Seminário Internacional: Direitos Humanos, Relações Raciais e História
Seminário Internacional: Direitos Humanos, Relações Raciais e História
Dia 17 de setembro de 2007
Local: Auditório do CFH
9h45 Abertura
10h-11h50 Sessão 1
De "Black Loyalists" a "Black Power": 200 anos de
resistência dos canadenses de origem africana
James St. G. W. Walker (Universidade de Waterloo,
Canadá)
O abolicionismo britânico e os direitos dos africanos
no século XIX
Beatriz G. Mamigonian (UFSC)
Intervalo para almoço
14h-15h50 Sessão 2
Os prisioneiros da guerra e a diplomacia constrangida:
a história dos
"súditos do Eixo" nos campos de concentração
brasileiros (1942-1945)
Priscila Perazzo (Universidade Municipal de São
Caetano do Sul)
Tempos de intolerância: repressão aos estrangeiros
durante a Segunda Guerra Mundial em Santa Catarina.
Marlene de Fáveri (UDESC)
Direitos Humanos e os Encarcerados: Um estudo do caso
dos canadenses de origem japonesa durante a segunda
guerra mundial
Stephanie Bangarth (King's College, Universidade de
Western Ontario, Canadá)
16h10-18h Sessão 3
Mundo em guerra: a expulsão dos "quinta-colunistas" do
litoral paranaense
Rosangela Kimura (UEM)
Os campos de concentração e demais locais de
confinamento e os silenciamentos impostos aos
descendentes de alemães no Estado de Santa Catarina
Janaína Santos de Macedo (UFSC)
Uma questão de política: acórdãos dos Supremo Tribunal
Federal na Era Vargas
Alvaro Andreucci (CESUSC/UFSC)
CARTA DO RIO DE JANEIRO: PELOS DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS, PELA EQÜIDADE DE GÊNERO E EM DEFESA DO ESTADO LAICO
Nós, pesquisadores, docentes, estudantes, gestores e profissionais, participantes do Seminário "Saúde, Direitos Sexuais e Reprodutivos: subsídios para as políticas públicas", realizado no Rio de Janeiro, em 24 de agosto de 2007, manifestamos nosso apoio às políticas públicas e ações em defesa dos direitos sexuais e reprodutivos no Brasil. Reconhecemos a necessidade de formular e implementar políticas de saúde que assegurem o marco constitucional da pluralidade moral, da laicidade e da eqüidade no campo dos direitos sexuais e reprodutivos.
Nossa posição fundamenta-se em resultados de pesquisas científicas de grupos de pesquisa e instituições de ensino superior do País, que mostram como a iniqüidade de acesso aos métodos contraceptivos e a ilegalidade do aborto trazem conseqüências nefastas para a saúde física e mental das mulheres, além de ser uma grave infração de direitos humanos. Reflete ainda a experiência de participação ativa em comissões técnicas de formulação e monitoramento de políticas públicas em associações científicas e instâncias de participação social pela defesa da saúde, dos direitos sexuais e reprodutivos.
Esse posicionamento se apóia em princípios definidos na Constituição Brasileira, na Lei do Planejamento Familiar e em Convenções Internacionais, tais como a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (Cairo, 1994), a IV Conferência Internacional de Mulheres (Beijing, 1995), a Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (ONU, 1979), a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher (Belém do Pará, 1994), das quais o Brasil é signatário.
O debate amplo na sociedade brasileira é reflexo de uma discussão reavivada pela 1ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (2004) e pela apresentação no Congresso Nacional de projeto de lei de revisão da legislação de aborto pela Ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (2005). Nos últimos meses, somaram-se as declarações do Ministro da Saúde José Gomes Temporão, instando a sociedade brasileira a discutir o tema do aborto como um problema de saúde pública.
O Programa Nacional de Planejamento Familiar
Consideramos oportuno o lançamento do Programa Nacional de Planejamento Familiar pelo Governo Federal no dia 28 de maio de 2007, cujo objetivo é garantir direitos iguais de constituição ou limitação da prole pela mulher, pelo homem ou pelo casal. O Sistema Único de Saúde deve oferecer todos os métodos reversíveis aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária para regulação da fecundidade, bem como assegurar o acesso à laqueadura e à vasectomia, permitindo que os homens também participem do planejamento reprodutivo. Deve ainda ser assegurado o tratamento da infertilidade a homens e mulheres que assim o necessitem.
As desigualdades sociais são grandes no País. Os grupos mais pobres dependem do Estado para ter acesso aos métodos de regulação da fecundidade para o livre exercício da sexualidade. A última Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS/1996) mostrou que, nos cinco anos anteriores à sua realização, aproximadamente 50% dos nascimentos não foram planejados. Outras pesquisas comprovam a alta incidência de gravidez indesejada entre adolescentes e adultas jovens no Brasil. Gravidezes não previstas, muitas vezes, resultam na prática do aborto inseguro.
Aborto: um problema de saúde pública
O aborto é um grave problema de saúde pública. A estimativa é que se realizem um milhão de abortos em condições inseguras anualmente no Brasil. É a quarta causa de morte materna no país, sendo a curetagem pós-aborto o segundo procedimento obstétrico mais realizado na rede pública. As políticas públicas devem garantir o acesso a contraceptivos seguros e reversíveis, à contracepção de emergência e à prevenção de DST/Aids, além de promover ações intersetoriais contra a violência de gênero. Essas ações devem ser implementadas em conjunto com a descriminalização e legalização do aborto no País.
