Meio Ambiente & Diversidade Sexual  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

Estimad@s colegas e companheir@s,

Divulgo a importante iniciativa da gestora e ativista Sandra Michelli, que está aglutinando informações e reflexões sobre meio ambiente e diversidade sexual em seu blog. Pelo que pude perceber o Blog tem centrado seus esforços na construção de um banco de referências bibliográficas sobre o tema no mundo, algumas disponíveis online. Além disso, há vários movimentos pipocando mundo afora em que as intersecções entre ambientalismo e movimentos LGBTTT são colocadas como centro do debate. Desta forma, o ecofeminismo, o ambientalismo queer e o radicalismo ambiental-sexual vêm se tornando a base epistemológica para tais reflexões e movimentos. Vale a pena conhecer e incentivar núcleos de atuação em grupos, além, é claro, do incentivo a pesquisas que trabalhem estas intersecções. Sandra e eu pudemos conversar sobre o ambientalismo queer em vários momentos e trabalharemos futuramente para ampliar o campo.

Parabéns a louvável iniciativa que é um primeiro passo para avançarmos nas discussões ambientalistas e LGBTTT em nosso país.

Lembro que Sandra é a mais nova moderadora de Gay-A - Aliança Homo-Les-Bi-Trans pelo Meio Ambiente, que já conta com uma série de parceir@s. Esta aliança se propõe como uma rede de discussões e facilitadora de ações ambientalistas e LGBTTT. Gay-A tem um perfil e uma comunidade no orkut, além de uma lista virtual no yahoogrupos que precisa ser alimentada e facilitada. Gay_a@yahoogrupos.com.br ou gaya_glbt@yahoogrupos.com.br, não me lembro ao certo.

Abraços fraternos,

Felipe
 

Pessoal,

 

Com a finalidade de socializar informações e reflexões sobre as relações entre Meio Ambiente & Diversidade Afetivo-Sexual criei um BLOG chamado NATUREZA TORTA.

 

O endereço é: http://sandramichelli.wordpress.com/

 

Um beijo,

 

Sandra Michelli


Morre Clodovil Hernandes  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

Clodovil acaba de morrer. F.

Hoje recebi a notícia que Clodovil está mal no hospital. Veja abaixo. Fiquei triste. Sei dos (des)favores à causa LGBT enquanto movimento social organizado. Entretanto, também sei que Clodovil foi um lutador que questionou os modelos de masculinidade vigentes, de maneira bem higiênica. Foi a primeira bicha afeminada eleita deputada federal do Brasil. Já entrou no congresso fazendo um barraco. Disse que reformaria seu gabinete com tais e tais artigos kitsch. A bicha foi tão audaciosa que chamou a companheira Cida Diogo de feia. Lastimável. Ainda por cima, sob o pedido de retratação, afirmou que realmente achava ela feia. A bicha foi machista. Mas também Clodovil teve seu papel público e está na história. Seja na história "geral" do Brasil e do Mundo, seja na história "particular" de gays, lésbicas, travestis, transexuais e transgêneros. Não conheço Clodovil pessoalmente. Enfim, que ano difícil. FBMF.

Política | 16/03/2009 | 20h45min

Clodovil piora e está em coma profundo

Segundo neurocirurgião, deputado terá sequelas graves caso sobreviva

O estado de saúde do deputado Clodovil Hernandes (PR-SP), 71 anos, piorou na tarde desta segunda-feira, segundo um novo boletim divulgado pelo hospital. De acordo com a equipe médica, ele teve uma parada cardiorrespiratória de cerca de cinco minutos por volta das 14h15min. O neurocirurgião encarregado do caso, Benício Oton de Lima, afirmou que o parlamentar, caso sobreviva, terá sequelas graves. As informações são do G1.

O deputado foi levado ao hospital por um assessor parlamentar por volta das 8h após ter sido encontrado ao lado de sua cama, em seu apartamento. Clodovil foi encontrado nesta manhã por um assessor parlamentar em sua residência na capital federal ao lado de sua cama. Ele teria sofrido o AVC durante a madrugada e depois teria caído da cama.

No hospital, o deputado foi submetido a um procedimento de drenagem, uma vez que uma cirurgia, devido à gravidade da lesão, não era recomendada. De acordo com o médico, o mais provável é que o AVC hemorrágico tenha sido espontâneo e não tenha relação com o AVC isquêmico que o deputado sofreu em 2007.

