Sexo e Raça com Peter Fry (UFRJ) na UFSC  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

PPGAS e NIGS têm o prazer de convidar os alunos e professores do PPGAS para a palestra:
 
  "Sexo e Raça"
  Prof. Peter Fry
  IFCS/UFRJ
  Dia 04 de setembro 2007
  Horário: 18:30 hs
  Sala 331-CFH

Seminário Internacional: Direitos Humanos, Relações Raciais e História  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

Seminário Internacional: Direitos Humanos, Relações Raciais e História
Dia 17 de setembro de 2007
Local: Auditório do CFH

9h45 Abertura

10h-11h50 Sessão 1
De "Black Loyalists" a "Black Power": 200 anos de
resistência dos canadenses de origem africana
James St. G. W. Walker (Universidade de Waterloo,
Canadá)

O abolicionismo britânico e os direitos dos africanos
no século XIX
Beatriz G. Mamigonian (UFSC)

Intervalo para almoço

14h-15h50 Sessão 2
Os prisioneiros da guerra e a diplomacia constrangida:
a história dos
"súditos do Eixo" nos campos de concentração
brasileiros (1942-1945)
Priscila Perazzo (Universidade Municipal de São
Caetano do Sul)

Tempos de intolerância: repressão aos estrangeiros
durante a Segunda Guerra Mundial em Santa Catarina.
Marlene de Fáveri (UDESC)

Direitos Humanos e os Encarcerados: Um estudo do caso
dos canadenses de origem japonesa durante a segunda
guerra mundial
Stephanie Bangarth (King's College, Universidade de
Western Ontario, Canadá)

16h10-18h Sessão 3
Mundo em guerra: a expulsão dos "quinta-colunistas" do
litoral paranaense
Rosangela Kimura (UEM)

Os campos de concentração e demais locais de
confinamento e os silenciamentos impostos aos
descendentes de alemães no Estado de Santa Catarina
Janaína Santos de Macedo (UFSC)

Uma questão de política: acórdãos dos Supremo Tribunal
Federal na Era Vargas
Alvaro Andreucci (CESUSC/UFSC)

Carta do Rio de Janeiro  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

CARTA DO RIO DE JANEIRO: PELOS DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS, PELA EQÜIDADE DE GÊNERO E EM DEFESA DO ESTADO LAICO

Nós, pesquisadores, docentes, estudantes, gestores e profissionais, participantes do Seminário "Saúde, Direitos Sexuais e Reprodutivos: subsídios para as políticas públicas", realizado no Rio de Janeiro, em 24 de agosto de 2007, manifestamos nosso apoio às políticas públicas e ações em defesa dos direitos sexuais e reprodutivos no Brasil. Reconhecemos a necessidade de formular e implementar políticas de saúde que assegurem o marco constitucional da pluralidade moral, da laicidade e da eqüidade no campo dos direitos sexuais e reprodutivos.

Nossa posição fundamenta-se em resultados de pesquisas científicas de grupos de pesquisa e instituições de ensino superior do País, que mostram como a iniqüidade de acesso aos métodos contraceptivos e a ilegalidade do aborto trazem conseqüências nefastas para a saúde física e mental das mulheres, além de ser uma grave infração de direitos humanos. Reflete ainda a experiência de participação ativa em comissões técnicas de formulação e monitoramento de políticas públicas em associações científicas e instâncias de participação social pela defesa da saúde, dos direitos sexuais e reprodutivos.

Esse posicionamento se apóia em princípios definidos na Constituição Brasileira, na Lei do Planejamento Familiar e em Convenções Internacionais, tais como a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (Cairo, 1994), a IV Conferência Internacional de Mulheres (Beijing, 1995), a Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (ONU, 1979), a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher (Belém do Pará, 1994), das quais o Brasil é signatário.

O debate amplo na sociedade brasileira é reflexo de uma discussão reavivada pela 1ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (2004) e pela apresentação no Congresso Nacional de projeto de lei de revisão da legislação de aborto pela Ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (2005). Nos últimos meses, somaram-se as declarações do Ministro da Saúde José Gomes Temporão, instando a sociedade brasileira a discutir o tema do aborto como um problema de saúde pública.

