Alunos da rede pública estadual de SC vencem o Prêmio Escola da Unesco
Fonte: http://www.sed.sc.gov.br/joomla/index.php?option=com_content&task=view&id=247&Itemid=57
| Por Suely de Aguiar | |
| 24 de outubro de 2007 | |
| Dois alunos de escolas da rede pública estadual de Santa Catarina, Roberta Maran Perines, 13 anos, e Ismailer Scottimi dos Santos, 17 anos, ficaram entre os primeiros vencedores no Prêmio Escola, que conta com a participação de estudantes de todo o país. Em sua 6ª edição, o concurso premia os melhores cartazes, confeccionados pelos estudantes, retratando a prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), AIDs e o uso de drogas. O tem central é "Como posso contribuir para a prevenção da AIDS? O aluno Clemari Santos, 27 anos, do Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja) de Videira recebeu menção honrosa. Roberta, que conquistou o primeiro lugar na categoria Ensino Fundamental, estuda na Escola de Educação Básica Dr. Theodureto C. Faria Souto, do município de Dionísio Cerqueira e teve como orientadora a professora Elsa da Rocha. Ismailer é estudante do Ensino Médio da Escola de Educação Básica Ana Godin, de Laguna e contou com a orientação da professora Maria Isabel Henrique. "Você tem acesso à prevenção? Chocolate é um presentão". A frase chama a atenção do cartaz sobre AIDS que rendeu menção honrosa a Clemari Santos, aluno do Ceja de Videira. A palavra AIDS aparece em destaque na parte superior do cartaz. À direita está a frase escrita em letras ornamentais e à esquerda o desenho de um casal, mostrando o namorando presenteando a garota com uma caixa de bombons. O Prêmio Escola é promovido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef); Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crimes (Unodoc), Fundo de População das Nações Unidas (UNFP) e o Programa Nacional de DST/AIDS (PN-DST/AIDS) dos Ministérios da Saúde e da Educação. Para a gerente de Educação de Jovens e Adultos da Secretaria de Estado da Educação, Elisabete Paixão, o fato dos estudantes catarinenses vencerem concurso de tamanha grandeza é mais uma prova de que o setor educacional de Santa Catarina continua sendo referência para os demais estados brasileiros. E saber que um jovem, que já saiu da adolescência mas não perdeu as esperanças de concluir a educação básica, recebeu menção honrosa é mais um motivo de orgulho para o Governo do Estado que luta pela universalização da educação em todos os níveis. |
Eles concluíram que os homens homossexuais em cargos de gerência ou empregos de baixa qualificação ganham menos que os heterossexuais, por causa da discriminação dos patrões.
"Foi surpreendente ver como é consistente (a idéia) de que os homens gays tendiam a ser mais discriminados em profissões tradicionalmente dominadas por heterossexuais masculinos -operários, trabalhos braçais, postos de gerência também", disse pesquisador Bruce Elmslie, professor de economia da universidade, à Reuters.
O estudo concluiu que homossexuais que vivem com os parceiros ganham 23 por cento menos que os homens casados e 9 por cento menos que os heterossexuais que vivem com uma mulher.
Eles examinaram as dez ocupações com maior participação de homens e mulheres homossexuais, e concluíram que a discriminação ocorre mais claramente em ocupações tradicionalmente masculinas e de baixa qualificação, como construção, limpeza e manutenção.
Mas Elmslie e seu colega Edinaldo Tebaldi concluíram que as lésbicas não sofrem discriminação trabalhista em comparação com as colegas heterossexuais.
Espaço B - 25/11: sessão de vídeo fala de amor, sexualidades e família
Na quinta, 25/10, o Espaço B exibe o longa C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor (C.R.A.Z.Y., 2005) do diretor Jean Marc Valée para embalar o bate-papo sobre amor, sexualidades e família.
25/10/07 - C.R.A.Z.Y . - Loucos de amor
C.R.A.Z.Y.(Canadá,2005), sucesso na Mostra de Cinema de São Paulo e no Festival Mix Brasil, foi também citado num texto de Contardo Caligaris como uma obra de utilidade pública. É a história de Zac, um garoto que se torna adulto e homossexual entre uma mãe religiosa, um pai banalmente machista e quatro irmãos.
O nome do filme vem das iniciais do nome dos cinco irmãos - Christian, Raymond, Antonie, Zac e Yvan - escolhidos pelos pais para que, quando alinhados, as iniciais formassem a palavra crazy. Desse modo, é de se esperar que o filme fale de família.
Inspirado nas experiências vividas pelo co-roteirista François Boulay, C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor não cai na fácil armadilha de reduzir seu roteiro à jornada de um rapaz rumo à descoberta de sua homossexualidade. Os conflitos são sutilmente pontuados ao longo da relação familiar e o filme acompanha a vida dos personagens entre amores e desafetos, sempre a partir do ponto de vista de Zac, que nasceu no Natal de 1960.
O filme fala também de uma época, cuja descrição fiel custou caro, especialmente em direitos autorais. A trilha sonora custou à produção cerca de 530 mil dólares. Para introduzir no filme todos os trechos musicais necessários, o diretor Jean-Marc Vallée precisou reduzir seu cachê. C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor também foi impedido de ser exibido nos Estados Unidos pelo alto custo dos direitos locais da trilha-sonora. Em uma das cenas marcantes do filme, Zac imita o estilo glam rock do cantor David Bowie, cantando Space Oddity. A direção de arte dimensiona a atmosfera da década de 60, 70 e 80, com mudanças nas roupas, nos penteados, nas músicas, nos objetos. 