Fonte: http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jsp?uf=2&local=18&section=Pol%C3%ADtica&newsID=a2441040.xml&channel=65

8 de Março, Dia Internacional da Mulher: Queremos ser excomungad@s!  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

Eu também quero ser excomungada!
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=60071242&refresh=1



***



Aborto é um direito de todas!



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No dia Internacional da Mulher, não queremos flores, nem eletrodomésticos, nem produtos de beleza de alta qualidade... QUEREMOS NOSSOS DIREITOS - NADA MAIS, NADA MENOS.




***


8 de Março, Dia Internacional da Mulher

 

Médicos, mãe e envolvid@s no aborto legal de menina de 09 anos vítima de violência sexual são excomungad@s por arcebispo. Por isso, o Instituto de Estudos de Gênero criou a comunidade "Queremos ser excomungad@s".

 

Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos são direitos humanos.

 

Saiba mais sobre o caso (e assine o manifesto de apoio): http://www.ccr.org.br/default.asp

 

Participe da Comunidade: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=60071242&refresh=1

 

RESPONDA NO FÓRUM: PORQUE VOCÊ QUER SER EXCOMUNGAD@????

 

Ajude a divulgar.

 

Queremos ser excomungad@s!


Banca de Qualificação - Felipe B. M. Fernandes - PPGICH/UFSC - 03/03/2009  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes






8 de Março: Programação do Instituto de Estudos de Gênero  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

Defesa Rosa Maria Rodrigues de Oliveira  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes


Portaria Exame Qualificacao1.doc  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes





UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA



CENTRO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS


PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO
INTERDISCIPLINAR EM CIÊNCIAS HUMANAS/DOUTORADO












A Coordenadora do Programa de
Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências
Humanas/Doutorado, no uso de suas atribuições e
conforme o artigo 58, parágrafos 2
e 3 do Regimento do
Programa,











R E S O L V E:











Portaria nº 82/PPGICH/2009-
APROVAR a indicação dos nomes dos professores
doutores Miriam Pillar Grossi (orientadora); Luzinete Simões
Minella; Jimena Furlani e Joana Maria Pedro (co-orientador) para,
sob a presidência da primeira, comporem a Banca do Exame de
Qualificação do doutorando FELIPE BRUNO MARTINS
FERNANDES
, marcado para realizar-se dia 03 de março
de 2009, às 14:00 hs, na sala da Coordenação do
Curso Doutorado Interdisciplinar – do Centro de Filosofia e
Ciências Humanas desta Universidade.















Florianópolis, 03 de março de 2009.






















Profa. Dra. Joana Maria Pedro



Coordenadora do Programa



Qualificação de Projeto de Tese: Felipe Bruno Martins Fernandes  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes


Posse de Obama  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

Estimad@s colegas e ativistas sociais,

 

Hoje assistimos a posse de Obama, primeiro presidente negro dos Estados Unidos. Alguns pontos de seu discurso merecem reflexões conjuntas e eu proponho que a façamos aqui, no mundo virtual.

 

Como pessoa que torceu e fez, na medida do possível, campanha para o presidente americano, sinto-me na responsabilidade de pensar com vocês o que o seu discurso nos faz refletir, especialmente no que tange os direitos sexuais e direitos reprodutivos.

 

O discurso de Obama, como o discurso de vários presidentes atuantes na América Latina, segue uma narrativa populista, que o posiciona como o "pai" da nação, que tem a possibilidade (ou vontade) de prover para a "família". Desta forma, a família permanece como um tipo ideal em que a política busca modelos para seus discursos e diálogos com a população.

 

Outro ponto interessante é a nomeação da crise. Há uma crise e esta crise age em vários sentidos. Neste ponto, é interessante pensar que Obama compromete-se, na minha interpretação, com a assinatura do protocolo de Kioto e com a criação de alternativas de gasto energético. Mas esta crise não é só ambiental. Obama, numa espécie de "continuísmo" do governo Bush, propõe-se na luta contra o terrorismo. A história nos mostra como esta lógica atuou tanto para o combate ao terrorismo como para a legitimação de guerras por recursos materiais. Nesse sentido, há que observarmos atentamente para que caminhos a política de Obama seguirá no combate ao terrorismo. Que terrorismo é esse que ameaça a América na visão de Obama?