O Programa Nacional de Planejamento Familiar

Consideramos oportuno o lançamento do Programa Nacional de Planejamento Familiar pelo Governo Federal no dia 28 de maio de 2007, cujo objetivo é garantir direitos iguais de constituição ou limitação da prole pela mulher, pelo homem ou pelo casal. O Sistema Único de Saúde deve oferecer todos os métodos reversíveis aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária para regulação da fecundidade, bem como assegurar o acesso à laqueadura e à vasectomia, permitindo que os homens também participem do planejamento reprodutivo. Deve ainda ser assegurado o tratamento da infertilidade a homens e mulheres que assim o necessitem.

As desigualdades sociais são grandes no País. Os grupos mais pobres dependem do Estado para ter acesso aos métodos de regulação da fecundidade para o livre exercício da sexualidade. A última Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS/1996) mostrou que, nos cinco anos anteriores à sua realização, aproximadamente 50% dos nascimentos não foram planejados. Outras pesquisas comprovam a alta incidência de gravidez indesejada entre adolescentes e adultas jovens no Brasil. Gravidezes não previstas, muitas vezes, resultam na prática do aborto inseguro.

Aborto: um problema de saúde pública

O aborto é um grave problema de saúde pública. A estimativa é que se realizem um milhão de abortos em condições inseguras anualmente no Brasil. É a quarta causa de morte materna no país, sendo a curetagem pós-aborto o segundo procedimento obstétrico mais realizado na rede pública. As políticas públicas devem garantir o acesso a contraceptivos seguros e reversíveis, à contracepção de emergência e à prevenção de DST/Aids, além de promover ações intersetoriais contra a violência de gênero. Essas ações devem ser implementadas em conjunto com a descriminalização e legalização do aborto no País.  

Consideramos que não há como assegurar a promoção dos direitos sexuais e reprodutivos sem o acesso ao aborto legal e seguro. A atual lei de aborto é fonte de opressão e desigualdade social ao ignorar que são as mulheres jovens, negras e pobres as mais vulnerabilizadas pela proibição do aborto. Na ausência dos cuidados dos serviços de saúde do Estado, essas mulheres abortam em condições inseguras, com profissionais não qualificados e sem os padrões sanitários requeridos. A experiência internacional mostra que, nos países onde o aborto é legalizado, os danos à saúde são mínimos.

Estado laico, SUS e direito ao aborto

O Estado brasileiro é laico. Isso significa que o Estado reconhece a diversidade de credos da população, mas fundamenta suas ações e políticas em uma posição de neutralidade moral, de defesa da justiça e dos princípios constitucionais. Uma política de saúde que contemple o tema do aborto como uma questão de saúde pública e que respeite o pluralismo moral da sociedade brasileira pressupõe o reconhecimento de que a decisão pelo aborto é matéria de ética privada. Nenhuma mulher realizará um aborto contra sua vontade, assim como nenhuma mulher deve ser impedida de abortar se esta for sua decisão.

Defendemos os princípios da universalidade, integralidade e eqüidade da atenção à saúde, o que só pode ser assegurado pelo fortalecimento do Sistema Único de Saúde em um marco constitucional de respeito e proteção aos direitos humanos. Entendemos que para garantir os princípios constitucionais da autonomia da vontade, da dignidade da pessoa humana e da liberdade de pensamento, é preciso reconhecer que o direito ao aborto é condição para um Estado verdadeiramente justo e democrático.

Rio de Janeiro, 24 de agosto de 2007.

Para assinar a Carta do Rio de Janeiro, acesse o link http://www.petitiononline.com/cartario

Coletânea debate novos arranjos familiares e parcerias numa perspectiva transdisciplinar  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

30-08-2007 14:28:49 - Coletânea debate novos arranjos familiares e parcerias numa perspectiva transdisciplinar

Os novos arranjos familiares, as novas parcerias e seus sentidos são motivos de debates no Brasil e em vários países. Colaboram para discutir, repensar e ampliar questões como maternidade, paternidade, casal, família e amor fora da norma heterocêntrica. No Brasil, este debate vem crescendo e ganhando espaço na sociedade civil. A contribuição acadêmica tem sido inestimável para o diálogo no espaço das discussões e propostas de leis e conquistas de direitos, sempre proporcionando a construção de novos olhares sobre estes temas. Conjugalidades, Parentalidades e Identidades Lésbicas, Gays e Travestis - coletânea, organizada pelos professores Miriam Grossi, Anna Paula Utziel e Luiz Mello, com sua perspectiva transdisciplinar, reúne reflexões de áreas da Psicologia, Direito e Ciências sociais, em estudos realizados no Brasil, Argentina, Chile, Espanha e França.

