Seminário “Das margens aos centros: sexualidades, gêneros e direitos humanos”  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

Estão abertas as inscrições para a participação no Seminário "Das margens aos centros: sexualidades, gêneros e direitos humanos", que se realizará de 25 a 27 de setembro de 2008, na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás.
O seminário pretende reunir pesquisadores, parlamentares, gestores públicos, artistas, representantes do Poder Judiciário, estudantes e ativistas sociais comprometidos com a garantia dos direitos humanos e de cidadania das pessoas LGTB.
Durante três dias, nos períodos da manhã, tarde e noite, a programação  do seminário prevê a presença de mais de 40 especialistas, de diferentes áreas do conhecimento.
Com apoio da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH – Presidência da República), o seminário é uma realização do Ser-Tão, Núcleo de Estudos e Pesquisas em Gênero e Sexualidade da UFG.
As inscrições são gratuitas, inclusive para apresentação de trabalhos e relatos de experiências, e podem ser feitas na página do evento,www.sertao.ufg.br/seminario

CURSO GÊNERO || divulgação  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

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Querid@s alun@s,

Acabam de ser publicadas no site da UFSC ( http://www.ead.ufsc.br) as inscrições para tutor@s na Formação em Gênero e Diversidade na Escola. As inscrições ficarão abertas até 22 de setembro. Estamos selecionando tutor@s presenciais e tutor@s a distancia para um trabalho com dedicação semanal de 20 horas a distância (tutor a distância) e mesma carga horária num dos 10 Pólos de Apoio Presencial (tutor presencial). Ambos precisarão participar da Capacitação Tecnológica e Pedagógica, dia 29 de setembro, na UFSC, e de de três encontros presenciais no pólo para o qual for selecionad@. Prevemos a realização desses encontros nas sextas-feiras e sábados. O curso iniciará dia 1º. de outubro e se estenderá até fevereiro de 2009.

Os Pólos de Apoio Presencial são os seguintes: Blumenau, Braço do Norte, Canoinhas, Chapecó, Concórdia, Florianópolis, Itajaí, Itapema, São José e Videira.

Acreditamos que será uma importante atividade de ampliação de nossos conhecimentos e esperamos que vocês compartilhem conosco mais essa experiência no desenvolvimento e consolidação dos Estudos de Gênero em Santa Catarina. Por gentileza, repassem a informação da seleção de tutor@s para a Formação em Gênero e Diversidade na Escola para amigos e colegas.


Aguardamos a sua inscrição!
Comissão Organizadora

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O voto feminino, uma conquista de 76 anos, é o tema do De lá Pra Cá de segunda, dia 15  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR

Assista pela internet: http://www.tvbrasil.org.br/

O programa, que vai ao ar a partir das 22 horas, com reapresentação domingo (21/9) às 18 horas, conta a história do voto feminino no Brasil. Há 76 anos, a mulher brasileira ganhou o direito de votar nas eleições nacionais, através do Código Eleitoral Brasileiro, instituído pelo presidente Getúlio Vargas. A luta pelo sufrágio feminino foi uma das principais reivindicações das feministas na era pós-revolução industrial.

O programa entrevista personalidades femininas que tiveram forte atuação em movimentos a favor da conquista dos direitos femininos, como a cantora paraense Fafá de Belém, conhecida como "a musa das Diretas". Fafá teve atuação marcante no movimento Diretas Já, em comícios e passeatas na década de 1980.

De Lá Pra Cá também ouviu a atriz Bete Mendes, uma das fundadoras do Partido dos Trabalhadores (PT), legenda em que se elegeu deputada federal pela primeira vez, em 1983; a intelectual Rose Marie Muraro, uma das precursoras do movimento feminista no país; e Rosiska Darcy, feminista atuante há mais de 30 anos, que presidiu o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher e fundou e preside o Centro de Liderança da Mulher.

Participam, ainda, desta edição, Clara Araújo, socióloga e primeira presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), e o cientista político José Eustáquio Diniz Alvez.