 

Entretanto, seria muito ingênuo pensar que Bush e Obama operam da mesma forma no que tange a luta contra o terrorismo, visto que Obama propõe o Iraque para o povo iraquiano e a paz no Afeganistão. Além disso, se posiciona como "amigo" dos países pobres. Para o presidente norte-americano, este país será amigo de todos aqueles que buscam a paz e a dignidade.

 

Ao mesmo tempo em que há o discurso da "amizade" entre os povos, há também um elogio a sua nação, próspera e construída com o trabalho de seu povo, vide juramento sobre a Bíblia. Se o cinismo é criticado por ele, há que o criticarmos pela crença ferrenha no progresso. Como a luta contra o terrorismo opera na lógica da guerra, a crença no progresso forma uma celeuma em que não sabemos claramente que progresso é esse e qual o destino ideal. Como disse Lyotard na década de 1980, o progresso pressupõe o não-progresso. Que não-progresso seria esse?

 

Sua proposta de governo, pelo que pude entender, será assentada fortemente no elogio ao trabalho e no combate a preguiça, o lazer e o ócio – discurso recorrente nos gestores do executivo americano. Há também um elogio ao estilo de vida americano, que não deve ser "desculpado" pelas críticas de outras nações. Entretanto, Obama pontua que o horizonte a ser vislumbrado é a "era da responsabilidade" e que o valor mais correto a ser seguido é a prudência.

 

A experiência com o governo Lula nos mostrou que os discursos "prudentes" também tem conseqüências. A prudência é para qual lado? Responsabilidade ou responsabilização? Seguindo a proposta de Obama, é com prudência que devemos agir quando falamos da nova gestão do executivo norte-americano. No último sábado uma das concorrentes a musa do carnaval no programa Caldeirão do Huck disse algo parecido com, "um outro mundo é possível, vide a eleição do presidente dos EUA".

 

Alguém tem informes sobre os compromissos de Obama com a luta feminista e LGBTTT?

 

Abraços fraternos,

 

Felipe

Uruguay - Ayer el senado aprobó ley que habilita cambio de Nombre y sexo registral  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

El Senado reconoce el derecho a cambiar de sexo y de nombre
Si usted, estimado lector, nació con genitales masculinos pero siente y se comporta como una fémina, pronto terminarán sus desdichas: el Senado sancionó la ley que proclama el derecho a la identidad de género y habilita el cambio de nombre y sexo registral.
JULIO GUILLOT


Cámara Alta. La oposición lanzó toda clase de trabas hacia las leyes aprobadas

Con la férrea oposición de blancos y colorados, el oficialismo dio sanción al polémico proyecto de ley impulsado por Susana, Margarita, Mónica, Couriel, Bentancor y Michelini, y que ahora deberá ser tratado por la Cámara Baja.

En resumen, el texto es el resultado de un proceso de trabajo e intercambio con las organizaciones de lucha contra la discriminación, y se sustenta en el respeto a la diversidad sexual, así como en el reconocimiento de la identidad de género como componente esencial de la personalidad. En fin, no voy a aburrir a las y los lectoras y lectores con la descripción de una realidad que todos conocen, pero les transcribo el artículo 1º de la ley, que resume el espíritu que animó a sus redactores: "Toda persona tiene derecho al libre desarrollo de su personalidad conforme a su propia identidad de género, con independencia de cuál sea su sexo biológico, genético, anatómico, morfológico, hormonal, de asignación u otro. Este derecho incluye el de ser identificado de forma que se reconozca plenamente la identidad de género propia y la consonancia entre esta identidad y el nombre y el sexo señalados en los documentos identificatorios de la persona, sean las actas del Registro Civil, los documentos de identidad, electorales, de viaje u otros".

Después de la prolija exposición de Margarita Percovich, las voces blancas y coloradas conformaron un coro bien afiatado que entonó diatribas de toda índole contra la ley. Allí aparecieron Amaro y Long cuestionando aspectos puntuales de la norma, como los problemas que se pueden suscitar con el uso de baños públicos o vestuarios. Heber se puso filosófico ­metafísico, casi­ preguntándose (sin hallar respuesta a su tribulación) si al cambiar de sexo estamos realmente ante un individuo perteneciente al otro sexo o si se trata de un tercer sexo.