Consideramos que não há como assegurar a promoção dos direitos sexuais e reprodutivos sem o acesso ao aborto legal e seguro. A atual lei de aborto é fonte de opressão e desigualdade social ao ignorar que são as mulheres jovens, negras e pobres as mais vulnerabilizadas pela proibição do aborto. Na ausência dos cuidados dos serviços de saúde do Estado, essas mulheres abortam em condições inseguras, com profissionais não qualificados e sem os padrões sanitários requeridos. A experiência internacional mostra que, nos países onde o aborto é legalizado, os danos à saúde são mínimos.
Estado laico, SUS e direito ao aborto
O Estado brasileiro é laico. Isso significa que o Estado reconhece a diversidade de credos da população, mas fundamenta suas ações e políticas em uma posição de neutralidade moral, de defesa da justiça e dos princípios constitucionais. Uma política de saúde que contemple o tema do aborto como uma questão de saúde pública e que respeite o pluralismo moral da sociedade brasileira pressupõe o reconhecimento de que a decisão pelo aborto é matéria de ética privada. Nenhuma mulher realizará um aborto contra sua vontade, assim como nenhuma mulher deve ser impedida de abortar se esta for sua decisão.
Defendemos os princípios da universalidade, integralidade e eqüidade da atenção à saúde, o que só pode ser assegurado pelo fortalecimento do Sistema Único de Saúde em um marco constitucional de respeito e proteção aos direitos humanos. Entendemos que para garantir os princípios constitucionais da autonomia da vontade, da dignidade da pessoa humana e da liberdade de pensamento, é preciso reconhecer que o direito ao aborto é condição para um Estado verdadeiramente justo e democrático.
Rio de Janeiro, 24 de agosto de 2007.
Para assinar a Carta do Rio de Janeiro, acesse o link http://www.petitiononline.com/cartario
Coletânea debate novos arranjos familiares e parcerias numa perspectiva transdisciplinar
30-08-2007 14:28:49 - Coletânea debate novos arranjos familiares e parcerias numa perspectiva transdisciplinar
Os novos arranjos familiares, as novas parcerias e seus sentidos são motivos de debates no Brasil e em vários países. Colaboram para discutir, repensar e ampliar questões como maternidade, paternidade, casal, família e amor fora da norma heterocêntrica. No Brasil, este debate vem crescendo e ganhando espaço na sociedade civil. A contribuição acadêmica tem sido inestimável para o diálogo no espaço das discussões e propostas de leis e conquistas de direitos, sempre proporcionando a construção de novos olhares sobre estes temas. Conjugalidades, Parentalidades e Identidades Lésbicas, Gays e Travestis - coletânea, organizada pelos professores Miriam Grossi, Anna Paula Utziel e Luiz Mello, com sua perspectiva transdisciplinar, reúne reflexões de áreas da Psicologia, Direito e Ciências sociais, em estudos realizados no Brasil, Argentina, Chile, Espanha e França.O livro está dividido em três partes: em Conjugalidades, nove artigos mantêm o enfoque transdisciplinar. Há, por exemplo, um deles discutindo "amor e ódio em relações conjugays"; outro discorre sobre acórdãos judiciais e entrevistas com magistrados sobre conjugalidades homoeróticas em quatro estados brasileiros. Como foi o processo espanhol – um relato do percurso do "perigo social" à plena cidadania é tema de outro artigo. Um outro artigo, das professoras Anna Paula Utziel e Miriam Grossi, organizadoras do livro, tem como tema o debate francês sobre parceria civil e homoparentalidade.
Em Parentalidades – sete artigos compõem a segunda parte da coletânea - há o instigante artigo, da chilena Florencia Herrera, sobre a outra mamãe – um debate sobre as mães não biológicas nos casais de lésbicas. O artigo Não podemos falhar debate as pressões pela busca da normalidade em famílias homoparentais. Outra importante contribuição discute A homofobia na representação de mães heterossexuais sobre a homoparentalidade. Como o tema tem sido tratado na mídia é o enfoque de Elizabeth Zambrano ao discutir a homoparentalidade na pauta do jornal Folha de S. Paulo.
A terceira parte tem como tema Identidades Lésbicas, debatida em três artigos. Lenise Borges, em Lesbianidade na TV: visibilidade e apagamento em telenovelas brasileiras, discorre sobre o esforço dos autores de novela em contribuírem para a construção de um novo olhar sobre a lesbianidade e as dificuldades enfrentadas. Lenise faz um percurso histórico sobre o aparecimento do tema em telenovelas da Rede Globo. "Vale Tudo" (1988-1989) foi a primeira novela a tratar do tema. Duas mulheres bem-sucedidas, Cecília (Lala Deheinzelin) e Laís (Cristina Prochaska), têm uma relação, mostrada de forma discreta. Cecília morre em acidente de carro e vem daí a grande contribuição da novela, que além de dar visibilidade ao casal, discutiu direitos, já que as duas personagens eram proprietárias de uma pousada. Após uma luta na justiça, Laís tem seus direitos reconhecidos e retoma sua vida amorosa com Marília (Bia Seidl).
Dez anos depois, em "Torre de Babel" (1998-1999), Rafaela (Cristiane Torloni) e Leila (Silvia Pfeifer) formam um casal de empresárias cuja relação era mostrada de forma direta. As reações do público foram tão impactantes que as personagens tiveram um final trágico e antecipado, na trama da novela, morrendo numa explosão do shopping center onde possuíam uma loja.