Ficha técnica:
Nome do programa: De Lá Para Cá
Apresentação Ancelmo Gois e Vera Barroso
Dias de exibição: segundas-feiras, às 22h, com reapresentação aos domingos, às 18h
Gerente de Núcleo e Direção Geral: Cristina Carvalho
Direção: Carolina Sá

Seleção de Mestrado e Doutorado em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

Seleção de Mestrado e Doutorado em Estudos Interdisciplinares sobre  Mulheres, Gênero e Feminismo

Já saiu o edital para o processo seletivo 2009 do Programa de Pós-Graduação em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e  Feminismo ? PPGNEIM da Universidade Federal da Bahia com as seguintes  linhas de pesquisa: 

Gênero, Identidade e Cultura; 

Gênero, Saúde e  Trabalho; 

Gênero, Poder e Políticas Públicas.

Informações: http://www.neim.ufba.br ou ppgneim@ufba.br

Receba o Boletim Liberdades Laicas por e-mail.  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

Divulgando...

Caro colega, cara colega:

 
O Observatório Interdisciplinar de Direitos Humanos da UFRGS desenvolve um projeto de estudos sobre o tema das Liberdades Laicas, financiado pela Fundação Ford.
 
Estamos estruturando nossa rede de contatos, que visa organizar a Rede Liberdades Laicas Brasil, em parceria com a Rede Ibero Americana pelas liberdades laicas, cujo site pode ser visitado em 
http://www.libertadeslaicas.org.mx/ 
 
Em breve iniciaremos o envio de um boletim de notícias sobre o tema, e convidamos você a recebê-lo.
 
Caso seja do seu interesse, solicitamos que envie uma resposta ao e-mail liberdadeslaicasbrasil@gmail.com, informando seus dados básicos:

 
a) Nome completo
b) Profissão
c) Instituição em que trabalha.
 
Se você não deseja receber materiais, ou não tem interesse no tema, lhe pedimos apenas que retorne o e-mail com a palavra cancelamento no assunto ou no corpo da mensagem, e nos desculpamos pelo incômodo.
 
Agradecemos à atenção.
 
Saudações

Prof. Dr. Fernando Seffner
Coordenador do Observatório Interdisciplinar de Direitos Humanos da UFRGS

Mayara Annanda Silva e Vinicius Borba
Bolsistas de iniciação científica do Projeto de estudos Liberdades Laicas Brasil

Queen Latifah y su compañera quieren adoptar un hijo  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

Fonte: http://www.agmagazine.com.ar/index.php?IdNot=2904

2008-09-09 | Showbiz LGBT


Queen Latifah y su compañera quieren adoptar un hijo


La actriz planea adoptar un bebé con su pareja, Jeanette Jenkins.

 

Queen LatifahFuentes cercanas a la cantante Queen Latifah aseguran que ella y su pareja planean adoptar un niño con nacionalidad estadounidense.

Hace algunos meses, la artista anunció que tenía deseos de tener su propia familia, al señalar que «eso eventualmente sucederá». Por otra parte, el diario The National Enquirer informó que Queen está decidida a convertirse en madre de un niño.

Latifah señaló a la publicación sus deseos de adoptar a un pequeño más no confirmó los avances de los trámites.«Yo puedo entender por qué la gente se va fuera de Estados Unidos para adoptar. Tu puedes adoptar a alguien aquí, pero los padres por nacimiento tienen hasta tres años para volver y recuperar su niño de vuelta, y eso es aterrador», concluyó.



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© AG Magazine / ActitudGay.com

Matéria sobre as obras exibidas nas mostras audivisual e fotográfica do 8º Seminário Fazendo Gênero  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes


06 de setembro de 2008 | N° 8185
Alerta

Cinema

O fígado de Prometeu

As obras exibidas nas mostras do 8º Seminário Fazendo Gênero nos convidam a olhar velhos mitos e imagens do corpo nosso de cada dia


A cena inicial da tragédia grega Prometeu desmotes, atribuída a Ésquilo, apresenta quatro personagens emblemáticas, situadas nos longínquos rochedos da Cítia. Tendo o corpo acorrentado às rochas escarpadas está o titã Prometeu, acusado de ter transmitido aos seres humanos honras que eram privilégios dos deuses, dentre as quais, a escrita, os remédios, a adivinhação, o fogo e a memória (mãe das ciências). Hefestos (deus da forja), mesmo contra a sua vontade, cumpre as ordens de Zeus, assistido por Cratos (Poder) e Bia (Violência). Enquanto Cratos trava um longo diálogo com o hesitante Hefestos, Bia é personagem muda - há que se destacar o silêncio e esta subserviência silenciosa que faz a alegria do poder. Quando Prometeu fala pela primeira vez, Violência e Poder já saíram de cena. Testemunhos iconográficos mostram que ao seu lamento seguia o suplício de ter a cada dia, por toda a eternidade, o fígado (sede das paixões, para os gregos) comido por uma águia. Não deixa de nos causar certo alento, mesmo sabendo que tudo é ficção, sermos informados de que segundo outras versões do mito, Prometeu conseguiu se libertar (as duas outras peças da trilogia na qual está Prometeu desmotes não chegaram a nós). Aterradora a construção literária desta imagem-mito tão paradigmática de agressão e resistência, e que usa informações das artes médicas (como a capacidade de regeneração hepática) que tornam a tortura ao corpo do titã eficiente e perturbadora - a técnica a serviço do poder.