O livro está dividido em três partes: em Conjugalidades, nove artigos mantêm o enfoque transdisciplinar. Há, por exemplo, um deles discutindo "amor e ódio em relações conjugays"; outro discorre sobre acórdãos judiciais e entrevistas com magistrados sobre conjugalidades homoeróticas em quatro estados brasileiros. Como foi o processo espanhol – um relato do percurso do "perigo social" à plena cidadania é tema de outro artigo. Um outro artigo, das professoras Anna Paula Utziel e Miriam Grossi, organizadoras do livro, tem como tema o debate francês sobre parceria civil e homoparentalidade.

Em Parentalidades – sete artigos compõem a segunda parte da coletânea - há o instigante artigo, da chilena Florencia Herrera, sobre a outra mamãe – um debate sobre as mães não biológicas nos casais de lésbicas. O artigo Não podemos falhar debate as pressões pela busca da normalidade em famílias homoparentais. Outra importante contribuição discute A homofobia na representação de mães heterossexuais sobre a homoparentalidade. Como o tema tem sido tratado na mídia é o enfoque de Elizabeth Zambrano ao discutir a homoparentalidade na pauta do jornal Folha de S. Paulo.

A terceira parte tem como tema Identidades Lésbicas, debatida em três artigos. Lenise Borges, em Lesbianidade na TV: visibilidade e apagamento em telenovelas brasileiras, discorre sobre o esforço dos autores de novela em contribuírem para a construção de um novo olhar sobre a lesbianidade e as dificuldades enfrentadas. Lenise faz um percurso histórico sobre o aparecimento do tema em telenovelas da Rede Globo. "Vale Tudo" (1988-1989) foi a primeira novela a tratar do tema. Duas mulheres bem-sucedidas, Cecília (Lala Deheinzelin) e Laís (Cristina Prochaska), têm uma relação, mostrada de forma discreta. Cecília morre em acidente de carro e vem daí a grande contribuição da novela, que além de dar visibilidade ao casal, discutiu direitos, já que as duas personagens eram proprietárias de uma pousada. Após uma luta na justiça, Laís tem seus direitos reconhecidos e retoma sua vida amorosa com Marília (Bia Seidl).
Dez anos depois, em "Torre de Babel" (1998-1999), Rafaela (Cristiane Torloni) e Leila (Silvia Pfeifer) formam um casal de empresárias cuja relação era mostrada de forma direta. As reações do público foram tão impactantes que as personagens tiveram um final trágico e antecipado, na trama da novela, morrendo numa explosão do shopping center onde possuíam uma loja.

Em Mulheres Apaixonadas, o casal de lésbicas era bem jovem e as personagens estudantes: Clara (Aline Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli). A relação foi sendo mostrada pouco a pouco, evidenciando os conflitos das personagens e as reações dos outros personagens à relação delas. O interessante é que para a cena final – da primeira telenovela em que o casal de lésbicas consegue sobreviver – para que fosse mostrado um beijo, Manoel Carlos, o autor, criou uma cena na qual Clara interpretava Julieta e Rafaela Romeu - revivendo a tragédia shakesperiana. Usando deste subterfúgio a visão do beijo ficou "digerível" para os espectadores.

Senhora do Destino (2004-2005) avançou mais ainda. Foi a primeira novela que mostrou cenas íntimas entre a personagem da médica Eleonora (Mylla Christie) e a estudante de Fisioterapia Jenifer ( Bárbara Borges). Também inovou ao introduzir o tema da adoção. Preparando cuidadosa e empaticamente o público, a médica encontra um bebê no lixo. Eleonora e Jenifer iniciam um processo de adoção conjunta do bebê, dando visibilidade não só ao casal, mas ao tema dos direitos civis dos homossexuais à homoparentalidade.
Nas quatro novelas, analisa Lenise, as personagens são representadas por mulheres bonitas, elegantes e apaixonadas, aproximando-se, do que se denomina como perfil lesbian chic .