Resenhas (sites em português):
http://www.verdestrigos.org/sitenovo/site/cronica_ver.asp?id=1126
http://cinema.uol.com.br/ultnot/2006/11/23/ult26u22849.jhtm
http://www.guiadasemana.com.br/film.asp?ID=11&cd_film=1438
http://imagem_em_movimento.blogspot.com/2007/01/crazy-loucos-de-amor-crazy-de-jean.html
Onde: Espaço Impróprio - Rua Dona Antônia de Queiroz, 40 (travessa da R. Augusta no sentido centro, o Espaço fica entre a R. Augusta e a R. Frei Caneca)
Quando: quinta-feira, 25/10/2007, 19h
Atividade gratuita
Mais informações: (11) 3362 2361
Espaço B é uma das atividades mantidas pela Associação do Orgulho GLBT de São Paulo. Acontece às quintas-feiras, com periodicidade quinzenal. A proposta do Espaço B é ser um grupo de reflexão sobre (bi)sexualidades, reunindo pessoas de todas as idades, classes, credos, etnias, tribos, sexos, orientações sexuais ou identidades de gênero e que tenham interesse em encarar um tema sobre o qual ainda há muito preconceito e que pode permitir repensar valores. Acima de tudo, é um espaço a ser construído com a sua contribuição. - www.paradasp.org.br
O Espaço Impróprio é um centro (contra)cultural que segue os princípios do faça-você-mesmo. Todo o dinheiro arrecadado nas atividades é destinado a ajudar a manter o espaço físico (aluguel, contas, reformas) e viabilizar outros projetos (biblioteca, cybercafé, etc.). - www.improprio.org
Bom dia sou Beto de Jesus, ativista brasileiro, membro da ILGA – Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Pessoas Trans e intersexuais. Perdoem-me por não falar sua língua. Vou apresentar nossa situação na região latino-americana e caribenha.
Muitos avanços já foram conseguidos no sentido de assegurar que as pessoas de todas as orientações sexuais e identidades de gênero possam viver com a mesma dignidade e respeito a que todas as pessoas têm direito.
Algumas sociedades latino-americanas têm avançado muito na tolerância e respeito com a diversidade sexual, como também na não-discriminação baseada no sexo, na orientação sexual e na identidade de gênero. Ainda falta muito para fazer e nosso trabalho com ILGA aponta estabelecer propostas para uma agenda LGBTI latino-americana e caribenha na luta mais ampla contra a discriminação.
A discriminação por orientação sexual e identidade de gênero tem conseqüências na saúde sexual e física, e nos processos de mal estar mental (angustia, depressão e outros), mas além do HIV, que também ataca fortemente nossos países. A esses problemas relativos a saúde, cabe incluir outros danos sociais por homofobia, lesbofobia e transfobia: o isolamento, a marginalização e os crimes e atos de violência que afetam pessoas LGBTI, atos sobre os quais rara vez se investiga e condena os culpados.
Entretanto, violações de direitos humanos que atingem pessoas por causa de sua orientação sexual ou identidade de gênero, real ou percebida, constituem um padrão global e consolidado, que causa sérias preocupações. O rol dessas violações inclui execuções extra-judiciais, tortura e maus-tratos, agressões sexuais e estupro, invasão de privacidade, detenção arbitrária, negação de oportunidades de emprego e educação e sérias discriminações em relação ao gozo de outros direitos humanos. Estas violações são com freqüência agravadas por outras formas de violência, ódio, discriminação e exclusão, como aquelas baseadas na raça, idade, religião, deficiência ou status econômico, social ou de outro tipo.
Ao largo da história, a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero está ligada a numerosos crimes, que tem-se registrado no México, Brasil, Chile, Argentina, Peru e outros países da região. A impunidade generalizada destes crimes, conhecidos como crimes de ódio é coerente com os altos níveis de homofobia, lesbofobia e transfobia presentes em toda região.
Em 2007 ILGA fez um informe mundial das leis que proíbem a atividade sexual com consentimento entre pessoas adultas, não menos que 85 países membros das Nações Unidas seguem criminalizando os atos sexuais entre essas pessoas promovendo com isso de maneira institucional uma cultura do ódio.
Belize, Costa Rica, Guiana, Panamá, Jamaica e Nicarágua são exemplos onde se criminaliza a homossexualidade. Nicarágua tem o artigo 204 em seu Código Penal de 1992 que decreta que sofrerá pena de 1 a 3 anos de prisão quem cometer sodomia. Muitos de nossos ativistas estão sendo perseguidos por essa lei.
Tenho muitas preocupações com a situação de nossos países. Tenho também muitas perguntas e gostaria de dialogar com os participantes desta conferência, mesmo não falando inglês, e essa já é uma das preocupações.
Eu gostaria de saber se muitas organizações aqui presentes que apóiam esse evento estão no Brasil e na América Latina e Caribe e se apóiam nossas lutas? Temos em minha cidade (São Paulo) a maior Parada do Orgulho LGBTI do mundo, com mais de 3 milhões de pessoas. Mesmo assim muitas organizações não nos recebem para uma reunião.
Gostaria também de saber como podemos ter um dialogo mais interativo e franco com vocês, membros participantes desta conferência. Me preocupa que não vejo na agenda temas tão importantes para nossa luta, por exemplo:
1) Advocacy internacional nas Nações Unidas por uma resolução sobre orientação sexual e identidade de gênero;
2) Discussão sobre a Convenção Inter-americana contra o racismo e toda forma de discriminação e intolerância apresentada na OEA – Organização dos Estados Americanos;
3) Discussão sobre os Princípios de Yogyakarta que trata de uma ampla gama de normas de direitos humanos e sua aplicação nos assuntos de orientação sexual e identidade de gênero. Os Princípios afirmam a obrigação primordial dos países de implementarem os direitos humanos.
Estou aqui aberto e com muita vontade de aprender com vocês, numa busca de apoios para termos um mundo mais livre e justo com direitos garantidos para todas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Pessoas Trans e intersexuais do SUL e do NORTE.
Obrigado!
Introdução
O diálogo interparlamentar é uma das iniciativas de fundamental importância para a ampliação e fortalecimento da democracia e do processo de integração. A constatação de que ações no campo da política internacional não podem ficar adstritas ao Executivo vem gradativamente ganhando força junto aos Parlamentos e, por conseguinte ampliando sua ação nesse campo.
O curso Diplomacia Parlamentar, a distância via internet, visa contribuir com a intervenção dos parlamentares nas relações com a comunidade internacional, uma vez que para uma ação eficaz neste terreno é imprescindível conhecer preceitos e organismos internacionais onde se constroem as políticas e decisões.
A iniciativa é gratuita, realizada pelo Instituto Universitas com o apoio da Fundação Alexandre de Gusmão.
A quem se destina
Vereadores, deputados estaduais e federais, ou agentes do poder público envolvido com o diálogo internacional.