Sem querer naturalizar o mito, fornecendo elementos para se argumentar que este mundo foi sempre um lugar de sofredores e torturadores, e correndo o risco de uma visão simplista e maniqueísta, é interessante observar que o oitavo Seminário Internacional Fazendo Gênero, ocorrido há pouco, tenha retomado como temas justamente corpo, violência e poder. Aliás, temas recorrentes nos estudos feministas e de gênero, examinados neste ano no contexto do debate de várias questões, dentre as quais a politização do problema da violência conjugal, com a criação da lei Maria da Penha, referência ao nome da mulher agredida durante seis anos pelo marido, que tentou assassiná-la por duas vezes (com arma de fogo e por eletrocução), deixando-a paraplégica.

No âmbito deste oitavo seminário ocorreram as mostras de filmes e de fotografias, também relativas aos temas corpo, violência e poder, promovidas pelo Núcleo de Antropologia Visual da UFSC (Navi). Uma parte da mostra cinematográfica foi dedicada à exibição de obras da diretora Ana Carolina Teixeira Soares, cujo primeiro trabalho foi a co-direção do curta Lavra-Dor (1967), e que se tornou conhecida a partir de Mar de Rosas (1977), iniciando sua trilogia - ainda vivemos com as trilogias - , composta, ainda, por Das tripas coração (1982) e Sonho de Valsa (1987). Em todos eles, a mulher protagoniza o desvelar das marcas da dor, no seio da família. Mais recentemente, seus filmes Amélia (sobre o choque cultural de Sarah Bernhardt no Brasil) e Gregório de Matos (magistral convergência de poemas e imagem) lidam, também, com deslocamentos e intolerância, advindos da ignorância e do abuso de poder. Além destes longas, foram exibidos 37 curtas e médias-metragens selecionados, a maioria documentários relativos aos padecimentos diários de indivíduos, grupos ou famílias em que a violência, principalmente contra mulheres e crianças, cometida por pessoas e instituições, é a tônica dominante. Neste contexto é importante notar que, além da autonomia estética destas obras, elas não deixam de ser, também, objetos pedagógicos na criação de novas formas de falar, ver e agir em relação às questões de gênero e à linguagem audiovisual.

A premiação das obras das duas mostras motiva reflexões. No caso do filmes, um júri popular elegeu como melhores os documentários Solitário anônimo, de Débora Diniz, e Laura, uma diva do babaduu!, de Mônica Siqueira, ambos realizados em 2007. O primeiro (cuja diretora acumula mais de 20 premiações) narra a história de um idoso encontrado deitado na grama, sem documentos ou posses, tendo no bolso um bilhete informando que seu desejo era morrer (solitário e anônimo), no que foi impedido por uma decisão judicial contrariando sua vontade. O segundo, produzido a partir de entrevistas de um trabalho de campo etnográfico com um grupo de travestis acima de 50 anos, no Rio, conta a história da famosa Laura de Vison e seus "modos de perceber e vivenciar o encontro com a velhice". Foi interessante a escolha de dois documentários cujos corpos envelhecidos dos protagonistas tornam-se tanto o objeto de manifestação da violência (Solitário anônimo) como o meio pelo qual se tenta criticá-la e rompê-la (Laura).