O livro é leitura imprescindível para quem se interessa ou faz destas questões objeto de estudo. Oferece um amplo painel de pesquisas e consegue a proeza de reunir artigos instigantes, mas de leitura agradável, sobre temas tão polêmicos.

Serviço

Conjugalidades, Parentalidades e Identidades Lésbicas, Gays e Travestis -
Miriam Grossi, Anna Paula Uziel e Luiz Mello, organizadores – Editora Garamond, 2007.
Lançamento: Dia 5 de setembro, quarta-feira, às 18h45min – Momento chá e troca de Idéias, integrando a programação do Seminário Homofobia, Identidades e Cidadania LGBTTT.
Informações: 3721-9890 ramal 25 – nigsnuc@cfh.ufsc.br
Programação do seminário: www.nigs.ufsc.br/seminariolgbttt



Por Alita Diana/jornalista da Agecom

Homofobia , Identidades e Cidadania LGBTTT em discussão na UFSC  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

31-08-2007 14:37:36 - Homofobia , Identidades e Cidadania LGBTTT em discussão na UFSC

A cada dois dias em média uma pessoa é assassinada no Brasil por conta de sua orientação sexual; casais de homossexuais enfrentam inúmeras barreiras jurídicas para estender direitos à@ companheir@, adotar crianças; os contextos das relações sociais, empregatícias e de consumo se alteraram a partir do crescimento da visibilidade LGBTTT e suas reivindicações; gays, lésbicas, transexuais, travestis e transgêneros têm suas vidas afetadas por preconceitos. Por quê?

A homofobia – ódio ou intolerância expressa contra os
homossexuais – perpassa todas essas questões e sua discussão reunirá pesquisadores, representantes de movimentos sociais e do poder público de várias partes do País e da América Latina, no Seminário Homofobia, Identidades e Cidadania LGBTTT, dias 5 e 6 de setembro, no Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina (CFH/UFSC), em Florianópolis. Cerca de 300 pessoas se inscreveram para debater o tema nas seis mesas-redondas e 10 grupos de trabalho, apostando no diálogo entre academia, movimentos sociais e poder público.

A organização é do Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades (NIGS/UFSC) e da Rede de Pesquisa Parceria Civil, Conjugalidades e Homoparentalidade no Brasil, com o suporte da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina (Fapesc), Programa de Equidade de Gênero da Eletrosul, Programa Nacional de DST/AIDS do Ministério da Saúde, Gerência Estadual das DST e AIDS de SC, Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos (CLAM), Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) e NEPREs da Secretaria de Estado da Educação.

"O importante é que esse seminário abre a possibilidade de escuta de muitas vozes", diz a professora do Departamento de Antropologia do CFH/UFSC e coordenadora do evento, a antropóloga Miriam Grossi. Impressionada com o número de trabalhos científicos inscritos – mais de 90 –, a professora afirma que essa é uma evidência do impacto das pesquisas realizadas ou em andamento: "isso mostra que já é um campo consolidado".

Enfoque Plural
Se a diversidade está presente entre os participantes, também é a marca dos temas de mesas-redondas, grupos de trabalho e pôsteres. Nas seis mesas programadas para os dois dias do evento, serão discutidos, dia 5 de setembro, "Homofobia e segurança pública", "Movimento LGBTTT e políticas de saúde e preevenção às DSTs/AIDS", Identidades lésbicas; e dia 6, "Parceria civil, conjugalidades e homoparentalidades", "Travestilidades e transexualidades" e "LGBTT – comportamento do consumidor, empregabilidade e sociabilidades".

São 10 os grupos de trabalho. Além de artigos correlacionados às temáticas das mesas, representações da mídia sobre sexualidades e identidades de gênero, educação e combate ao sexismo e à homofobia, religião e ética são assuntos também contemplados nesses espaços de debate.
Violências – Pesquisas como a realizada pela equipe coordenada pelo antropólogo do CLAM Sérgio Carrara, no Rio de Janeiro, revelam que um terço dos crimes que atingem homossexuais é de latrocínio contra gays; outro terço, execuções de travestis; e há ainda violências fatais geradas por conflitos, mortes suspeitas e passionais. Dos processos investigados por essa pesquisa, mais da metade foi arquivada.