Introdução
O diálogo interparlamentar é uma das iniciativas de fundamental importância para a ampliação e fortalecimento da democracia e do processo de integração. A constatação de que ações no campo da política internacional não podem ficar adstritas ao Executivo vem gradativamente ganhando força junto aos Parlamentos e, por conseguinte ampliando sua ação nesse campo.
O curso Diplomacia Parlamentar, a distância via internet, visa contribuir com a intervenção dos parlamentares nas relações com a comunidade internacional, uma vez que para uma ação eficaz neste terreno é imprescindível conhecer preceitos e organismos internacionais onde se constroem as políticas e decisões.
A iniciativa é gratuita, realizada pelo Instituto Universitas com o apoio da Fundação Alexandre de Gusmão.
A quem se destina
Vereadores, deputados estaduais e federais, ou agentes do poder público envolvido com o diálogo internacional.
| ||
| Volto do inferno. Procuro desesperadamente uma maneira para lhes contar o que vi e ouvi na República Democrática do Congo. Procuro uma maneira para lhes narrar as histórias e as atrocidades, e, ao mesmo tempo, evitar que fiquem abatidos, chocados ou afetados mentalmente. Procuro uma maneira de lhes transmitir o meu testemunho sem gritar, sem me imolar ou sem procurar uma AK 47. Não sou a primeira pessoa que denuncia as violações, as mutilações e as desfigurações das mulheres do Congo. Existem relatórios a respeito deste problema desde 2000. Não sou a primeira que conta essas histórias, mas, como escritora e militante contra a violência sexual contra as mulheres, vivo no mundo da violação. Passei dez anos a ouvir as histórias de mulheres violadas, torturadas, queimadas e mutiladas na Bósnia, Kosovo, Estados Unidos, Cidade Juárez (México), Quênia, Paquistão, Haiti, Filipinas, Iraque e Afeganistão. E, apesar de saber que é perigoso comparar atrocidades e sofrimentos, nada do que eu tinha escutado até agora foi tão horrível e aterrorizador como a destruição da espécie feminina no Congo. A situação não é mais do que um feminicídio, e temos que a reconhecer e analisar como tal. É um estado de emergência. As mulheres são violadas e assassinadas a toda hora. Os crimes contra o corpo da mulher já são horríveis por si. No entanto, há que acrescentar o seguinte: por causa de uma superstição que diz que, se um homem viola mulheres muito jovens ou muito idosas, obtém poderes especiais, meninas de menos de doze anos de idade e mulheres de mais de oitenta anos são vítimas de violação. Também é necessário acrescentar as violações das mulheres em frente de seus maridos e filhos. Mas a maior crueldade é a seguinte: soldados soropositivos organizam comandos nas aldeias para violar as mulheres, mutilá-las. Há relatos de centenas de casos de fístulas na vagina e no reto causadas pela introdução de paus, armas ou violações coletivas. Essas mulheres já não conseguem controlar a urina ou as fezes. Depois de serem violadas, as mulheres são também abandonadas por sua família e sua comunidade. No entanto, o crime mais terrível é a passividade da comunidade internacional, das instituições governamentais, dos meios de comunicação... a indiferença total do mundo perante tal extermínio. Passei duas semanas em Bukavu e Goma entrevistando as sobreviventes. Algumas eram de Bunia. Efetuei pelo menos oito horas de entrevistas por dia. Almocei e fui a sessões de terapia com essas mulheres. Chorei com elas. O nível de atrocidades supera a imaginação. Não tinha visto em nenhuma parte esse tipo de violência, de tortura sexual, de crueldade e de barbárie. No leste do Congo existe um clima de violência. Nesta zona as violações tornaram-se, tal como me disse uma sobrevivente, um "esporte nacional". As mulheres são menos do que cidadãs de segunda classe. Os animais são mais bem tratados. Parece que todas as tropas estão implicadas nas violações: as FDLR, as Interahamwe, o exército congolês e até as Forças de Paz da ONU. A falta de prevenção, de proteção e a ausência de sanções são alarmantes. Passei uma semana no Hospital de Panzi, vivendo em uma aldeia de mulheres violadas e torturadas. Era como uma cena de um filme de terror futurista. Ouvi histórias de mulheres que viram os seus filhos serem brutal e cinicamente assassinados. Mulheres que foram forçadas, sob a ameaça de armas, a ingerir excrementos, a beber urina ou a comer bebês mortos. Mulheres que foram testemunhas da mutilação genital dos seus maridos ou, durante semanas, violadas por grupos de homens. Essas mulheres faziam fila para me contar as suas histórias. Os traumas eram enormes e o sofrimento extremamente profundo. Sentei-me com mulheres que tinham sido cruelmente abandonadas por suas famílias, excluídas por causa do seu cheiro, e pelo que tinham sofrido. Eu quero lhes falar da Noella. Mudei-lhe o nome para a proteger porque ela só tem nove anos de idade. Noella vive dentro de mim agora, persegue-me, leva-me a agir, a lembrar. Ela é magra, muito inteligente e viva. O dano está no seu corpo ligeiramente torto, envergonhado, preocupado. Ela sente a ansiedade nos seus pequenos dedos. Começa a contar a sua história como se ainda vivesse. Para ela o tempo parou. "Uma noite as Interahamwe vieram à nossa casa. Eles não deixaram nada. Pilharam nossa casa. Levaram a minha mãe para um lado, o meu pai para outro e a mim para outro. Levaram-me para o mato. Um deles pôs qualquer coisa dentro de mim. Não sei o que foi. Um disse para o outro, não faça isso, não faça mal a uma criança. O outro me bateu. Eu fiquei sangrando. Ele me bateu mais e eu caí. Depois me abandonou. Passei duas semanas com os soldados. Eles me violaram constantemente. Às vezes usavam paus. Um dia me deixaram no mato. Tentei caminhar até a casa do meu tio. Consegui, mas estava demasiado fraca. Tinha febre. Estava muito mal. Cheguei até a casa. O meu pai tinha sido morto. A minha mãe voltou, mas em muito mau estado. Comecei a perder a urina e as fezes sem controle. Depois minha mãe percebeu que eles tinham me violado e destruído. Eles registraram o que tinha me acontecido e me trouxeram para cá. Estou contente por estar aqui. Já não perco a urina e ninguém ri de mim. Os rapazes riem de mim. Já não tenho vergonha. Deus julgará aqueles homens, porque eles não sabem