No caso das fotografias, a premiação (por uma comissão julgadora) de Separação, de Rosa María Blanca (melhor conjunto) e Tamain, de Fernanda Capibaribe (melhor foto), realça, na primeira, o corpo como lugar onde se inscreve a tortura/dor, mas em vez do fígado que sangra, um texto-denúncia está impresso no peito; na segunda, tocante não apenas por sua qualidade estética, o corpo é símbolo de resistência e empoderamento (no sentido libertário que lhe deu Paulo Freire): retrata uma mulher da tribo Xukuru, sentada em uma cadeira sob uma grande árvore. Trata-se de "Dona Zenilda: mãe de toda comunidade e viúva do cacique Xicão, assassinado em 1998". Uma menção honrosa foi dada, ainda, ao conjunto A auto-representação fotográfica de travestis e prostitutas do Itatinga-Campinas, produção coletiva de um grupo que é também modelo de resistência na defesa de direitos humanos e contra a homofobia. Criado há quase 20 anos, um dos aspectos políticos importantes deste grupo de Campinas é justamente a auto-representação: eles não delegaram a outros o poder de falar sobre seus corpos e sobre a violência de que foram vítimas (em particular por parte da polícia).

Goethe, impressionado pela figura de Prometeu, negando-se à submissão cega a Zeus (de quem Poder é lugar-tenente), viu o titã como modelo de autonomia e liberdade. A nós impressiona a recorrência de elementos do mito, por isso buscamos, também por meio dele, refletir sobre as relações humanas e suas representações atuais. Os filmes e fotografias são como a memória: uma multiplicidade de imagens com cortes e diferenciações, formando um jogo no qual poder e violência expõem suas nuanças, ora poetizadas, ora denunciadas, sobre os corpos que se constroem em símbolos que lemos como femininos, masculinos, plurais. Realidades e ficções com contornos algo indefinidos de claro e escuro, evocando uma mutiplicidade de sentidos. Ler e interpretar tais imagens é buscar um novo olhar sobre si e sobre o outro e pensar em modos de resistência contra tanta violência e violação de direitos. Haja fígado para tanta luta.

* Ana Maria Souza é mestre em Antropologia pela UFSC, Carmen Rial é coordenadora do Doutorado Interdisciplinar UFSC e do Navi, e Maria Cecília de M. N. Coelho é professora no Projeto Grego Antigo online Cogeae-PUC/SP)

ANA MARIA SOUZA, CARMEN RIAL E MARIA CECÍLIA M.N. COELHO *


Netinho: "Eu gosto de meninos e meninas"  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes



Netinho 11/09/2008 08:32

"Eu gosto de meninos e meninas"


De volta com um novo CD após três anos de sumiço, o cantor baiano diz que se considera bissexual, conta as experiências que teve com drogas e admite que usa botox


VALMIR MORATELLI



Apesar de estilos musicais completamente diferentes,Ernesto de Souza Andrade Júnior, o Netinho, e Renato Russo têm algo em comum. "Eu gosto de meninos e meninas", revelou o cantor baiano a QUEM, parafraseando, ainda que sem querer, um dos hits do compositor brasiliense morto em 1996. "Mas hoje gosto mais das meninas", emendou. O intérprete de "Oh, Mila, mil e uma noites de amor com você" – música de um CD que vendeu 12 milhões de cópias – fez esta e outras declarações surpreendentes durante um bate-papo de duas horas, no apartamento que possui no Leblon, no Rio de Janeiro. Depois de quase três anos de sumiço, o cantor baiano de 42 anos está de volta com o 18o CD da carreira, o Minha Praia. Sorridente e articulado, Netinho criticou a banalização da música baiana, assumiu sua bissexualidade e falou da experiência com as drogas e da angústia que o levou a repensar a vida. "Foi um processo tão violento, não sei se estaria vivo se não tivesse parado", afirma.

QUEM: Por que você deu uma parada?
NETINHO
: Parei por dois anos e oito meses. Decidi parar pouco antes de 2005. Estava sem saco para viajar, trabalhar, não queria fazer shows, estava angustiado. Me chamaram de louco, mas não tinha escolha. Foi um processo tão violento, não sei se estaria vivo para dar esta entrevista. Parar foi uma das coisas mais importantes que fiz na vida. Agora trabalho o equilíbrio curtindo a vida. Só fui saber o que é fazer churrasco para os amigos há alguns anos. Tinha tudo o que o sucesso pode dar, mas me sentia vazio.

QUEM: Como deixou essa angústia tomar conta de você?
N
: Quando você chega a um nível de sucesso, perde a noção das coisas. Estava conversando com Ivete Sangalo sobre isso, e reafirmei esse pensamento. O artista não tem noção do que é sua vida quando está no auge. Eu vivia amarelo, não tomava sol, me sentia feio, não queria ver ninguém, desmarcava vários programas de TV. A Hebe foi uma das pessoas que ficou chateada comigo. Eu não gostava de mim, não estava a fim de aparecer.