Em Mulheres Apaixonadas, o casal de lésbicas era bem jovem e as personagens estudantes: Clara (Aline Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli). A relação foi sendo mostrada pouco a pouco, evidenciando os conflitos das personagens e as reações dos outros personagens à relação delas. O interessante é que para a cena final – da primeira telenovela em que o casal de lésbicas consegue sobreviver – para que fosse mostrado um beijo, Manoel Carlos, o autor, criou uma cena na qual Clara interpretava Julieta e Rafaela Romeu - revivendo a tragédia shakesperiana. Usando deste subterfúgio a visão do beijo ficou "digerível" para os espectadores.
Senhora do Destino (2004-2005) avançou mais ainda. Foi a primeira novela que mostrou cenas íntimas entre a personagem da médica Eleonora (Mylla Christie) e a estudante de Fisioterapia Jenifer ( Bárbara Borges). Também inovou ao introduzir o tema da adoção. Preparando cuidadosa e empaticamente o público, a médica encontra um bebê no lixo. Eleonora e Jenifer iniciam um processo de adoção conjunta do bebê, dando visibilidade não só ao casal, mas ao tema dos direitos civis dos homossexuais à homoparentalidade.
Nas quatro novelas, analisa Lenise, as personagens são representadas por mulheres bonitas, elegantes e apaixonadas, aproximando-se, do que se denomina como perfil lesbian chic .
O livro é leitura imprescindível para quem se interessa ou faz destas questões objeto de estudo. Oferece um amplo painel de pesquisas e consegue a proeza de reunir artigos instigantes, mas de leitura agradável, sobre temas tão polêmicos.
Serviço
Conjugalidades, Parentalidades e Identidades Lésbicas, Gays e Travestis -
Miriam Grossi, Anna Paula Uziel e Luiz Mello, organizadores – Editora Garamond, 2007.
Lançamento: Dia 5 de setembro, quarta-feira, às 18h45min – Momento chá e troca de Idéias, integrando a programação do Seminário Homofobia, Identidades e Cidadania LGBTTT.
Informações: 3721-9890 ramal 25 – nigsnuc@cfh.ufsc.br
Programação do seminário: www.nigs.ufsc.br/seminariolgbttt
Por Alita Diana/jornalista da Agecom
Homofobia , Identidades e Cidadania LGBTTT em discussão na UFSC
31-08-2007 14:37:36 - Homofobia , Identidades e Cidadania LGBTTT em discussão na UFSC
A homofobia – ódio ou intolerância expressa contra os
homossexuais – perpassa todas essas questões e sua discussão reunirá pesquisadores, representantes de movimentos sociais e do poder público de várias partes do País e da América Latina, no Seminário Homofobia, Identidades e Cidadania LGBTTT, dias 5 e 6 de setembro, no Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina (CFH/UFSC), em Florianópolis. Cerca de 300 pessoas se inscreveram para debater o tema nas seis mesas-redondas e 10 grupos de trabalho, apostando no diálogo entre academia, movimentos sociais e poder público.
A organização é do Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS/UFSC) e da Rede de Pesquisa Parceria Civil, Conjugalidades e Homoparentalidade no Brasil, com o suporte da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc), Programa de Equidade de Gênero da Eletrosul, Programa Nacional de DST/AIDS do Ministério da Saúde, Gerência Estadual das DST e AIDS de SC, Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos (CLAM), Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) e NEPREs da Secretaria de Estado da Educação.
"O importante é que esse seminário abre a possibilidade de escuta de muitas vozes", diz a professora do Departamento de Antropologia do CFH/UFSC e coordenadora do evento, a antropóloga Miriam Grossi. Impressionada com o número de trabalhos científicos inscritos – mais de 90 –, a professora afirma que essa é uma evidência do impacto das pesquisas realizadas ou em andamento: "isso mostra que já é um campo consolidado".
Enfoque Plural
Se a diversidade está presente entre os participantes, também é a marca dos temas de mesas-redondas, grupos de trabalho e pôsteres. Nas seis mesas programadas para os dois dias do evento, serão discutidos, dia 5 de setembro, "Homofobia e segurança pública", "Movimento LGBTTT e políticas de saúde e preevenção às DSTs/AIDS", Identidades lésbicas; e dia 6, "Parceria civil, conjugalidades e homoparentalidades", "Travestilidades e transexualidades" e "LGBTT – comportamento do consumidor, empregabilidade e sociabilidades".
São 10 os grupos de trabalho. Além de artigos correlacionados às temáticas das mesas, representações da mídia sobre sexualidades e identidades de gênero, educação e combate ao sexismo e à homofobia, religião e ética são assuntos também contemplados nesses espaços de debate.
Violências – Pesquisas como a realizada pela equipe coordenada pelo antropólogo do CLAM Sérgio Carrara, no Rio de Janeiro, revelam que um terço dos crimes que atingem homossexuais é de latrocínio contra gays; outro terço, execuções de travestis; e há ainda violências fatais geradas por conflitos, mortes suspeitas e passionais. Dos processos investigados por essa pesquisa, mais da metade foi arquivada.
O casamento entre homossexuais, a extensão de direitos a@s companheir@as e a adoção de crianças, entre outros, são também temas de debate e reflexão atual da sociedade brasileira. Dois livros a respeito serão lançados durante o seminário: Homossexualidade e adoção, da professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) Anna Paula Uziel, e Conjugalidades, parentalidades e identidades lésbicas, gays e travestis, organizado por Miriam Grossi, Anna Paula Uziel e Luiz Mello (Universidade Federal de Goiás). Segundo Miriam Grossi, a representação social sobre adoção de crianças por casais homossexuais, por exemplo, tem mudado, apesar de ainda serem tímidas as decisões jurídicas favoráveis. No prefácio que escreveu ao livro de Anna Paula, ela lembra a evidência que o assunto acabou ganhando após a morte de Cássia Eller, com a luta de sua companheira, Maria Eugênia, para ter a guarda do filho da cantora.