o que fazem. Quero me restabelecer. Também penso em como eles mataram o meu pai. Sempre que penso no meu pai as lágrimas caem pelo rosto." O Dr. Mukwege, que, tanto quanto posso dizer, é um tipo de médico "santo" no hospital, disse-me que a uretra da Noella está destruída. Sendo tão jovem, ela não tem tecido suficiente para operar. Terá de esperar oito anos. Oito anos de vergonha e humilhação. Oito anos em que será forçada a recordar todos os dias o que aqueles homens lhe fizeram na floresta, antes dela ter idade suficiente para saber o que era um pênis. Ela é incontinente. O médico me disse: "O que acontece a essas jovens é terrível. Elas têm muito medo de serem tocadas por homens. Às vezes leva semanas até eu conseguir tratá-las. Dou-lhes bombons e trago-lhes bonecas." As mulheres sofrem imensamente. Estão debilitadas pelas violações, as torturas e a brutalidade. Não têm praticamente apoio nenhum. Depois de viver essas atrocidades, são incapazes de trabalhar nos campos ou de transportar coisas pesadas, por isso deixam de ter renda. Vi chegar pelo menos doze mulheres por dia a essa aldeia. Chegavam mancando e apoiadas em bengalas feitas à mão. Várias mulheres contaram-me que "as florestas cheiravam à morte", e que "não se podia dar nem cinco passos sem tropeçar com um corpo". Durante a semana que passei em Panzi, o governo cortou a água. Por isso, o hospital, onde havia centenas de mulheres feridas, ficou sem água. O mesmo hospital pelo qual as mulheres tinham andado mais de sessenta quilômetros porque não havia outro mais perto. O mesmo hospital onde não havia nada para comer, (duas crianças morreram por má nutrição em um dia), onde as mulheres tinham de ficar durante meses, às vezes anos, porque as suas aldeias eram tão perigosas ou porque eram tão rejeitadas, após terem sido violadas e desonradas, que não tinham um lugar para onde voltar, onde as mulheres não podiam apresentar queixa porque os violadores podiam facilmente comprar a sua saída da prisão, voltar e violá-las outra vez, ou matá-las. E, enquanto nós estamos aqui escrevendo nosso relatório, há mulheres que estão sendo violadas, meninas que estão sendo destroçadas para sempre, mulheres sendo testemunhas do assassinato (a golpe de catana) de suas famílias, e outras que estão sendo infectadas pelo vírus da AIDS. Onde está a nossa indignação? Onde está a consciência das pessoas? Em 1999, eu voltei aos Estados Unidos de uma viagem ao Afeganistão, ainda debaixo do poder dos talibãs. As condições das mulheres, a violência... era uma loucura. Dirigi-me a todas as pessoas que consegui encontrar, canais de televisão, revistas, líderes etc. Com exceção de uma revista, ninguém parecia estar interessado no problema das mulheres afegãs. Naquela altura eu sabia que, se não se interviesse, se o mundo não se levantasse e ajudasse as mulheres, haveria graves conseqüências internacionais. Sabemos o que aconteceu depois. Não apenas o 11 de Setembro, mas a reação ao 11 de Setembro, a profanação do Iraque, a justificação dos ataques preventivos, o aumento da militarização e violência e o terror que ainda hoje continua a aumentar. As mulheres são o centro de qualquer cultura e sociedade. Embora possam não ter poder ou direitos, o modo como são tratadas ou não valorizadas, indica o que a sociedade sente em relação à própria vida. As mulheres do Congo são resistentes, poderosas, visionárias e solidárias. Com poucos recursos elas poderiam ser líderes do país e tirá-lo do seu atual estado de desordem, pobreza e caos; ou podem ser aniquiladas e, com elas, o futuro do país. A República Democrática do Congo é o coração da África, o centro dinâmico e a promessa do futuro. Se se permitir a destruição das mulheres, mata-se a vida, não apenas do Congo, mas de todo o continente africano. Eu estou aqui como artista e ativista, mas, sobretudo, estou aqui como um ser humano destroçado pelo que ouvi na República Democrática do Congo. Estou aqui para implorar àqueles que têm poder, para declarar estado de emergência no leste do Congo, para dar um nome ao que está sendo feito às mulheres: feminicídio. Para se unirem à nossa campanha internacional para parar as violações do melhor recurso do Congo, e dar poder às mulheres e jovens do Congo. Para desenvolver os mecanismos para proteger essas mulheres, para impedir esses crimes horrorosos e desumanos. Recomendações para terminar com a violência contra as mulheres e jovens na República do Congo A impunidade da violência sexual tem que terminar. Apesar de centenas de milhares de mulheres e jovens violadas, não houve, praticamente, nenhuma acusação. Incumbe a toda a comunidade internacional fortalecer mecanismos na República Democrática do Congo para assegurar que os violadores serão levados à Justiça, e as vítimas protegidas, através de ações judiciais. (Mais mulheres juízas, assim como mais mulheres na polícia e advogadas são essenciais para que isso aconteça). Está previsto que membros do Conselho de Segurança vão à República Democrática do Congo na próxima semana. É importante que eles: a) Falem com o Governo seriamente sobre o assunto da violência sexual. Devem abordar esse tema com o presidente, e perguntar, especificamente, o que ele está fazendo para assegurar que os militares (que são os que mais cometem esses crimes) não cometam crimes de violência sexual, e que os comandantes sejam responsabilizados pelas ações dos seus soldados, e que os soldados sejam também levados à Justiça. b) Ao reunirem-se com o Parlamento e as autoridades eleitas, os membros do Conselho de Segurança devem insistir para que seja estabelecida uma comissão parlamentar sobre a violência sexual. Devem também apelar para que se inicie um debate público com o ministro da Defesa sobre esse tema. c) A Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUC) deveria estabelecer uma unidade de combate contra a violência sexual, incluindo pessoal militar e civil, para dar prioridade à "resposta dada às sobreviventes de violência sexual e à proteção de mulheres e crianças, sobretudo em Goma e Bakuvu". Os países que contribuem com tropas também têm que ter um papel mais ativo, enviando mulheres como soldados da paz. d) Os estados membros e as Nações Unidas devem mostrar o seu compromisso para terminar com a violência contra as mulheres da República Democrática do Congo através da atribuição de recursos financeiros significantes. Existem alguns bons projetos, por exemplo, o Hospital de Panzi, mas isso é muito pouco quando consideramos as enormes necessidades e a magnitude da violência. São necessários mais recursos, que poderiam ser usados para apoiar, por exemplo, programas de rádio/televisão realizados por mulheres sobre os direitos das mulheres, violência contra as mulheres, e outros temas importantes que precisam ser abordados para romper o silêncio sobre a violência sexual. e) Os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas devem pedir ao secretário-geral que providencie um relatório sobre a situação da violência sexual na República Democrática do Congo. Esse relatório deve ser recebido pelo Conselho em tempo oportuno (três meses). 