O casamento entre homossexuais, a extensão de direitos a@s companheir@as e a adoção de crianças, entre outros, são também temas de debate e reflexão atual da sociedade brasileira. Dois livros a respeito serão lançados durante o seminário: Homossexualidade e adoção, da professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) Anna Paula Uziel, e Conjugalidades, parentalidades e identidades lésbicas, gays e travestis, organizado por Miriam Grossi, Anna Paula Uziel e Luiz Mello (Universidade Federal de Goiás). Segundo Miriam Grossi, a representação social sobre adoção de crianças por casais homossexuais, por exemplo, tem mudado, apesar de ainda serem tímidas as decisões jurídicas favoráveis. No prefácio que escreveu ao livro de Anna Paula, ela lembra a evidência que o assunto acabou ganhando após a morte de Cássia Eller, com a luta de sua companheira, Maria Eugênia, para ter a guarda do filho da cantora.

Fonte: Jornalista Carla Cabral, com a colaboração de Miriam Grossi e Rosa Oliveira

Informações:
Coordenadores do evento:
Professora Miriam Grossi - 9923-5123 ou miriamgrossi@gmail.com Rosa Oliveira:9926-3794 ou rosa_mro@yahoo.com.br
Felipe Fernandes : 8829-3359 ou complex.lipe@gmail.com
Informações com o NIGS: 37 21- 9890 ramal 25

Programação do Seminário em: www.nigs.ufsc.br/seminariolgbttt

Leia também:
Coletânea debate novos arranjos familiares e parcerias numa perspectiva transdisciplinar
 

 

Fonte: http://www.agecom.ufsc.br/index.php?id=5525&url=ufsc

justiça no STF  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

 
 
Excelentíssimo Sr. Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a nomeação de ministro do Supremo Tribunal Federal - STF é algo da mais alta importância para o país. O STF é a instância responsável por guardar a Constituição Federal e a Democracia. A nomeação de Carlos Alberto Direito para ministro do Supremo Tribunal Federal põe em risco o respeito à pluralidade, a liberdade de pensamento e a tolerância.  Os membros do STF não podem estar comprometidos nem com questões de ordem partidária, nem econômica, tampouco religiosa. A imparcialidade e o compromisso com os preceitos constitucionais - e apenas com esses na função de ministro - é que devem ser considerados. Não pode assumir a função de ministro do STF alguém  notoriamente vinculado a grupos religiosos porque isso põe em risco a própria democracia, principalmente o direito fundamental à liberdade de crença daqueles que não comungam da mesma fé ou de fé alguma. Corre-se o risco de privatizar o Estado Brasileiro com valores de uma única fé e, com isso, liquidar qualquer esperança de construção democrática e de respeito à diferença.  Com essa nomeação perde o Brasil, perde a democracia e perde o povo brasileiro.




--
Felipe Bruno Martins Fernandes

"O emitente desta mensagem é responsável por seu conteúdo e endereçamento.
Cabe ao destinatário cuidar quanto ao tratamento adequado. Sem a devida
autorização, a divulgação, a reprodução, a distribuição são proibidas."

"The sender of this message is responsible for its content and addressing.
The receiver shall take proper care of it. Without due authorization, the
publication, reproduction, distribution are forbidden."

" El emisor de este mensaje es responsable por su contenido y
direccionamiento. Cabe al destinatario darle el tratamiento adecuado. Sin
la debida autorización, su divulgación, reproducción, distribución son proibidas"

Exibição de Filme na UFSC  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

PALESTRA & EXIBIÇÃO DE FILME
28 de agosto, terça-feira
Auditório do CCE - UFSC
 
às 14h20 As paixões de Orfeu segundo Sidney Lumet e Tennessee Williams
Profa. Dra. Maria Cecília de Miranda Nogueira Coelho
 
às 16h Vidas em Fuga (The Fugitive Kind, S. Lumet, 1959, 119min.)
Com Marlon Brando, Anna Magnani e Joanne Woodward

Promoção
UFSC/CCE/Curso de Cinema

Seminário homofobia, identidades e cidadania está com inscrições abertas  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes



Seminário homofobia, identidades e cidadania está com inscrições abertas  
Evento ocorre em setembro e inscrições para apresentação de trabalhos vai até 15 de agosto  
 

Alunos da Unisul com pesquisa na área de homofobia ou movimentos sociais podem se inscrever para participar do seminário homofobia, identidades e cidadania que acontecerá dias 5 e 6 de setembro no centro de filosofia e ciências humanas da Ufsc.