QUEM: É fácil parar de trabalhar quando se tem muito dinheiro, não?
N
: Talvez. Não pensei por esse lado. Saí de casa aos 16 anos e tudo o que eu tenho construí sozinho. Não quis dinheiro do meu pai. Não tive infância pobre, meu pai não aceitava que a gente andasse descalço. Mas "nada como viver" (aponta para a frase tatuada no braço direito). Sucesso não vale muita coisa. Tomando banho de piscina com meu ex-empresário, contei a ele que queria parar. Falei: "Que nenhum fã saiba disso, mas tudo que conquistei na música em nada me acrescenta como pessoa". É tudo pó. Meus discos de ouro, platina, diamante não representam nada. O bem maior que eu tenho é o que proporciono às pessoas.

QUEM: Como seus fãs reagiram?
N
: Fiquei nove meses fora do Brasil, entre Londres e Barcelona, para não ver a reação do público. Sei que machuquei muita gente com a decisão de parar, porque o ídolo toma uma dimensão na vida do fã que muitas vezes não sabe. Eu negava autógrafo, negava foto, só pela angústia de não querer ser reconhecido.


O artista não tem noção do que é sua vida quando está no auge. Eu vivia amarelo, não tomava sol, me sentia feio, não queria ver ninguém. Não gostava de mim.


QUEM: Como se recuperou?
N
: Sozinho. Não tenho religião, sou contra análise. Sou canceriano, não vivo sem momentos de solidão. É quando mais cresço. Namorada, família não entendem isso. Meus irmãos falavam para minha mãe: "Netinho vai se matar". E ela: "Isso vai passar".

QUEM: O que leva a crer que a angústia não voltará?
N
: Aos 42 anos, vivo a fase mais feliz da minha vida. Isso se deve mais a meu lado pessoal do que profissional. Estou feliz demais, apaixonado, vendo tudo colorido, estou com uma mulher há um mês e meio, vivendo muitas coisas pela primeira vez. Não perco mais uma rave na vida. Sou o cara que mais dança nas raves, sou o último a sair. Ainda levo o som para o quarto e continuo a rave no hotel. Nunca tinha feito isso.

QUEM: Quantas plásticas você já fez?
N
: Fiz duas no nariz, por causa de uma cicatriz. Coloco botox há dois anos e sou viciado em malhação. Adoro ficar malhado para o Carnaval.

QUEM: Já tomou anabolizantes?
N
: Já, sim, uma vez. Já viu que sou verdadeiro, né? Tudo que você perguntar eu respondo. Não gostei dos anabolizantes, porque perdi movimentos, o braço não levantava, me sentia pesado. Fiquei com o pescoço horrível. Tomei por decisão própria, aquela coisa de academia. Você começa a malhar e não sai mais da frente do espelho. Passei do limite. Mas não fiquei com seqüela. Nada de cabelo cair, impotência... Tenho voz aguda, nem ficou mais grave.

QUEM: Tem medo de envelhecer?
N
: Não tenho problema com idade, sou um moleque. Você precisa me ver numa rave. A última foi em Sauípe, três dias de rave, há quase um mês.

QUEM: Já usou droga nessas raves?
N
: Já usei drogas em rave, sim. A experiência foi maravilhosa. Nessa vida a gente tem que provar de tudo, desde que tenha vontade e ache que não vai passar daquilo. A primeira vez que provei foi em Portugal. Foi uma experiência terrível, fiquei louco. Nunca cheirei, só passei cocaína aqui (alisa a gengiva). Não uso porque sei de experiências de pessoas que caíram mortas. Sou ativo, não preciso disso para me divertir. Maconha odeio. Para ficar acordado por muito tempo, basta eu beber energético e vodca. Já misturei álcool com ecstasy. Mas ultimamente só tomo vodca com energético. Meu último porre foi em Sauípe. Sou movido a felicidade.


Já viu que sou verdadeiro, né? Tudo que você perguntar eu respondo. Não gostei dos anabolizantes, porque perdi movimentos, o braço não levantava.