17/10/2007 Texto original divulgado em 15/06/2007 Este artigo foi traduzido do inglês para o português por Cristina Santos, membro de Tlaxcala, a rede de tradutores pela diversidade lingüística, e revisada para ViaPolítica por Omar L. de Barros Filho. Ambas versões podem ser reproduzidas livremente, na condição de que sua integridade seja respeitada, bem como a menção ao autor, aos tradutores, aos revisores e à fonte. Fonte: Tlaxcala URL do original em português: http://www.tlaxcala.es/pp.asp?reference=3924&lg=po Para outras informações sobre o trabalho de Eve Ensler, visite V-Day Leia também os artigos de Eve Ensler traduzidos para português em Tlaxcala Mais sobre Eve Ensler |
Convite para Ciclo de Palestras do NACI/UFRGS - 08 e 09 DE Novembro
O NÚCLEO DE ANTROPOLOGIA E CIDADANIA DA UFRGS (NACi/UFRGS) CONVIDA:
Ciclo de Palestras: Experiências, Dilemas e Desafios do Fazer Etnográfico Contemporâneo
08 e 09 de Novembro de 2007 - Campus do Vale/UFRGS
OBJETIVO: Reunir pesquisadores de diversos estágios do processo de formação profissional para discutir o exercício da antropologia e modo de prática antropológica, a partir de relatos de experiências. O interesse é debater, a partir de casos concretos, como a prática da etnografia é exercida. Visa-se, de um lado, possibilitar o compartilhamento de dilemas constitutivos do fazer antropológico, ampliando sua discussão e aproximando novos pesquisadores com o dia a dia da antropologia e, de outro lado, alimentar reflexões profícuas com a teoria antropológica e com a formação de conhecimento em antropologia social. O ciclo de palestras refletirá sobre a realização de etnografias em segmentos sociais singulares, tais como juízes, médicos e instituições públicas. Discutiremos as formas de inserção em campo, questões éticas e modos de transcrever a experiência de pesquisa em diários de campo. O evento também problematizará a abordagem etnográfica em trabalhos de campo de curta duração, realizados por demandas pontuais de instituições e agências governamentais. O eixo de interlocução entre as diversas discussões propostas é: desafios etnográficos e práticas antropológicas.
Coordenação: Patrice Schuch, Miriam Steffen Vieira, Roberta Peters, Alinne Bonetti e Soraya Fleischer.
Apoio: Departamento de Antropologia, Programa de Pós-Graduação em Antropologia, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, UFRGS, FAPERGS, CAPES e CNPq.
PROGRAMAÇÃO
08 de novembro
- 14h sala Multimeios: Antropologia em Campos "Up"
Coordenadora: Miriam S. Vieira (NACi/UFRGS)
Debatedor: Pedro Nascimento (NACi/UFRGS)
Apresentadoras: Patrice Schuch (NACi/UFRGS): Pesquisa no campo judicial; Elizabeth Zambrano (NUPACS/UFRGS): Pesquisa com médicos; Lúcia Müller (PUCRS): Pesquisa com a bolsa de valores
- 18h sala Multimeios: Etnografias a Jato
Coordenadora: Fernanda Bittencourt Ribeiro (PUCRS)
Debatedora: Heloisa Paim (NACi/UFRGS e UFF)
Apresentadores: Daniela Knauth (NUPACS/UFRGS): Pesquisa no campo da saúde; José Otávio Catafesto (NIT/UFRGS): Laudos sobre comunidades indígenas; Vera Rodrigues (NACi/UFRGS): Laudos sobre comunidades quilombolas
09 de novembro
- 9h sala Multimeios: Fragmentos de Diários - Estratégias Narrativas, Retóricas, Éticas e Políticas para se In/Escrever o Fazer Etnográfico.
Coordenadora: Roberta Peters (NACi/UFRGS)
Debatedora: Alinne Bonetti (SPM/PR)
Apresentadoras: Miriam Vieira (NACi/UFRGS): Diário numa instituição do sistema de justiça; Ivan Paolo de Paris Fontanari (PPGAS/UFRGS): Diário de uma festa; Patrícia Claudia Fasano (NACi/UFRGS): Diário dos labirintos da fofoca num bairro popular
- 14h Panteon: Ética e pesquisa antropológica.
Convidada: Marlene Tamanini (UFPR)
Encerramento: Claudia Fonseca
Local: UFRGS – IFCH/Campus do Vale. Av Bento Gonçalves, 9500.
Informações: tel 3308 6867
Inscrições no primeiro encontro. Entrada Franca.
CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR
Neste evento estará uma das grandes artistas plásticas que tive a oportunidade de conhecer, Rosa María Blanca.
_____________________________
No Brasil, o Dia do Professor é comemorado em 15 de outubro.
No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Teresa de Ávila), Pedro I, Imperador do Brasil baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, "todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras". Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A idéia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima - caso tivesse sido cumprida.
Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia efetivamente dedicado ao professor.
Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como "Caetaninho". O longo período letivo do segundo semestre ia de 1 de junho a 15 de dezembro, com apenas dez dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano.
O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, Piracicaba, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. A sugestão foi aceita e a comemoração teve presença maciça - inclusive dos pais. O discurso do professor Becker, além de ratificar a idéia de se manter na data um encontro anual, ficou famoso pela frase " Professor é profissão. Educador é missão". Com a participação dos professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a idéia estava lançada.
A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia a essência e razão do feriado: "Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias".