As inscrições para os interessados em apresentar seus trabalhos no seminário vão até dia 15 de agosto, custam 25 reais e a partir desta data o valor da inscrição sobe para 30 reais. Para os alunos e professores que desejarem participar como ouvintes do seminário as inscrições custam R$ 15 até o dia 15.

A Unisul é uma das apoiadoras do evento e possui professores envolvidos na organização do seminário. O professor do curso de psicologia, Leandro Castro Oltramari, é um dos professores da Unisul que participará do evento como debatedor. "Ele permanecerá durante os três dias de seminário coordenando um dos grupos de trabalho", explica a professora de psicologia Regina Braganollo, também representante da Unisul na organização do seminário.

Fabrício Lima, professor da Unisul Virtual, coordenará uma mesa redonda e um grupo de trabalho durante os dias de seminário. "O grupo de trabalho será dia 5 e a mesa redonda, dia 6, as duas discussões terão como tema o comportamento do consumidor, empregabilidade e sociabilidade", confirma Fabrício.

Convite Espaço B - agosto/2007  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes


Tem sido comum, em algumas regiões da cidade, especialmente na Rua Augusta e seus arredores, nos depararmos com grupos de jovens que recusam identidades sexuais mais fixas. Nesses espaços, a transgressão aponta para a recusa de rótulos e a celebração da fluidez. Em outras partes da cidade, identidades sexuais fixas se colocam como necessárias e/ou obrigatórias e, nesses espaços, transgredir é dar muita pinta em lugares onde até bem pouco tempo isso seria impossível. O Espaço B dedica duas reuniões de agosto a uma discussão sobre sexualidades, juventudes, fluidez e limites. Seja bem-vind@!


16/08/2007 - 19h - A fluidez e seus limites: juventudes, sexualidadesAlexandre Vega, antropólogo (mestrando do Departamento de Antropologia da USP) que tem passado boa parte do tempo perambulando como pesquisador nos diferentes cantos da Rua Augusta, local em que já foi apenas frequentador habitual, é nosso convidado para oferecer uma provocação à discussão. Isadora Lins, antropóloga, tem o papel de levantar a bola pra um debate animado. Fluidez, identidades sexuais, masculinidades e feminilidades compoem o tema do papo, que tem como pano de fundo a região da Augusta.


30/08/2007 – 19h - "Eu gosto é de mulher!" - lesbianidades, corporalidades e identidades na grande São PauloNuma linha celebração da visibilidade lésbica, a provocação da noite tem como personagens mulheres que curtem mulheres de várias localidades de Sampa, estilos de vida, idades e identidades e o papo dialoga com o da reunião anterior, apenas ampliando os territórios abrangidos. Regina Facchini, antropóloga, é a responsável por fazer a provocação inicial a partir dos dados de sua pesquisa no Doutorado em Ciências Sociais na Unicamp e as meninas da coordenação do Papo de Mina - Anna Paula Vencato, Isadora Lins (antropólogas) e Ana Ferri (psicológa) - dão o ponta-pé inicial na discussão.


Bons papos são esperados, além de você, é claro! ;-)


Onde: Espaço Impróprio - Rua Dona Antônia de Queiroz, 40 - http://www.improprio.org/


Enviado via orkut por Anna Paula Vencato

ABGLT e o avanço nas políticas de Direitos Humanos de GLBTs no Mercosul  

Postado por Felipe Bruno Martins Fernandes

Por Alexandre Böer e Beto de Jesus

A reunião de Altas Autoridades em Direitos Humanos do Mercosul e Estados Associados - a RAADDHH, que foi criada em dezembro de 2004 pela cúpula dos Presidentes dos países membros, começou a funcionar, efetivamente, a partir de maio de 2005, como um fórum dos Estados membros do processo de integração regional, para análise e definição de políticas públicas em Direitos Humanos.

Hoje, além do Brasil, fazem parte também a Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Bolívia, Colômbia, Equador e Peru.