Pero el que se llevó las palmas fue Gallinal. Sorprendiendo a todos, el correntoso representante de UNA no vaciló en calificar la ley de "una aberración, la negación de la condición humana". A continuación, se preguntó con ironía cuántas veces se podía cambiar de sexo, ya que nada impide que un hombre se convierta en mujer y, al cabo de un tiempo, vuelva a convertirse en hombre; también se preguntó qué pasaría si en un matrimonio normalmente constituido uno de los cónyuges decide cambiar de sexo.

A esta altura, intervino Gargano para hacer notar que la ley posibilita el cambio pero no obliga a nadie, y que las lesbianas podrán seguir siendo mujeres y los pederastas, hombres (si así lo desean).

Moreira, impetuoso como siempre, centró su argumentación en aspectos jurídicos. Según el coloniense, esta ley modifica sustancialmente el Código Civil en asuntos como la patria potestad, el matrimonio civil, la minoridad. Se refería a que la ley habilita que los transexuales contraigan enlace, con lo cual se estaría habilitando el matrimonio entre homosexuales, violando así disposiciones constitucionales sobre la naturaleza de la familia.

Susana Dalmás lo interrumpió para hacerle notar el yerro en que incurría pues se trata de transexuales, es decir personas que cambian su sexo de origen por el otro, de manera que un matrimonio entre un varón y una mujer devenida tal después de haber nacido varón, no es un matrimonio homosexual sino heterosexual. "Es un colectivo diferente del que conforman gays y lesbianas", explicó Susana.

Da Rosa, siempre con espíritu constructivo, mocionó para que el tema pasara a la Comisión de Constitución, Legislación y Códigos de manera de analizar los efectos jurídicos que desvelan a sus correligionarios, pero su propuesta naufragó ante la negativa del oficialismo. Finalmente, se puso a votación con el resultado de 17 en 26. Cid celebró el hecho afirmando que la salud es un equilibrio entre lo biológico, lo psicológico y lo social. La votación en particular arrojó resultados dispares pues algunos artículos fueron acompañados por Antía, por Amaro, o por da Rosa.

Los ocupantes de las barras observaron un estricto silencio pero no ocultaron su satisfacción por el resultado de la votación.

LIBERTAD DE PRENSA
Este proyecto había empezado a tratarse en la sesión del martes 2 pero había vuelto a Comisión para pulir pequeños aspectos. En la sesión de ayer quedó finalmente aprobado el texto que introduce modificaciones a la Ley de Prensa de noviembre de 1989, y sustituye los artículos 138, 173 y 336 del Código Penal, referidos al atentado a la vida, libertad u honor de los jefes de Estado extranjeros, al desacato por ofensa, a la difamación e injurias.

En rasgos generales, se puede afirmar que la nueva norma ­que ahora deberá ser analizada por Diputados­ recoge las demandas de los periodistas de adecuar las normas en materia de libertad de prensa ya que se mantenían algunos resabios autoritarios.

Entre otros aspectos, cabría señalar que se establece el derecho del periodista acusado a probar la verdad de los hechos y la verosimilitud de las calidades atribuidas al ofendido. En el caso de los ataques a jefes de Estado extranjeros, se suprime el atentado al honor. Y finalmente, se deroga parte de un decreto que establecía castigo de prisión para el que no guarde el debido respeto a la bandera, al escudo o al himno nacional. El Cuarteto de Nos podrá grabar un nuevo disco...

"LOS PIONES VAN A LIGAR"
Así es, caros lectores: ya no estarán "pior que los güeyes", como decía Julián García en sus "Milongas de un gaucho pobre". El Senado aprobó, con algunas modificaciones, el proyecto de ley sancionado por Diputados, que regula la duración de la jornada laboral y el régimen de descansos para los trabajadores del sector rural.

Después del pormenorizado informe de Víctor Vaillant, el quincista Carlos Ramela ­suplente de Isaac Alfie­ manifestó su disconformidad con las modificaciones introducidas en la Comisión del Senado, al entender que dichas modificaciones eran producto de una postura demasiado estricta y le habían dado una excesiva rigidez.

Pero Walter Campanella ­supliendo a Julio Lara­ fue más lejos. Aseveró que con esta ley se les aumenta el horario a los peones, que es impracticable e incontrolable, y que revela un absoluto desconocimiento de la realidad de nuestro agro. Reinaldo Gargano, por su parte, no vaciló en catalogar la ley como un "paso histórico", y Jorge Saravia (que algo sabe del asunto) expresó con vehemencia su profunda satisfacción por la aprobación de una norma por la que se venía luchando desde comienzos del siglo pasado; incluso recordó que en 1957 don Daniel Fernández Crespo había propuesto la ley de ocho horas para los trabajadores paperos y remolacheros. Señaló la minuciosidad de la norma que contempla rubro por rubro y terminó asegurando que se trata de un "gran proyecto" por el que él había luchado como productor y como esquilador. A continuación, el "Ñato" quiso dejar una extraña constancia.