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_do_professor
_____________________________
Governo federal quer melhoras na carreira do professor
15/10/2007 09:55:27
O ministro da Educação, Fernando Haddad, enumerou nesta segunda-feira, 15, Dia do Professor, as três iniciativas do governo federal em andamento para incentivar a carreira dos educadores. “A primeira que está em tramitação no Congresso é a fixação do piso nacional do magistério”, disse Haddad em entrevista à rádio CBN. O ministro lembrou que ainda existem, no Brasil, sobretudo nas regiões mais pobres, educadores que recebem R$ 380,00 por mês. “20% dos professores do Nordeste ganham um salário mínimo”, disse ele. “Com a fixação do piso nacional, muitos professores vão mais do que duplicar seus salários”.
A segunda proposta destacada, que também está no Congresso, é a lei de diretrizes de carreira. “Essa lei vai fixar a gradação do salário por tempo de serviço e titulação, uma vez que o piso vai ser fixado para o educador que tem apenas nível médio”, explicou Haddad.
Em terceiro lugar, o ministro salientou a criação de uma bolsa de iniciação à docência pelo MEC, nos moldes da bolsa de iniciação científica, em vigor há 20 anos. “Essas três iniciativas começam um processo de reversão do quadro em que os jovens talentos brasileiros nem sempre se interessam pela carreira do magistério, que é a carreira mais importante do país”, avalia.
Além de enfatizar a importância de garantir um salário mais justo para o educador, Haddad destacou a necessidade de melhorar suas condições de trabalho. “A escola precisa deixar de ser tão violenta, os pais precisam se envolver mais para garantir que os filhos freqüentem as aulas e tenham mais disciplina em sala de aula, a autoridade do professor precisa ser resgatada, além da formação do educador oferecida pela União, estados e municípios”, enumerou.
Flavia Nery
Ouça a entrevista do ministro
Fonte: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=9222
Categories
- 1 de dezembro (1)
- 13 (1)
- 17 de maio (8)
- 2007 (1)
- 2010 (1)
- 3a Convenção Internacional de Famílias pela Diversidade Sexual (1)
- 3a Convención Internacional de Familias por la diversidad sexual (1)
- 7% aos parlamentares (1)
- 8 de março (1)
- 8181/06 (1)
- abglt (2)
- abolição do especismo (1)
- aborto (3)
- achamento do mundo (1)
- AÇOITE (1)
- adoção (3)
- adoção homossexual (3)
- adoção homossexual no brasil (2)
- áfrica (1)
- African-American (1)
- Afro-Americano (1)
- Agostinho Neto (1)
- Aguinaldo Silva (1)
- aids (6)
- ajuda (1)
- alan pierre (1)
- amiga (2)
- amizade (1)
- amor (1)
- amor amigo (1)
- ângela albino (1)
- Angelloiro (1)
- Angola (1)
- Anthony Callea (1)
- antropologia do corpo e da saúde (1)
- antropologia social (2)
- arte (2)
- artes (1)
- artivismo (1)
- ativismo (1)
- ativismo (social) (1)
- ativismo homossexual (1)
- aumento de 90 (1)
- bagoas (1)
- banda (1)
- Bernardinho (1)
- beto de jesus (1)
- bíblia (1)
- big brother 7 (1)
- biografia (1)
- bissexual (1)
- bissexualidade (1)
- blog (3)
- Brasil Sem Homofobia (3)
- bulk ink (1)
- bush (1)
- câmara dos deputados (2)
- campanha 16 dias (1)
- canção (1)
- capa (1)
- carinho (2)
- carlos tufvesson (1)
- Casa Civil (1)
- cassino (1)
- celebridade (1)
- centro de documentação GLBT (2)
- cida diogo (1)
- cidadania (1)
- ciências sociais (1)
- cinema (1)
- Cingapura (1)
- clam (1)
- cláusulas discriminatórias (1)
- clodovil (1)
- código penal (1)
- Coletivo Educador (1)
- colin farrell (1)
- Colóquio (1)
- coluna (1)
- colunas (1)
- companheira (1)
- concursos públicos (1)
- conferência glbt (2)
- confessions on a dance floor (1)
- congresso (1)
- congresso da abglt (1)
- conjugalidade (1)
- conjugalidades (1)
- conjuntura (1)
- consciência negra (1)
- conselho nacional da juventude (2)
- constituição de sujeitos (1)
- Corpo (2)
- Corpos Dóceis e Úteis (1)
- Coturno de Vênus (1)
- couro (1)
- CRIMINALIZAÇÃO DA HOMOFOBIA (3)
- CRIMINALIZAÇÃO DA HOMOSSEXUALIDADE (1)
- Cristiana Bastos (1)
- culinária (1)
- Cultura (1)
- debate (1)
- defesa de mestrado (2)
- defesa de tese (1)
- Deficientes (1)
- deputado (1)
- dia contra a homofobia (5)
- dia das travestis (1)
- dia do orgulho homossexual (1)
- dia do professor (1)
- Dia Internacional Contra a Homofobia (8)
- dia internacional da mulher (1)
- Dia Latinoamericano pela Legalização do Aborto na América Latina e Caribe (2)
- dia municipal contra a homofobia (6)
- dica de natal (1)
- Didier Eribon (1)
- diferença (1)
- Direito (1)
- direito das famílias (1)
- direitos de GLBT (1)
- direitos dos animais (1)
- direitos humanos (3)
- Direitos Reprodutivos (1)
- Direitos Sexuais (2)
- dissertação de mestrado (2)