Desde maio de 2005 até hoje foram realizadas nove reuniões. A mais recente - a IX - aconteceu nos últimos dias 8 a 10 de agosto em Montevidéu, Uruguai. A ABGLT tem acompanhado através de seus dirigentes  Beto de Jesus e Alexandre Böer, desde a 5ª reunião, realizada no Brasil, com o intuito de incidir politicamente na temática GLBT sobre as políticas dos países membros do Mercosul.

Segundo a Rede de Organizações LGBT do Mercosul – do qual a ABGLT é uma das co-fundadoras e participante - esta foi a reunião mais importante e que mais avanços foi possível obter.

A reunião foi precedida pelo primeiro seminário regional sobre Diversidade Sexual, Identidade e Gênero realizado neste âmbito e organizado pela Presidência Pró-Têmpore, do Uruguai. Este encontro vem sendo construído desde a última presidência pró-têmpore no Brasil, em 2006, onde a ABGLT pode inicidir politicamente na temática e ampliar a participação da sociedade civil nestas reuniões, que até então só tinha o Direito de observar as mesmas.

Com isto foi possível, nesta última reunião, apresentar às altas autoridades um documento construído pela sociedade civil e Governos presentes, indicando a urgente necessidade de trabalhar para erradicar a discriminação por orientação sexual e identidade/expressão de gênero nestes países e reconhecer os Direitos à Diversidade Sexual como Direitos Humanos.

Este documento será analisado, agora, pelos Governos e, na próxima reunião das Altas Autoridades, que deverá acontecer no Uruguai, ainda no final do segundo semestre.

Após a avaliação, o domumento ou o que dele for possível consensuar entre os países membros, deverá ser elevado às respectivas chancelarias.

Desta forma será possível avançar em direção à apresentação de uma resolução junto à ONU - Organização das Nações Unidas pelo conjunto dos países do Mercosul e Estados Associados e impulsionar o anteprojeto da Convenção Interamericana contra o Racismo e outras formas de discriminação que está sendo discutida no âmbito da OEA - Organização dos Estados Americanos que inclua expressamente a orientação sexual e identidade de gênero.

A ABGLT esteve presente mais uma vez através de seus dirigentes Beto de Jesus, do Instituto Édson Néris/São Paulo e Alexandre Böer, do SOMOS - Comunicação, Saúde e Sexualidade/Porto Alegre que participaram ativamente da construção deste processo, desenvolvendo ações de advovacy em Direitos Humanos GLBT no Mercosul, realizando interlocução com a chancelaria brasileira e atuando na Rede LGBT do Mercosul, criada no início deste ano em Rosário, na Argentina, e na qual a ABGLT também participa como uma das instituições fundadoras.

Beto de Jesus participou como apinelista na mesa sobre Direitos Humanos e Diversidade Sexual apresentando aos participantes a realidade na qual se encontra a população GLBT no Brasil e na América Latina e suas vulnerabilidades. Já Alexandre Böer incidiu mais intensamente sobre as reuniões oficiais e articulou as propostas apresentadas pelas altas autoridades.

Destacamos a sintonia e parceria obtida com toda a Delegação Brasileira chefiada pelo Secretário Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi. Ivair Augusto dos Santos ,que também integrava a delegação brasileira, foi fundamental para o alcance dos objetivos. Entre outras posições defendeu a proposta da criação de um subgrupo de trabalho para tratar especificamente da temática GLBT e que deverá funcionar a partir do Grupo "Discriminações, Racismo e Xenofobia". Com isso, acreditamos que a pauta GLBT devrá estar cotidianamente na agenda do Mercosul. A delegação brasileira contou ainda com representantes das Secretarias Especiais dos Direitos Humanos, da Igualdade Racial e do Itamaraty.

A diretora do Instituto Nacional de Combate as Discriminações da Argentina - INADI, Maria José Lubertino, apresentou a proposta de construir um programa "Mercousul sem Homofobia ", tomando como exemplo a experiência Brasileira. Paulo Vanuchi, Secretário Especial de Direitos Humanos também defendeu a proposta.

..............................

O que diz o documento:

Na ocasião também foi possível construir um documento assumido como resultado da RAADDHH no qual indica aos países do Mercosul e Estados Associados revogar e/ou modificar todo tipo de legislçaão discriminatória ou que criminalize lésbicas, gays, bissexuais, tavestis, transexuais e transgênros ou que restrinja o pleno exercício e goze dos mesmos Direitos que têm os demais cidadãos e cidadãs. E, neste sentido, revogar qualquer tipo de lei ou regulamentação que proíba a gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros de doar sangue.