Fonte: Jornalista Carla Cabral, com a colaboração de Miriam Grossi e Rosa Oliveira
Informações:
Coordenadores do evento:
Professora Miriam Grossi - 9923-5123 ou miriamgrossi@gmail.com Rosa Oliveira:9926-3794 ou rosa_mro@yahoo.com.br
Felipe Fernandes : 8829-3359 ou complex.lipe@gmail.com
Informações com o NIGS: 37 21- 9890 ramal 25
Programação do Seminário em: www.nigs.ufsc.br/seminariolgbttt
Leia também:
Coletânea debate novos arranjos familiares e parcerias numa perspectiva transdisciplinar
|
--
Felipe Bruno Martins Fernandes
"O emitente desta mensagem é responsável por seu conteúdo e endereçamento.
Cabe ao destinatário cuidar quanto ao tratamento adequado. Sem a devida
autorização, a divulgação, a reprodução, a distribuição são proibidas."
"The sender of this message is responsible for its content and addressing.
The receiver shall take proper care of it. Without due authorization, the
publication, reproduction, distribution are forbidden."
" El emisor de este mensaje es responsable por su contenido y
direccionamiento. Cabe al destinatario darle el tratamiento adecuado. Sin
la debida autorización, su divulgación, reproducción, distribución son proibidas"
Seminário homofobia, identidades e cidadania está com inscrições abertas
| ||||||
| Alunos da Unisul com pesquisa na área de homofobia ou movimentos sociais podem se inscrever para participar do seminário homofobia, identidades e cidadania que acontecerá dias 5 e 6 de setembro no centro de filosofia e ciências humanas da Ufsc. | ||||||
ABGLT e o avanço nas políticas de Direitos Humanos de GLBTs no Mercosul
Por Alexandre Böer e Beto de Jesus
A reunião de Altas Autoridades em Direitos Humanos do Mercosul e Estados Associados - a RAADDHH, que foi criada em dezembro de 2004 pela cúpula dos Presidentes dos países membros, começou a funcionar, efetivamente, a partir de maio de 2005, como um fórum dos Estados membros do processo de integração regional, para análise e definição de políticas públicas em Direitos Humanos.
Hoje, além do Brasil, fazem parte também a Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Bolívia, Colômbia, Equador e Peru.
Desde maio de 2005 até hoje foram realizadas nove reuniões. A mais recente - a IX - aconteceu nos últimos dias 8 a 10 de agosto em Montevidéu, Uruguai. A ABGLT tem acompanhado através de seus dirigentes Beto de Jesus e Alexandre Böer, desde a 5ª reunião, realizada no Brasil, com o intuito de incidir politicamente na temática GLBT sobre as políticas dos países membros do Mercosul.
Segundo a Rede de Organizações LGBT do Mercosul – do qual a ABGLT é uma das co-fundadoras e participante - esta foi a reunião mais importante e que mais avanços foi possível obter.
A reunião foi precedida pelo primeiro seminário regional sobre Diversidade Sexual, Identidade e Gênero realizado neste âmbito e organizado pela Presidência Pró-Têmpore, do Uruguai. Este encontro vem sendo construído desde a última presidência pró-têmpore no Brasil, em 2006, onde a ABGLT pode inicidir politicamente na temática e ampliar a participação da sociedade civil nestas reuniões, que até então só tinha o Direito de observar as mesmas.
Com isto foi possível, nesta última reunião, apresentar às altas autoridades um documento construído pela sociedade civil e Governos presentes, indicando a urgente necessidade de trabalhar para erradicar a discriminação por orientação sexual e identidade/expressão de gênero nestes países e reconhecer os Direitos à Diversidade Sexual como Direitos Humanos.
Este documento será analisado, agora, pelos Governos e, na próxima reunião das Altas Autoridades, que deverá acontecer no Uruguai, ainda no final do segundo semestre.
Após a avaliação, o domumento ou o que dele for possível consensuar entre os países membros, deverá ser elevado às respectivas chancelarias.
Desta forma será possível avançar em direção à apresentação de uma resolução junto à ONU - Organização das Nações Unidas pelo conjunto dos países do Mercosul e Estados Associados e impulsionar o anteprojeto da Convenção Interamericana contra o Racismo e outras formas de discriminação que está sendo discutida no âmbito da OEA - Organização dos Estados Americanos que inclua expressamente a orientação sexual e identidade de gênero.
A ABGLT esteve presente mais uma vez através de seus dirigentes Beto de Jesus, do Instituto Édson Néris/São Paulo e Alexandre Böer, do SOMOS - Comunicação, Saúde e Sexualidade/Porto Alegre que participaram ativamente da construção deste processo, desenvolvendo ações de advovacy em Direitos Humanos GLBT no Mercosul, realizando interlocução com a chancelaria brasileira e atuando na Rede LGBT do Mercosul, criada no início deste ano em Rosário, na Argentina, e na qual a ABGLT também participa como uma das instituições fundadoras.
Beto de Jesus participou como apinelista na mesa sobre Direitos Humanos e Diversidade Sexual apresentando aos participantes a realidade na qual se encontra a população GLBT no Brasil e na América Latina e suas vulnerabilidades. Já Alexandre Böer incidiu mais intensamente sobre as reuniões oficiais e articulou as propostas apresentadas pelas altas autoridades.