QUEM: Em 2006, você gravou a música "Tá Bom", incluída nesse novo CD. É uma letra com referência a homossexuais?
N
: Não tinha uma música específica para o Carnaval, quando compus essa letra com Carlinhos Brown. E deu uma polêmica enorme, porque fala "menino com menino, menina com menina". Acho isso uma bobagem, não entendi o tititi. Não era nossa idéia levantar bandeira. Mas é uma música com referência ao homossexualismo, sim.

QUEM: Já teve alguma experiência?
N
: Já tive experiência homossexual. Foi há algum tempo, foi interessante. É a filosofia de que devemos passar por tudo na vida. Deus é energia, quando a gente morre é escuro total. Morreu, acabou. A oportunidade é agora. Não dá para deixar nada para depois.

QUEM: Quanto tempo durou essa relação?
N
: Três anos, mas não foi com famoso. Não gosto de famoso (risos). Sou anti-Netinho, sou contra essa coisa que cerca o personagem. Não chegamos a morar juntos, não dá certo. Tem que ser cada um no seu canto. O mundo caminha para o individualismo.

QUEM: Você tem uma filha de 10 anos e disse que está namorando uma mulher. Considera-se bissexual?
N
: Eu gosto de meninos e meninas, mas hoje gosto mais de meninas. Eu me considero bissexual. Essa relação com um homem foi uma experiência que ficou no passado, linda inclusive.

QUEM: Mudando de assunto, como avalia a música baiana atual?
N
: Está numa fase excelente, retomando o espaço que perdeu. Comecei com Cheiro de Amor, Banda Eva, Daniela Mercury, Asa de Águia... Nossas músicas falavam das belezas de Salvador. Aí, há uns oito anos, a música passou pela sua pior fase, quando o pagode baiano da periferia dominou o espaço, explodindo músicas de duplo sentido, como "Boquinha da Garrafa', "Rala o Pinto"... Isso denegriu a música baiana em nível nacional. Isso é uma avaliação técnica, respeito o trabalho do É o Tchan e de todo mundo.

QUEM: Você nunca cantou pagode baiano nos shows?
N
: Tem algumas músicas que eu canto, mas nunca "Boquinha da Garrafa". O pessoal de Salvador até me olha atravessado, mas deixo minha opinião bem colocada. Eu me sinto herdeiro dos herdeiros do Caymmi, sou herdeiro dos tropicalistas. Matava aula para ir ver Caetano cantar.


últimos comentários



  • Lidiane - SP/São Paulo - 13/09/2008 06:37
    Netinho seja feliz!
    Como baiana fiquei muito triste com a distância do artista Netinho... não sei qual o verdadeiro motivo da ausência mas seja feliz e creia em Deus, pois ele existe e é fiel.


  • Olívia Hammes - SP/São Paulo - 13/09/2008 05:59
    Novidade pra mim é saber que ele "gosta" de meninas.
    O que não é preciso ser feito para voltar à mídia, não? É triste saber que há "artistas" que vão colocando suas vidas acima de suas obras. Se bem que, nesse caso, por "obra" entenda-se uma pegajosa música do carnaval de dez anos atrás. Suas declarações nada têm de produtivo para a sociedade, muito menos para o movimento GLBT. Que ele aproveite bem esses 15 minutos de prorrogação artística.


  • Ana - BA/Salvador - 13/09/2008 05:01
    "uma eterna farsa"
    Esse cabra é muito arteiro... uma pessoa que fez o que fez pra conseguir subir na vida e depois que consegue fica tirando onda dando uma entrevista calhorda dessas. Vc parou pq quis nada rapaz! Vc colheu os frutos do mal q fez aos outros, pergunta para os ex integrantes da banda Beijo, aproveita e fala com a turma do Jamil não bate corner, os meninos estão super bem depois de serem enganados por esse babaca q nunca assumiu ser gay pq nunca foi macho nem pra isso. O studio de ensaio do STIEP(bairro de Salvador) que o diga as farras q ele fazia com os roadies. Concordo com a galera, ele sempre foi preconceituoso e agora tá fora da mídia e precisa chocar, volta pra Barcelona e se exila, isso é se seu exilio não foi em Sto Antonio e vc tá se exibindo. Não colou não babaca, só fez todo mundo notar o quanto vc não presta.



Seminário: Estratégias latino-americanas pela legalização do aborto e autonomia reprodutiva das mulheres  

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Revista do CLAM – call for papers  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes



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