- diva (1)
- diversidade sexual (1)
- Doutorado Interdisciplinar em Ciências Humanas (2)
- Download (1)
- drag queen (1)
- Duas Caras (1)
- dunas (1)
- ecologia (1)
- economia de tinta (1)
- ecosoc (1)
- edital (1)
- edital aids (1)
- educação (1)
- educação ambiental (5)
- Eleições 2008 (1)
- eleições 2010 (1)
- espaço B (1)
- estado laico (2)
- estética (1)
- estevam hernandes (1)
- estudos de gênero (2)
- Estudos Gays e Lésbicos (1)
- et bilu (1)
- ethos religioso (1)
- eudcação ambiental (1)
- família (3)
- famílias gays (1)
- feevale (1)
- felipe fernandes (4)
- feminismos (5)
- feminista (2)
- fernanda cardozo (1)
- filme (1)
- Florianópolis (3)
- formação de professores (1)
- fortalecimento de mulheres lésbicas (1)
- fotografia queer (1)
- fotolog (1)
- fotos (1)
- frances (1)
- Frente Popular (2)
- fundamentalismo (1)
- furg (3)
- futebol (2)
- Gafe (1)
- gestão ambiental (1)
- GLBT (1)
- Goreti (1)
- Governador (1)
- governo federal (2)
- governo francês (1)
- governo lula (1)
- Grupo de Estudos e Pesquisas Sexualidade e Escola (2)
- grupo dignidade (1)
- grupo guri (1)
- guerra civil (1)
- História (1)
- History (1)
- homens pelo fim da violência contra as mulheres (1)
- homoafetividade (1)
- homofobia (13)
- homoparentalidade (1)
- homossexuais (1)
- homossexualidade (1)
- homossexualidade no futebol (1)
- homossexualidades (1)
- homossexualismo (1)
- IDAHO (3)
- identidades (1)
- IEG (2)
- Igor Xavier (1)
- igreja católica (1)
- igreja renascer em cristo (1)
- impressão (1)
- Instituto de Estudos de Gênero (1)
- interdisciplinaridade (1)
- internet (1)
- intolerância religiosa (1)
- IRÃ (1)
- Itajaí (1)
- Itamar Santos (1)
- jiçara martins (3)
- Jussara Cony (1)
- justiça (1)
- juventude (4)
- KAKÁ (2)
- kim (1)
- laicidade (2)
- LANÇAMENTO DE LIVRO (3)
- larissa pelucio (1)
- legalização do aborto (2)
- Lei (1)
- lei concubinária (1)
- Lei de Adoção (2)
- Lesbian (1)
- Lésbicas (1)
- lesbofobia (2)
- LEY DE UNION CONCUBINARIA (1)
- liberdades laicas (2)
- liberdades laicas brasil (1)
- língua portuguesa (1)
- literatura (1)
- machismo (1)
- madonna (2)
- madres sin fronteras (1)
- mãe (1)
- malawi (1)
- Mandato Popular (1)
- manifestação contra Bento 16 (1)
- Mapplethorpe (1)
- maria berenice dias (1)
- Maria Bernardete Ramos Flores (1)
- Maria do Rosário (1)
- mec (1)
- Michel Foucault (3)
- microondas (1)
- ministério da saúde (1)
- mirinha (2)
- mitologia (1)
- mixbrasil (1)
- moda (1)
- monogamia (1)
- Montes Claros (1)
- montevidéo (1)
- morte (1)
- movimento feminista (2)
- movimento homossexual (5)
- movimento lésbico (2)
- movimento negro (1)
- movimento popular (1)
- movimentos sociais (1)
- mudança de prenome (1)
- mulher (2)
- mulheres (4)
- mulheres camponesas (1)
- música (1)
- natureza (1)
- nigs (6)
- nilcéa freire (1)
- normalidade (1)
- novela (1)
- nu (1)
- nupacs (1)
- o preço de uma escolha (1)
- obesidade (1)
- ódio evangélico (1)
- Olívio Dutra (1)
- oms (1)
- Orfeu Negro (1)
- orientação sexual de candidatos (1)
- padre marcelo rossi (1)
- palavra (1)
- pan (1)
- Panóptico de Bentham (1)
- pantanal (1)
- Parada da Diversidade (2)
- Parada do Orgulho Homossexual (2)
- Parada do Orgulho LGBT (2)
- parada lésbica de brasília (1)
- parentalidade (2)
- parentalidades (1)
- Paris Hilton (1)
- parlamentar da FPMLES (1)
- pensando gênero e ciências (1)
- peru (1)
- pesquisa (1)
- pesquisa feminista (1)
- petição online (1)
- piada (2)
- poesia (4)
- política (2)
- política homossexual (1)
- políticas ambientais (1)
- políticas de aids (2)
- políticas públicas (1)
- Ponta Grossa (1)
- portacurtas (1)
- PPGEA (1)
- ppich (1)
- prêmio arco-íris de direitos humanos (1)
- prevenção (1)
- prevenção à aids (2)
- projeto (1)
- projeto de lei (1)
- propaganda (1)
- Psicologia Social (1)
- racismo (1)
- Rede de Pesquisadores de Gênero e Geografia da América Latina (1)
- rede globo (1)
- redução de danos (1)
- REF (1)
- religião (1)
- resistência (1)
- resistir para existir II (1)
- resumo (1)
- revista (1)
- REVISTA ESTUDOS FEMINISTAS (1)
- ricardo molina (1)
- rio de janeiro (1)
- rio grande (1)
- rosa maria blanca (1)
- sair do armário (1)
- saúde (2)
- saúde da mulher (1)
- secretaria especial de políticas para a mulher (2)
- secularização (1)
- sedh (1)
- seleção 2008 (1)
- selvino assmann; héctor leis; crítica minimalista (1)
- Seminário (1)
- Seminário LGBTTT (1)
- sérgio carrara (1)
- serra (1)
- serrarojas (1)
- sexismo (1)
- Sexualidade (3)
- sida (1)
- Simone Beauvoir Centenário Nascimento (1)
- site (1)
- sobre elas (1)
- socioambiental (1)
- solidariedade (1)
- somos lés (1)
- sônia hernandes (1)
- sou assim e sou feliz (1)
- spm (1)
- Stonewall (2)