Destacamos a sintonia e parceria obtida com toda a Delegação Brasileira chefiada pelo Secretário Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi. Ivair Augusto dos Santos ,que também integrava a delegação brasileira, foi fundamental para o alcance dos objetivos. Entre outras posições defendeu a proposta da criação de um subgrupo de trabalho para tratar especificamente da temática GLBT e que deverá funcionar a partir do Grupo "Discriminações, Racismo e Xenofobia". Com isso, acreditamos que a pauta GLBT devrá estar cotidianamente na agenda do Mercosul. A delegação brasileira contou ainda com representantes das Secretarias Especiais dos Direitos Humanos, da Igualdade Racial e do Itamaraty.
A diretora do Instituto Nacional de Combate as Discriminações da Argentina - INADI, Maria José Lubertino, apresentou a proposta de construir um programa "Mercousul sem Homofobia ", tomando como exemplo a experiência Brasileira. Paulo Vanuchi, Secretário Especial de Direitos Humanos também defendeu a proposta.
..............................
O que diz o documento:
Na ocasião também foi possível construir um documento assumido como resultado da RAADDHH no qual indica aos países do Mercosul e Estados Associados revogar e/ou modificar todo tipo de legislçaão discriminatória ou que criminalize lésbicas, gays, bissexuais, tavestis, transexuais e transgênros ou que restrinja o pleno exercício e goze dos mesmos Direitos que têm os demais cidadãos e cidadãs. E, neste sentido, revogar qualquer tipo de lei ou regulamentação que proíba a gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros de doar sangue.
Gerar ou impulsionar políticas públicas transversais em todas as áreas de governo (como por exemplo "Brasil sem Homofobia" e aquelas propostas para o "Plano Nacional Contra a Discriminação", da Argentina, ou "Comissão de Educação Sexual", do Uruguai), leis antidiscriminatórias, programas e ações, no âmbito da educação, da saúde, do trabalho, etc. que promovam expressamente a não discriminação por orientação sexual e identidade/expressão de gênero, em especial aquelas que permitam o acesso às pessoas trans em todos os âmbitos. No caso das Leis, que estas sejam de aplicação efetiva através de alguma instância que garanta sua operatividade e inverta a carga da prova. É importante estabelecer para esta tarefa contatos diretos com a sociedade civil para que cada decisão política emerja de um trabalho conjunto.
Promover a inclusão de conteúdos relacionados aos Direitos Humanos das pessoas LGBT na educação (pública e privada, institucional e não institucional) em todos os níveis, incluindo a formação docente, e fomentar campanhas que visem descontruir os prejuízos sobre os quais se baseia a discriminação por oreintação sexual e identidade/expressão de gênero. Promover a formação de grupos de pesquisa sobre temas relacionados a diversidade sexual.
Tomar decisões e ações políticas que terminem definitivamente com a hostilização, a discriminação, perseguição e repressão das forças de segurança pública contra as pessoas LGBT, especialmente as pessoas trans, em cada país.
Gerar Leis que garantam as pessoas LGBT e suas famílias, a mesma preteção e Direitos que os estados reconhecem às famílias heterossexuais, através da criação de instituições jurídicas como a sociedade de convivência, união concubinária, pacto de união civil ou a equiparação do acesso ao matrimônio para os parceiros(as) do mesmo sexo.
Sancionar Leis que possibilitem às pessoas trans as trocas de registros de nome e sexo, sem requisitos cirúrgicos ou médicos de qualquer tipo, e que garantam o acesso público e gratuito aos tratamentos e cirurgias de redesignação de sexo para aqueles/as que desejarem.
Gerar espaços institucionais específicos dentro do Estado que trabalhem temas de discriminação por orientação sexual e identidade/expressão de gênero. Que cada Estado divulgue estes dados para a sociedade e que os mesmos recebam e sistematizem denúncias, às quais se deve dar uma resposta concreta para cada caso, assim como permitam avaliar as políticas públicas a serem desenhadas em cada lugar.
Comprometer sua vontade política para impulsionar o anteprojeto de Convenção Interamericana contra o Racismo e outras formas de Discriminação que se está discutindo no âmbito da OEA que inclua expressamente a oreintação sexual e identidade de gênero.
Impulsionar a criação de um Observatório Regional de práticas discriminatórias que inclua a discriminação por orientação sexual e identiade/expressão de gênero, onde as organizações da sociedade civil interajam com as Altas Autoridades de Direitos Humanos do Mercosul e seus Parlamentários, entre outras/os em pesquisa, estudo, discussão e atenção à temática. Que este Observatório produza informes anuais sobre a situação das pessoas LGBT na Região para ser apresentado ante instâncias nacionais e internacionais.
Reconhecemos a necessidade de impusionar que cada um de nossos países assuma o desenvolvimento das ações necessárias para a implementação das medidas anuncaidas nesta declaração.
Nos comprometemos a organizar um próximo seminário, promovendo a participação das chacelarias, autoridades e funcionários/as dos distintos poderes de cada país; incorporar de maneira permanente na RAADDHH a temática da diversidade sexual, transversalizando os trabalhos de todos os grupos, comissões e programas; incluir nos informes periódicos de cada país sobre Direitos Humanos, como por exemplo os DESC - Direitos Econômicos, Sociais e Culturais a temática da diversidade sexual; e o estudo e consideração dos Princípios de Yogyakarta para serem incluídos como tema para a próxima reunião, com o objetivo de considerar seu apoio por parte dos Estados membros.estudo, discussão e atenção a temática. Que este observatório produza informes anuais sobre a situação LGBT.
