Galiazzi (PPGEA/FURG)

Profª. Drª. Ana Vilma Tijiboy (UFRGS) 

http://enrebeldia.blogspot.com/ - Da resistência a AÇÃO  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

Primeiro em língua brasileira
 
Oi turma! Como começaram o ano?, e as férias? Já que nessa época as comunicações se acalmam, o sol chama pelas latinas, e coisa vai mais devagar, até o final de fevereiro estaremos espaçando mais nossa bloga. Afinal, a gente fala a partir de um país tropical, se é o que o desequilíbrio ambiental vai manter essa lógica por muito tempo... Infelizmente não se consegue mais nem deitar de barriga pro sol, tomando uma cervejinha, que lá vem os alertas da saúde pública!
No intervalo, a terra não parou de dar as suas voltas. Então vamos lembrar alguns fatos que não podem ser esquecidos. Na Argentina completaram 4 meses da desaparição de Julio López e nem noticias do seu paradeiro, mas parece que a Isabelita sim será detida pelos assassinatos cometidos ainda no seu mandato (antes do golpe de estado de 76). No Brasil os parlamentares tentaram subir seus salários para quase U$ 12.000 mensais, sem os "complementos". Não conseguiram, mas dá para ver que continuarão tentando. Em compensação, Rita de Cássia, (mulher negra que trabalha fazendo faxina) não conseguia fazer andar seu processo de aposentadoria, transtornada por tanta desigualdade, esfaqueou o jovem Magalhães (deputado neto do ACM). Foi taxada de louca e jogada na prisão. Estamos querendo nos organizar para tratar melhor desse tema. Se ela foi chamada de louca foi porque a sua manifestação foi solitária. Se transformamos o pessoal em político, que é o que os coronéis não querem, todas seríamos Rita de Cássia.
 
No começo de fevereiro estará acontecendo o VII Encontro Lésbico feminista de América Latina e o Caribe . Atentis que nossa cumpa mariana estará palestrando lá.
As que não forem, como é o caso da clarisse , podem acompanhar as últimas discussões ou saber mais sobre o encontro através do site:  http://www.elflac.org/
 
Na bloga de hoje vamos trazer um pratinho caseiro, daqueles pra saborear na hora. Pode ser peixinho frito com uma caipa. Desses que levam a gente a puxar um bom papo e incita à reflexão. Suspense feito, trazemos uma palestra que a nossa co-produtora mariana pessah, apresentou no Fórum Social Potiguar, na cidade de Natal. Nesse evento que reunia diversos grupos sociais, unidos apenas pela idéia da transformação social, as MULHERES REBELDES conseguimos garantir o espaço radikal da existência lésbica. Assim, vamos brindar a coragem de nossa amiga, pegue sua bebida predileta e sente para saborear com calma enquanto a ouvimos. Depois, lembrem de dar um retorno pra gente! Gostamos de saber o que pensam, ou que acham. É como dar um presente, né?
 
E, não esqueçam, 2007 requer muita luta e posicionamento. Nada de deixar as coisas pela metade pois é o ano do Bará!
 
 
           mariana e clarisse

Casais gays podem estar mais perto de garantir o direito à adoção  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes





Casais gays podem estar mais perto de garantir o direito à adoção

Publicada em 17/01/2007 às 12h16m

Luisa Guedes - O Globo Online

RIO - Mesmo quando contam com um parceiro, os homossexuais que sonham com a paternidade têm optado por enfrentar sozinhos o processo de adoção. Assim, evitam as dificuldades legais para registrar uma criança com dois pais ou duas mães. Em breve, no entanto, a estratégia pode se tornar desnecessária. Relatório aprovado pela Comissão Especial da Lei de Adoção sugere mudanças na legislação atual , entre elas o estabelecimento de direitos iguais para casais hetero e homossexuais. De acordo com o Estatuto da Criança, maiores de 21 anos podem em conjunto ou individualmente adotar filhos, mas não há na lei referência clara a casais homossexuais. O texto que tramita na Câmara ainda será submetido a votação em plenário, mas reacende a discussão sobre o assunto, que ganhou força em dezembro do ano passado, quando uma menina de 5 anos foi registrada por dois pais, em Catanduva, no interior de São Paulo. Vasco Pedro da Gama, de 38 anos, e Júnior de Carvalho, de 46, se tornaram o terceiro casal homossexual a conseguir o registro conjunto no Brasil. (Clique e veja a certidão de Teodora, com os nomes dos dois pais). Antes, porém, eles também preferiram fazer a adoção unilateral, em nome de Gama, para só depois pedir o reconhecimento da paternidade de Carvalho. - Além de ser um reconhecimento da nossa união, a certidão com os dois nomes dá um apoio para a Teodora. Nossos bens, por exemplo, estão todos no nome do Junior - explica Gama, preocupado com a herança que o casal deixará para a filha adotiva. Para o coordenador do grupo Arco-íris, Cláudio Nascimento, os gays ainda enfrentam o preconceito, inclusive quando optam pela adoção unilateral. - A lei, por critérios subjetivos, acaba excluindo os homossexuais, mas o que se deve levar em conta são as condições econômicas, a estabilidade emocional e um espaço em casa bem estruturado para garantir bem-estar social da criança. Isso é o que já está na lei e tem que ser garantido na avaliação de qualquer um - cobra Nascimento, que é também secretário-geral da Associação de GLBTs do Brasil. Exemplo da dificuldade enfrentada nos processos de adoção, um tradutor carioca que tenta adotar duas crianças suspeita que seja vítima de preconceito por ser homossexual declarado. O candidato a pai - que preferiu não se identificar - voltou a morar no Brasil em 2005 e no mesmo ano foi incluído no cadastro de adotantes. Pouco depois, o Ministério Público (MP) apelou contra a sua aprovação, alegando que possivelmente o tradutor voltaria a morar na Europa, onde viveu por 11 anos. Ele diz, no entanto, que a promotora responsável pelo caso alega também que crianças de até 4 anos precisariam da figura materna. O professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Pedro Paulo Bicalho, especialista em psicologia jurídica, discorda. De acordo com ele, a ausência do pai ou da mãe pode ser contornada:

“ Quantas mães são mães e pais ao mesmo tempo? A função paterna também
está para além da figura masculina”

- Se não, o que seria das crianças que perdem o pai ou a mãe? Além disso,
quantas mães são mães e pais ao mesmo tempo? A função paterna também está para
além da figura masculina. É possível que casais gays desenvolvam essas duas
funções, que são lugares ocupados na sociedade. Embora não existam restrições
legais explícitas para que dois homens ou duas mulheres adotem em conjunto, a
interpretação da lei não é uniforme. Para a advogada especialista em direito de
família Sylvia Mendonça do Amaral, mudanças são fundamentais para garantir os
direitos de casais homossexuais. Do contrário, segundo ela, as principais
prejudicadas serão as crianças, que nas adoções individuais só têm direito à
herança do adotante. - Alguns juízes dizem que, segundo o Estatuto da Criança e
do Adolescente (ECA), a adoção pode ser feita individualmente ou por um casal, o
que significa, de acordo com a lei, um homem e uma mulher. Muitos juízes se atêm
à literalidade da palavra casal, mas o direito de família é muito subjetivo, não
pode ser “pão, pão, queijo, queijo “- argumenta Sylvia. De acordo com o mestre
em direito Luiz Manoel Gomes Júnior, da Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp),
as alterações propostas na Câmara são uma tentativa de adequar o ECA ao novo
Código Civil, de 2002. Professor do advogado que ganhou a causa do casal de
Catanduva, Júnior solicitou que o Supremo Tribunal Federal (STF) determine que
todos os juízes do país tratem de forma igual a adoção por casais hetero e
homossexuais. De acordo com o professor, a ação terá que ser encaminhada ao STF
pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que deve avaliá-la ainda no primeiro
semestre deste ano. Ele acredita que a aprovação do relatório na Câmara
aumentaria as chances de uma avaliação positiva da OAB, mas aposta que o
relatório da Comissão Especial vai enfrentar resistência no plenário da Casa. (E
você? É a a favor da adoção por casais gays? Vote!) - Penso que o Congresso não
vai aprovar esse relatório. O projeto apresentado pela ex-deputada Martha
Suplicy (sobre a união civil de casais homossexuais) nunca conseguiu andar. Os
congressistas são muito insensíveis a essa questão - critica o professor. A
emenda que garante a adoção por casais homossexuais é de autoria da deputada
Laura Carneiro (PFL-RJ), mas no próprio partido ela já enfrenta adversários.
Membro da Comissão Especial da Lei de Adoção, o deputado pefelista Couraci
Sobrinho é contra a proposta e lembra que dificilmente os grupos religiosos
votarão a favor da medida:

“Na Câmara as coisas só evoluem com
acordo, que nesse caso não é nem
partidário, envolve vários grupos
religioso”

- Acho que primeiro temos que trabalhar pela união
estável, que ainda não existe. E na Câmara as coisas só evoluem com acordo, que
nesse caso não é nem partidário, envolve vários grupos religiosos. O
desembargador Siro Darlan, que foi juiz da Vara de Infância e Adolescência
durante 14 anos, acredita que o Judiciário está à frente do Legislativo no
processo de reconhecimento de direitos dos homossexuais ( Ouça entrevista com
Siro Darlan ). Em 1996, Darlan deferiu o que, segundo ele, foi a primeira adoção
individual feita por um homossexual no Brasil, o caso do pai adotivo Ângelo
Pereira. Hoje com 11 anos, o menino Pedro Paulo foi adotado pelo professor
com um diagnóstico de pneumonia dupla e precisou ser acompanhado por uma
enfermeira. Embora tenha se tornado um símbolo da luta dos gays, Pereira afirma
que não defende uma classe: - Querem que eu defenda os direitos dos gays, mas
não acredito que exista uma classe a ser defendida. O indivíduo deve ser
avaliado individualmente pelo Juizado da Infância. Eu espero que, um dia, a
opção sexual não seja mais uma questão e isso não seja mais discutido - diz
Pereira, que conta sua história no livro "Retrato em branco e preto".

Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/mat/2007/01/08/287334950.asp

Saiu no jornal O Globo: Leitores desaprovam adoção por homossexuais  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

Leitores desaprovam adoção por homossexuais

Publicada em 20/01/2007 às 01h03m
Luisa Guedes - O Globo Online

RIO - O projeto que pode dar aos gays o direito à adoção de crianças – aprovado,
mas também criticado, numa comissão da Câmara – seria rejeitado pela maioria dos
leitores do GLOBO ONLINE que participaram de uma enquete esta semana. Entre os
quase cinco mil votantes, 53% afirmaram ser contra a adoção de crianças por
casais homossexuais. Uma diferença de dez pontos percentuais em relação aos que
apoiariam a mudança na legislação atual (43% dos leitores). Apenas 3% dos
internautas disseram não ter opinião formada sobre o assunto.
A legislação atual não faz referência clara aos direitos dos casais homossexuais
à adoção. A discussão sobre o assunto ganhou força em dezembro do ano passado,
quando um casal gay do interior de São Paulo conquistou o direito a adotar em
conjunto uma menina de 3 anos. No mesmo mês em que o nome dos dois pais adotivos
foi registrado na certidão de Theodora, a Comissão Especial da Lei de Adoção
aprovou o relatório em que sugere mudanças na lei, entre elas a garantia do
direito à adoção aos casais homossexuais. Agora, o projeto terá que enfrentar a
votação no plenário da Casa.
Discutido em reportagem publicada no GLOBO ONLINE, o projeto provocou um debate
entre os leitores, que também apresentaram opiniões divergentes em seu
comentários. Para Markus Peixoto da Silva, muitas crianças poderiam se
beneficiar dessa lei que, para ele, visa o bem de todos. "Estamos em pleno
século 21 preconceitos devem ser abolidos", escreveu.
O leitor José Antonio Portella da Silva se diz preocupado com os impactos da
adoção na vida da criança. "Será que os colequinhas de uma criança adotada serão
tão liberais como são os pais adotivos? Imagine nos dias dos Pais ou da Mãe, os
coleguinhas perguntando quem é quem? Como fica a cabeça dessa criança? É bom que
as autoridades debatam bem esse assunto" recomendou.