"Quiero dejar constancia de que las barras están desiertas en momentos que el Senado se apresta a sancionar una norma tan trascendente como ésta", afirmó con su vozarrón el líder capelista, para concluir dedicando su voto favorable "a todos los que sufrieron en este país, a los muertos, torturados, desaparecidos por luchar por una ley como ésta". 22 senadores en 25 presentes alzaron su mano. Lo hicieron los frentistas y Amaro, Heber, da Rosa, Abreu y Penadés.

La República 17 de diciembre de 2008.-


El Senado reconoce el derecho a cambiar de sexo y de nombre

Si usted, estimado lector, nació con genitales masculinos pero siente y se comporta como una fémina, pronto terminarán sus desdichas: el Senado sancionó la ley que proclama el derecho a la identidad de género y habilita el cambio de nombre y sexo registral.

JULIO GUILLOT

Cámara Alta. La oposición lanzó toda clase de trabas hacia las leyes aprobadas
Cámara Alta. La oposición lanzó toda clase de trabas hacia las leyes aprobadas

Con la férrea oposición de blancos y colorados, el oficialismo dio sanción al polémico proyecto de ley impulsado por Susana, Margarita, Mónica, Couriel, Bentancor y Michelini, y que ahora deberá ser tratado por la Cámara Baja.

En resumen, el texto es el resultado de un proceso de trabajo e intercambio con las organizaciones de lucha contra la discriminación, y se sustenta en el respeto a la diversidad sexual, así como en el reconocimiento de la identidad de género como componente esencial de la personalidad. En fin, no voy a aburrir a las y los lectoras y lectores con la descripción de una realidad que todos conocen, pero les transcribo el artículo 1º de la ley, que resume el espíritu que animó a sus redactores: "Toda persona tiene derecho al libre desarrollo de su personalidad conforme a su propia identidad de género, con independencia de cuál sea su sexo biológico, genético, anatómico, morfológico, hormonal, de asignación u otro. Este derecho incluye el de ser identificado de forma que se reconozca plenamente la identidad de género propia y la consonancia entre esta identidad y el nombre y el sexo señalados en los documentos identificatorios de la persona, sean las actas del Registro Civil, los documentos de identidad, electorales, de viaje u otros".

Después de la prolija exposición de Margarita Percovich, las voces blancas y coloradas conformaron un coro bien afiatado que entonó diatribas de toda índole contra la ley. Allí aparecieron Amaro y Long cuestionando aspectos puntuales de la norma, como los problemas que se pueden suscitar con el uso de baños públicos o vestuarios. Heber se puso filosófico ­metafísico, casi­ preguntándose (sin hallar respuesta a su tribulación) si al cambiar de sexo estamos realmente ante un individuo perteneciente al otro sexo o si se trata de un tercer sexo.

Pero el que se llevó las palmas fue Gallinal. Sorprendiendo a todos, el correntoso representante de UNA no vaciló en calificar la ley de "una aberración, la negación de la condición humana". A continuación, se preguntó con ironía cuántas veces se podía cambiar de sexo, ya que nada impide que un hombre se convierta en mujer y, al cabo de un tiempo, vuelva a convertirse en hombre; también se preguntó qué pasaría si en un matrimonio normalmente constituido uno de los cónyuges decide cambiar de sexo.

A esta altura, intervino Gargano para hacer notar que la ley posibilita el cambio pero no obliga a nadie, y que las lesbianas podrán seguir siendo mujeres y los pederastas, hombres (si así lo desean).

Moreira, impetuoso como siempre, centró su argumentación en aspectos jurídicos. Según el coloniense, esta ley modifica sustancialmente el Código Civil en asuntos como la patria potestad, el matrimonio civil, la minoridad. Se refería a que la ley habilita que los transexuales contraigan enlace, con lo cual se estaría habilitando el matrimonio entre homosexuales, violando así disposiciones constitucionales sobre la naturaleza de la familia.