Categories
- 1 de dezembro (1)
- 13 (1)
- 17 de maio (8)
- 2007 (1)
- 2010 (1)
- 3a Convenção Internacional de Famílias pela Diversidade Sexual (1)
- 3a Convención Internacional de Familias por la diversidad sexual (1)
- 7% aos parlamentares (1)
- 8 de março (1)
- 8181/06 (1)
- abglt (2)
- abolição do especismo (1)
- aborto (3)
- achamento do mundo (1)
- AÇOITE (1)
- adoção (3)
- adoção homossexual (3)
- adoção homossexual no brasil (2)
- áfrica (1)
- African-American (1)
- Afro-Americano (1)
- Agostinho Neto (1)
- Aguinaldo Silva (1)
- aids (6)
- ajuda (1)
- alan pierre (1)
- amiga (2)
- amizade (1)
- amor (1)
- amor amigo (1)
- ângela albino (1)
- Angelloiro (1)
- Angola (1)
- Anthony Callea (1)
- antropologia do corpo e da saúde (1)
- antropologia social (2)
- arte (2)
- artes (1)
- artivismo (1)
- ativismo (1)
- ativismo (social) (1)
- ativismo homossexual (1)
- aumento de 90 (1)
- bagoas (1)
- banda (1)
- Bernardinho (1)
- beto de jesus (1)
- bíblia (1)
- big brother 7 (1)
- biografia (1)
- bissexual (1)
- bissexualidade (1)
- blog (3)
- Brasil Sem Homofobia (3)
- bulk ink (1)
- bush (1)
- câmara dos deputados (2)
- campanha 16 dias (1)
- canção (1)
- capa (1)
- carinho (2)
- carlos tufvesson (1)
- Casa Civil (1)
- cassino (1)
- celebridade (1)
- centro de documentação GLBT (2)
- cida diogo (1)
- cidadania (1)
- ciências sociais (1)
- cinema (1)
- Cingapura (1)
- clam (1)
- cláusulas discriminatórias (1)
- clodovil (1)
- código penal (1)
- Coletivo Educador (1)
- colin farrell (1)
- Colóquio (1)
- coluna (1)
- colunas (1)
- companheira (1)
- concursos públicos (1)
- conferência glbt (2)
- confessions on a dance floor (1)
- congresso (1)
- congresso da abglt (1)
- conjugalidade (1)
- conjugalidades (1)
- conjuntura (1)
- consciência negra (1)
- conselho nacional da juventude (2)
- constituição de sujeitos (1)
- Corpo (2)
- Corpos Dóceis e Úteis (1)
- Coturno de Vênus (1)
- couro (1)
- CRIMINALIZAÇÃO DA HOMOFOBIA (3)
- CRIMINALIZAÇÃO DA HOMOSSEXUALIDADE (1)
- Cristiana Bastos (1)
- culinária (1)
- Cultura (1)
- debate (1)
- defesa de mestrado (2)
- defesa de tese (1)
- Deficientes (1)
- deputado (1)
- dia contra a homofobia (5)
- dia das travestis (1)
- dia do orgulho homossexual (1)
- dia do professor (1)
- Dia Internacional Contra a Homofobia (8)
- dia internacional da mulher (1)
- Dia Latinoamericano pela Legalização do Aborto na América Latina e Caribe (2)
- dia municipal contra a homofobia (6)
- dica de natal (1)
- Didier Eribon (1)
- diferença (1)
- Direito (1)
- direito das famílias (1)
- direitos de GLBT (1)
- direitos dos animais (1)
- direitos humanos (3)
- Direitos Reprodutivos (1)
- Direitos Sexuais (2)
- dissertação de mestrado (2)
- diva (1)
- diversidade sexual (1)
- Doutorado Interdisciplinar em Ciências Humanas (2)
- Download (1)
- drag queen (1)
- Duas Caras (1)
- dunas (1)
- ecologia (1)
- economia de tinta (1)
- ecosoc (1)
- edital (1)
- edital aids (1)
- educação (1)
- educação ambiental (5)
- Eleições 2008 (1)
- eleições 2010 (1)
- espaço B (1)
- estado laico (2)
- estética (1)
- estevam hernandes (1)
- estudos de gênero (2)
- Estudos Gays e Lésbicos (1)
- et bilu (1)
- ethos religioso (1)
- eudcação ambiental (1)
- família (3)
- famílias gays (1)
- feevale (1)
- felipe fernandes (4)
- feminismos (5)
- feminista (2)
- fernanda cardozo (1)
- filme (1)
- Florianópolis (3)
- formação de professores (1)
- fortalecimento de mulheres lésbicas (1)
- fotografia queer (1)
- fotolog (1)
- fotos (1)
- frances (1)
- Frente Popular (2)
- fundamentalismo (1)
- furg (3)
- futebol (2)
- Gafe (1)
- gestão ambiental (1)
- GLBT (1)
- Goreti (1)
- Governador (1)
- governo federal (2)
- governo francês (1)
- governo lula (1)
- Grupo de Estudos e Pesquisas Sexualidade e Escola (2)
- grupo dignidade (1)
- grupo guri (1)
- guerra civil (1)
- História (1)
- History (1)
- homens pelo fim da violência contra as mulheres (1)
- homoafetividade (1)
- homofobia (13)
- homoparentalidade (1)
- homossexuais (1)
- homossexualidade (1)