- sufrágio (1)
- tecnologia (1)
- texto (1)
- Thiago Mendonça (1)
- Tim Campbell (1)
- tomate seco (1)
- transfobia (1)
- travestilidades (1)
- travestis (2)
- tudo (1)
- UFRGN (1)
- UFRGS (2)
- ufrj (1)
- UFRN (1)
- ufsc (6)
- união civil (2)
- Universidade Estadual de Ponta Grossa (1)
- Uruguai (2)
- vanitas (1)
- vegetarianismo (1)
- vencato (1)
- videoarte (1)
- Vigiar e Punir (1)
- violência (3)
- violência contra a mulher (1)
- violência letal (1)
- voto feminino (1)
- XIII EB LGBT (1)
- zé dirceu (1)
Archives
- julho 7 - julho 14 (1)
- dezembro 12 - dezembro 19 (1)
- dezembro 5 - dezembro 12 (1)
- novembro 28 - dezembro 5 (1)
- novembro 7 - novembro 14 (1)
- outubro 24 - outubro 31 (2)
- setembro 26 - outubro 3 (1)
- setembro 19 - setembro 26 (2)
- abril 25 - maio 2 (1)
- setembro 20 - setembro 27 (2)
- agosto 9 - agosto 16 (1)
- julho 19 - julho 26 (1)
- junho 28 - julho 5 (1)
- junho 21 - junho 28 (1)
- junho 14 - junho 21 (4)
- junho 7 - junho 14 (3)
- maio 31 - junho 7 (2)
- maio 17 - maio 24 (2)
- maio 10 - maio 17 (2)
- abril 26 - maio 3 (1)
- março 22 - março 29 (1)
- março 15 - março 22 (1)
- março 1 - março 8 (5)
- fevereiro 22 - março 1 (1)
- janeiro 18 - janeiro 25 (1)
- dezembro 14 - dezembro 21 (1)
- novembro 30 - dezembro 7 (3)
- novembro 23 - novembro 30 (6)
- novembro 16 - novembro 23 (1)
- novembro 9 - novembro 16 (2)
- novembro 2 - novembro 9 (9)
- outubro 26 - novembro 2 (6)
- outubro 19 - outubro 26 (1)
- outubro 12 - outubro 19 (7)
- setembro 28 - outubro 5 (9)
- setembro 21 - setembro 28 (8)
- setembro 14 - setembro 21 (10)
- setembro 7 - setembro 14 (2)
- agosto 31 - setembro 7 (7)
- agosto 24 - agosto 31 (4)
- agosto 17 - agosto 24 (5)
- julho 27 - agosto 3 (2)
- julho 20 - julho 27 (2)
- julho 13 - julho 20 (4)
- julho 6 - julho 13 (1)
- junho 22 - junho 29 (2)
- junho 8 - junho 15 (4)
- junho 1 - junho 8 (3)
- maio 25 - junho 1 (1)
- maio 18 - maio 25 (1)
- maio 4 - maio 11 (2)
- abril 27 - maio 4 (2)
- abril 13 - abril 20 (1)
- abril 6 - abril 13 (2)
- março 30 - abril 6 (9)
- março 23 - março 30 (12)
- março 16 - março 23 (15)
- março 9 - março 16 (10)
- março 2 - março 9 (4)
- fevereiro 24 - março 2 (5)
- fevereiro 17 - fevereiro 24 (6)
- fevereiro 10 - fevereiro 17 (8)
- fevereiro 3 - fevereiro 10 (2)
- janeiro 27 - fevereiro 3 (3)
- janeiro 20 - janeiro 27 (3)
- janeiro 13 - janeiro 20 (4)
- janeiro 6 - janeiro 13 (3)
- dezembro 30 - janeiro 6 (6)
- dezembro 23 - dezembro 30 (12)
- dezembro 16 - dezembro 23 (9)
- dezembro 9 - dezembro 16 (20)
- dezembro 2 - dezembro 9 (8)
- novembro 25 - dezembro 2 (8)
- novembro 18 - novembro 25 (7)
- novembro 11 - novembro 18 (8)
- novembro 4 - novembro 11 (7)
- outubro 28 - novembro 4 (5)
- outubro 21 - outubro 28 (8)
- outubro 14 - outubro 21 (1)
- outubro 7 - outubro 14 (11)
- setembro 30 - outubro 7 (5)
- setembro 23 - setembro 30 (5)
- setembro 16 - setembro 23 (5)
- setembro 9 - setembro 16 (14)
- setembro 2 - setembro 9 (5)
- agosto 26 - setembro 2 (2)
- agosto 19 - agosto 26 (6)
- agosto 12 - agosto 19 (4)
- agosto 5 - agosto 12 (2)
- julho 22 - julho 29 (1)
- julho 8 - julho 15 (1)
- julho 1 - julho 8 (2)
- junho 24 - julho 1 (5)
- junho 17 - junho 24 (7)
- junho 10 - junho 17 (5)
- junho 3 - junho 10 (6)
- maio 27 - junho 3 (5)
- maio 20 - maio 27 (6)
- maio 13 - maio 20 (12)
- maio 6 - maio 13 (6)
- abril 29 - maio 6 (6)
- abril 22 - abril 29 (7)
- abril 15 - abril 22 (2)
- abril 8 - abril 15 (2)
- abril 1 - abril 8 (2)
- março 25 - abril 1 (5)
- março 18 - março 25 (6)
- março 11 - março 18 (7)
- março 4 - março 11 (12)
- fevereiro 25 - março 4 (9)
- fevereiro 18 - fevereiro 25 (6)
- fevereiro 11 - fevereiro 18 (9)
- fevereiro 4 - fevereiro 11 (3)
- janeiro 28 - fevereiro 4 (1)
- janeiro 21 - janeiro 28 (18)
- janeiro 14 - janeiro 21 (19)
- janeiro 7 - janeiro 14 (2)
- dezembro 31 - janeiro 7 (3)
- dezembro 24 - dezembro 31 (4)
- dezembro 17 - dezembro 24 (9)
- dezembro 10 - dezembro 17 (14)
- dezembro 3 - dezembro 10 (24)
- novembro 26 - dezembro 3 (16)
- novembro 19 - novembro 26 (19)
- novembro 12 - novembro 19 (19)
- novembro 5 - novembro 12 (17)
- outubro 29 - novembro 5 (12)
- outubro 22 - outubro 29 (17)
- outubro 8 - outubro 15 (21)
- outubro 1 - outubro 8 (20)
- setembro 24 - outubro 1 (21)
- setembro 17 - setembro 24 (16)
- setembro 10 - setembro 17 (15)
- setembro 3 - setembro 10 (1)
- agosto 27 - setembro 3 (2)
- agosto 20 - agosto 27 (18)
- agosto 13 - agosto 20 (5)
- agosto 6 - agosto 13 (6)
- julho 30 - agosto 6 (3)
- julho 23 - julho 30 (11)
- julho 16 - julho 23 (27)
- julho 9 - julho 16 (17)
- julho 2 - julho 9 (5)
- junho 18 - junho 25 (2)
- junho 4 - junho 11 (2)
- maio 28 - junho 4 (8)