Gerar ou impulsionar políticas públicas transversais em todas as áreas de governo (como por exemplo "Brasil sem Homofobia" e aquelas propostas para o "Plano Nacional Contra a Discriminação", da Argentina, ou "Comissão de Educação Sexual", do Uruguai), leis antidiscriminatórias, programas e ações, no âmbito da educação, da saúde, do trabalho, etc. que promovam expressamente a não discriminação por orientação sexual e identidade/expressão de gênero, em especial aquelas que permitam o acesso às pessoas trans em todos os âmbitos. No caso das Leis, que estas sejam de aplicação efetiva através de alguma instância que garanta sua operatividade e inverta a carga da prova. É importante estabelecer para esta tarefa contatos diretos com a sociedade civil para que cada decisão política emerja de um trabalho conjunto.

Promover a inclusão de conteúdos relacionados aos Direitos Humanos das pessoas LGBT na educação (pública e privada, institucional e não institucional) em todos os níveis, incluindo a formação docente, e fomentar campanhas que visem descontruir os prejuízos sobre os quais se baseia a discriminação por oreintação sexual e identidade/expressão de gênero. Promover a formação de grupos de pesquisa sobre temas relacionados a diversidade sexual.

Tomar decisões e ações políticas que terminem definitivamente com a hostilização, a discriminação, perseguição e repressão das forças de segurança pública contra as pessoas LGBT, especialmente as pessoas trans, em cada país.

Gerar Leis que garantam as pessoas LGBT e suas famílias, a mesma preteção e Direitos que os estados reconhecem às famílias heterossexuais, através da criação de instituições jurídicas como a sociedade de convivência, união concubinária, pacto de união civil ou a equiparação do acesso ao matrimônio para os parceiros(as) do mesmo sexo.

Sancionar Leis que possibilitem às pessoas trans as trocas de registros de nome e sexo, sem requisitos cirúrgicos ou médicos de qualquer tipo, e que garantam o acesso público e gratuito aos tratamentos e cirurgias de redesignação de sexo para aqueles/as que desejarem.

Gerar espaços institucionais específicos dentro do Estado que trabalhem temas de discriminação por orientação sexual e identidade/expressão de gênero. Que cada Estado divulgue estes dados para a sociedade e que os mesmos recebam e sistematizem denúncias, às quais se deve dar uma resposta concreta para cada caso, assim como permitam avaliar as políticas públicas a serem desenhadas em cada lugar.

Comprometer sua vontade política para impulsionar o anteprojeto de Convenção Interamericana contra o Racismo e outras formas de Discriminação que se está discutindo no âmbito da OEA que inclua expressamente a oreintação sexual e identidade de gênero.

Impulsionar a criação de um Observatório Regional de práticas discriminatórias que inclua a discriminação por orientação sexual e identiade/expressão de gênero, onde as organizações da sociedade civil interajam com as Altas Autoridades de Direitos Humanos do Mercosul e seus Parlamentários, entre outras/os em pesquisa, estudo, discussão e atenção à temática. Que este Observatório produza informes anuais sobre a situação das pessoas LGBT na Região para ser apresentado ante instâncias nacionais e internacionais.

Reconhecemos a necessidade de impusionar que cada um de nossos países assuma o desenvolvimento das ações necessárias para a implementação das medidas anuncaidas nesta declaração.

Nos comprometemos a organizar um próximo seminário, promovendo a participação das chacelarias, autoridades e funcionários/as dos distintos poderes de cada país; incorporar de maneira permanente na RAADDHH a temática da diversidade sexual, transversalizando os trabalhos de todos os grupos, comissões e programas; incluir nos informes periódicos de cada país sobre Direitos Humanos, como por exemplo os DESC - Direitos Econômicos, Sociais e Culturais a temática da diversidade sexual; e o estudo e consideração dos Princípios de Yogyakarta para serem incluídos como tema para a próxima reunião, com o objetivo de considerar seu apoio por parte dos Estados membros.estudo, discussão e atenção a temática. Que este observatório produza informes anuais sobre a situação LGBT.