- homossexualidade no futebol (1)
- homossexualidades (1)
- homossexualismo (1)
- IDAHO (3)
- identidades (1)
- IEG (2)
- Igor Xavier (1)
- igreja católica (1)
- igreja renascer em cristo (1)
- impressão (1)
- Instituto de Estudos de Gênero (1)
- interdisciplinaridade (1)
- internet (1)
- intolerância religiosa (1)
- IRÃ (1)
- Itajaí (1)
- Itamar Santos (1)
- jiçara martins (3)
- Jussara Cony (1)
- justiça (1)
- juventude (4)
- KAKÁ (2)
- kim (1)
- laicidade (2)
- LANÇAMENTO DE LIVRO (3)
- larissa pelucio (1)
- legalização do aborto (2)
- Lei (1)
- lei concubinária (1)
- Lei de Adoção (2)
- Lesbian (1)
- Lésbicas (1)
- lesbofobia (2)
- LEY DE UNION CONCUBINARIA (1)
- liberdades laicas (2)
- liberdades laicas brasil (1)
- língua portuguesa (1)
- literatura (1)
- machismo (1)
- madonna (2)
- madres sin fronteras (1)
- mãe (1)
- malawi (1)
- Mandato Popular (1)
- manifestação contra Bento 16 (1)
- Mapplethorpe (1)
- maria berenice dias (1)
- Maria Bernardete Ramos Flores (1)
- Maria do Rosário (1)
- mec (1)
- Michel Foucault (3)
- microondas (1)
- ministério da saúde (1)
- mirinha (2)
- mitologia (1)
- mixbrasil (1)
- moda (1)
- monogamia (1)
- Montes Claros (1)
- montevidéo (1)
- morte (1)
- movimento feminista (2)
- movimento homossexual (5)
- movimento lésbico (2)
- movimento negro (1)
- movimento popular (1)
- movimentos sociais (1)
- mudança de prenome (1)
- mulher (2)
- mulheres (4)
- mulheres camponesas (1)
- música (1)
- natureza (1)
- nigs (6)
- nilcéa freire (1)
- normalidade (1)
- novela (1)
- nu (1)
- nupacs (1)
- o preço de uma escolha (1)
- obesidade (1)
- ódio evangélico (1)
- Olívio Dutra (1)
- oms (1)
- Orfeu Negro (1)
- orientação sexual de candidatos (1)
- padre marcelo rossi (1)
- palavra (1)
- pan (1)
- Panóptico de Bentham (1)
- pantanal (1)
- Parada da Diversidade (2)
- Parada do Orgulho Homossexual (2)
- Parada do Orgulho LGBT (2)
- parada lésbica de brasília (1)
- parentalidade (2)
- parentalidades (1)
- Paris Hilton (1)
- parlamentar da FPMLES (1)
- pensando gênero e ciências (1)
- peru (1)
- pesquisa (1)
- pesquisa feminista (1)
- petição online (1)
- piada (2)
- poesia (4)
- política (2)
- política homossexual (1)
- políticas ambientais (1)
- políticas de aids (2)
- políticas públicas (1)
- Ponta Grossa (1)
- portacurtas (1)
- PPGEA (1)
- ppich (1)
- prêmio arco-íris de direitos humanos (1)
- prevenção (1)
- prevenção à aids (2)
- projeto (1)
- projeto de lei (1)
- propaganda (1)
- Psicologia Social (1)
- racismo (1)
- Rede de Pesquisadores de Gênero e Geografia da América Latina (1)
- rede globo (1)
- redução de danos (1)
- REF (1)
- religião (1)
- resistência (1)
- resistir para existir II (1)
- resumo (1)
- revista (1)
- REVISTA ESTUDOS FEMINISTAS (1)
- ricardo molina (1)
- rio de janeiro (1)
- rio grande (1)
- rosa maria blanca (1)
- sair do armário (1)
- saúde (2)
- saúde da mulher (1)
- secretaria especial de políticas para a mulher (2)
- secularização (1)
- sedh (1)
- seleção 2008 (1)
- selvino assmann; héctor leis; crítica minimalista (1)
- Seminário (1)
- Seminário LGBTTT (1)
- sérgio carrara (1)
- serra (1)
- serrarojas (1)
- sexismo (1)
- Sexualidade (3)
- sida (1)
- Simone Beauvoir Centenário Nascimento (1)
- site (1)
- sobre elas (1)
- socioambiental (1)
- solidariedade (1)
- somos lés (1)
- sônia hernandes (1)
- sou assim e sou feliz (1)
- spm (1)
- Stonewall (2)
- sufrágio (1)
- tecnologia (1)
- texto (1)
- Thiago Mendonça (1)
- Tim Campbell (1)
- tomate seco (1)
- transfobia (1)
- travestilidades (1)
- travestis (2)
- tudo (1)
- UFRGN (1)
- UFRGS (2)
- ufrj (1)
- UFRN (1)
- ufsc (6)
- união civil (2)
- Universidade Estadual de Ponta Grossa (1)
- Uruguai (2)
- vanitas (1)
- vegetarianismo (1)
- vencato (1)
- videoarte (1)
- Vigiar e Punir (1)
- violência (3)
- violência contra a mulher (1)
- violência letal (1)
- voto feminino (1)
- XIII EB LGBT (1)
- zé dirceu (1)
Archives
- julho 7 - julho 14 (1)
- dezembro 12 - dezembro 19 (1)
- dezembro 5 - dezembro 12 (1)
- novembro 28 - dezembro 5 (1)
- novembro 7 - novembro 14 (1)