Susana Dalmás lo interrumpió para hacerle notar el yerro en que incurría pues se trata de transexuales, es decir personas que cambian su sexo de origen por el otro, de manera que un matrimonio entre un varón y una mujer devenida tal después de haber nacido varón, no es un matrimonio homosexual sino heterosexual. "Es un colectivo diferente del que conforman gays y lesbianas", explicó Susana.

Da Rosa, siempre con espíritu constructivo, mocionó para que el tema pasara a la Comisión de Constitución, Legislación y Códigos de manera de analizar los efectos jurídicos que desvelan a sus correligionarios, pero su propuesta naufragó ante la negativa del oficialismo. Finalmente, se puso a votación con el resultado de 17 en 26. Cid celebró el hecho afirmando que la salud es un equilibrio entre lo biológico, lo psicológico y lo social. La votación en particular arrojó resultados dispares pues algunos artículos fueron acompañados por Antía, por Amaro, o por da Rosa.

Los ocupantes de las barras observaron un estricto silencio pero no ocultaron su satisfacción por el resultado de la votación.

 

LIBERTAD DE PRENSA

Este proyecto había empezado a tratarse en la sesión del martes 2 pero había vuelto a Comisión para pulir pequeños aspectos. En la sesión de ayer quedó finalmente aprobado el texto que introduce modificaciones a la Ley de Prensa de noviembre de 1989, y sustituye los artículos 138, 173 y 336 del Código Penal, referidos al atentado a la vida, libertad u honor de los jefes de Estado extranjeros, al desacato por ofensa, a la difamación e injurias.

En rasgos generales, se puede afirmar que la nueva norma ­que ahora deberá ser analizada por Diputados­ recoge las demandas de los periodistas de adecuar las normas en materia de libertad de prensa ya que se mantenían algunos resabios autoritarios.

Entre otros aspectos, cabría señalar que se establece el derecho del periodista acusado a probar la verdad de los hechos y la verosimilitud de las calidades atribuidas al ofendido. En el caso de los ataques a jefes de Estado extranjeros, se suprime el atentado al honor. Y finalmente, se deroga parte de un decreto que establecía castigo de prisión para el que no guarde el debido respeto a la bandera, al escudo o al himno nacional. El Cuarteto de Nos podrá grabar un nuevo disco...

 

"LOS PIONES VAN A LIGAR"

Así es, caros lectores: ya no estarán "pior que los güeyes", como decía Julián García en sus "Milongas de un gaucho pobre". El Senado aprobó, con algunas modificaciones, el proyecto de ley sancionado por Diputados, que regula la duración de la jornada laboral y el régimen de descansos para los trabajadores del sector rural.

Después del pormenorizado informe de Víctor Vaillant, el quincista Carlos Ramela ­suplente de Isaac Alfie­ manifestó su disconformidad con las modificaciones introducidas en la Comisión del Senado, al entender que dichas modificaciones eran producto de una postura demasiado estricta y le habían dado una excesiva rigidez.

Pero Walter Campanella ­supliendo a Julio Lara­ fue más lejos. Aseveró que con esta ley se les aumenta el horario a los peones, que es impracticable e incontrolable, y que revela un absoluto desconocimiento de la realidad de nuestro agro. Reinaldo Gargano, por su parte, no vaciló en catalogar la ley como un "paso histórico", y Jorge Saravia (que algo sabe del asunto) expresó con vehemencia su profunda satisfacción por la aprobación de una norma por la que se venía luchando desde comienzos del siglo pasado; incluso recordó que en 1957 don Daniel Fernández Crespo había propuesto la ley de ocho horas para los trabajadores paperos y remolacheros. Señaló la minuciosidad de la norma que contempla rubro por rubro y terminó asegurando que se trata de un "gran proyecto" por el que él había luchado como productor y como esquilador. A continuación, el "Ñato" quiso dejar una extraña constancia.

"Quiero dejar constancia de que las barras están desiertas en momentos que el Senado se apresta a sancionar una norma tan trascendente como ésta", afirmó con su vozarrón el líder capelista, para concluir dedicando su voto favorable "a todos los que sufrieron en este país, a los muertos, torturados, desaparecidos por luchar por una ley como ésta". 22 senadores en 25 presentes alzaron su mano. Lo hicieron los frentistas y Amaro, Heber, da Rosa, Abreu y Penadés.

La República 17 de diciembre de 2008.-

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