- outubro 24 - outubro 31 (2)
- setembro 26 - outubro 3 (1)
- setembro 19 - setembro 26 (2)
- abril 25 - maio 2 (1)
- setembro 20 - setembro 27 (2)
- agosto 9 - agosto 16 (1)
- julho 19 - julho 26 (1)
- junho 28 - julho 5 (1)
- junho 21 - junho 28 (1)
- junho 14 - junho 21 (4)
- junho 7 - junho 14 (3)
- maio 31 - junho 7 (2)
- maio 17 - maio 24 (2)
- maio 10 - maio 17 (2)
- abril 26 - maio 3 (1)
- março 22 - março 29 (1)
- março 15 - março 22 (1)
- março 1 - março 8 (5)
- fevereiro 22 - março 1 (1)
- janeiro 18 - janeiro 25 (1)
- dezembro 14 - dezembro 21 (1)
- novembro 30 - dezembro 7 (3)
- novembro 23 - novembro 30 (6)
- novembro 16 - novembro 23 (1)
- novembro 9 - novembro 16 (2)
- novembro 2 - novembro 9 (9)
- outubro 26 - novembro 2 (6)
- outubro 19 - outubro 26 (1)
- outubro 12 - outubro 19 (7)
- setembro 28 - outubro 5 (9)
- setembro 21 - setembro 28 (8)
- setembro 14 - setembro 21 (10)
- setembro 7 - setembro 14 (2)
- agosto 31 - setembro 7 (7)
- agosto 24 - agosto 31 (4)
- agosto 17 - agosto 24 (5)
- julho 27 - agosto 3 (2)
- julho 20 - julho 27 (2)
- julho 13 - julho 20 (4)
- julho 6 - julho 13 (1)
- junho 22 - junho 29 (2)
- junho 8 - junho 15 (4)
- junho 1 - junho 8 (3)
- maio 25 - junho 1 (1)
- maio 18 - maio 25 (1)
- maio 4 - maio 11 (2)
- abril 27 - maio 4 (2)
- abril 13 - abril 20 (1)
- abril 6 - abril 13 (2)
- março 30 - abril 6 (9)
- março 23 - março 30 (12)
- março 16 - março 23 (15)
- março 9 - março 16 (10)
- março 2 - março 9 (4)
- fevereiro 24 - março 2 (5)
- fevereiro 17 - fevereiro 24 (6)
- fevereiro 10 - fevereiro 17 (8)
- fevereiro 3 - fevereiro 10 (2)
- janeiro 27 - fevereiro 3 (3)
- janeiro 20 - janeiro 27 (3)
- janeiro 13 - janeiro 20 (4)
- janeiro 6 - janeiro 13 (3)
- dezembro 30 - janeiro 6 (6)
- dezembro 23 - dezembro 30 (12)
- dezembro 16 - dezembro 23 (9)
- dezembro 9 - dezembro 16 (20)
- dezembro 2 - dezembro 9 (8)
- novembro 25 - dezembro 2 (8)
- novembro 18 - novembro 25 (7)
- novembro 11 - novembro 18 (8)
- novembro 4 - novembro 11 (7)
- outubro 28 - novembro 4 (5)
- outubro 21 - outubro 28 (8)
- outubro 14 - outubro 21 (1)
- outubro 7 - outubro 14 (11)
- setembro 30 - outubro 7 (5)
- setembro 23 - setembro 30 (5)
- setembro 16 - setembro 23 (5)
- setembro 9 - setembro 16 (14)
- setembro 2 - setembro 9 (5)
- agosto 26 - setembro 2 (2)
- agosto 19 - agosto 26 (6)
- agosto 12 - agosto 19 (4)
- agosto 5 - agosto 12 (2)
- julho 22 - julho 29 (1)
- julho 8 - julho 15 (1)
- julho 1 - julho 8 (2)
- junho 24 - julho 1 (5)
- junho 17 - junho 24 (7)
- junho 10 - junho 17 (5)
- junho 3 - junho 10 (6)
- maio 27 - junho 3 (5)
- maio 20 - maio 27 (6)
- maio 13 - maio 20 (12)
- maio 6 - maio 13 (6)
- abril 29 - maio 6 (6)
- abril 22 - abril 29 (7)
- abril 15 - abril 22 (2)
- abril 8 - abril 15 (2)
- abril 1 - abril 8 (2)
- março 25 - abril 1 (5)
- março 18 - março 25 (6)
- março 11 - março 18 (7)
- março 4 - março 11 (12)
- fevereiro 25 - março 4 (9)
- fevereiro 18 - fevereiro 25 (6)
- fevereiro 11 - fevereiro 18 (9)
- fevereiro 4 - fevereiro 11 (3)
- janeiro 28 - fevereiro 4 (1)
- janeiro 21 - janeiro 28 (18)
- janeiro 14 - janeiro 21 (19)
- janeiro 7 - janeiro 14 (2)
- dezembro 31 - janeiro 7 (3)
- dezembro 24 - dezembro 31 (4)
- dezembro 17 - dezembro 24 (9)
- dezembro 10 - dezembro 17 (14)
- dezembro 3 - dezembro 10 (24)
- novembro 26 - dezembro 3 (16)
- novembro 19 - novembro 26 (19)
- novembro 12 - novembro 19 (19)
- novembro 5 - novembro 12 (17)
- outubro 29 - novembro 5 (12)
- outubro 22 - outubro 29 (17)
- outubro 8 - outubro 15 (21)
- outubro 1 - outubro 8 (20)
- setembro 24 - outubro 1 (21)
- setembro 17 - setembro 24 (16)
- setembro 10 - setembro 17 (15)
- setembro 3 - setembro 10 (1)
- agosto 27 - setembro 3 (2)
- agosto 20 - agosto 27 (18)
- agosto 13 - agosto 20 (5)
- agosto 6 - agosto 13 (6)
- julho 30 - agosto 6 (3)
- julho 23 - julho 30 (11)
- julho 16 - julho 23 (27)
- julho 9 - julho 16 (17)
- julho 2 - julho 9 (5)
- junho 18 - junho 25 (2)
- junho 4 - junho 11 (2)
- maio 28 - junho 4 (8)

